O que se precisa? Mudar a filosofia e apoio

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A vida não é fácil. Acho que pra ninguém é. Talvez seja mais fácil para alguns do que é para outros. Mas fácil, fácil não é. Todos nós temos momentos em que estamos pra baixo, em que tudo parece difícil, complicado e não se enxerga saída.

Levante a mão o ser perfeito que nunca passou por um momento assim. Esse momento pode durar alguns segundos, minutos, semanas… Meses… Depende de vários fatores: apoio familiar e de amigos, um pouquinho de sorte, o quanto você acredita (ou não) em Deus e religião etc.

E por que estou dizendo isso? Porque o mesmo acontece com seu time de futebol. Há momentos em que as coisas não encaixam, nada dá certo. O SPFC vem passando por um momento desses já faz um bom tempo…

Quando se lê e procura-se informar sobre as causas, essas são claras: diretoria incompetente, compras erradas, falta de jogadores nas posições necessárias, departamento físico muito aquém do que já foi, politicagem maior em interesses próprios do que em relação ao clube etc. etc… Causas não faltam.

Mas a situação é: o SPFC não está bem. Não temos um time bom, estamos jogando um futebol muito aquém do que poderíamos e os resultados de Rogério Ceni como técnico não são bons também. Fomos eliminados de várias competições e agora só resta do Brasileirão.

O que fazer?

Traço um paralelo: é o mesmo a fazer com alguém que se vê, que se percebe que está deprimido. A pessoa mesmo não enxerga saída. Quem está no olho do furacão, infelizmente, pouco enxerga o que fazer. Parece que a maré não vira. Então como ajudar e quem pode ajudar?

No caso do SPFC, acho que está mais do que na hora de reunir todos, comissão técnica, preparadores físicos, diretoria e colocar tudo em pratos limpos. O time é esse? Vai haver alguma contratação? Com quem realmente se pode contar? Por que inúmeros jogadores se machucam tanto e com tanta facilidade? Hora de ter uma boa conversa, mas não no sentido acusatório, querendo colocar ‘a culpa’ em alguém. A culpa é de todos. Absolutamente de todos.

Depois de uma tentativa de solucionar os problemas profissionalmente, colocando as cartas na mesa, hora da torcida apoiar. Até porque criticar, só, não adianta nada.

Hora de Rogério começar a notar que o time não está nada bem e parar com as entrevistas ‘exaltando a posse bola’, após uma eliminação. É o tipo de arrogância e falta de empatia que o torcedor não aceita.

Ajudar alguém que está em um momento complicado não é fácil. Mas não é pra isso que estamos nessa vida? Pra tentar ajudar seu próximo? De que adianta só criticar, criticar e criticar alguém que já não está bem? Ajuda isso? Eu acho que não.

Hora também da diretoria e comissão técnica se entenderem. Hora da comissão técnica também ter mais empatia com o torcedor.

E hora do torcedor parar de sentar a lenha no time, nos jogadores. Criticar quem já está pra baixo não ajuda. E no caso, o paciente deprimido aqui é o SPFC.

Hora de tentar reverter esse jogo. Antes que seja tarde.

Thaís C Paradella.

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As duas faces da notícia

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Saudações tricolores!

O SPFC venceu o Linense, por 2×0, na primeira partida da fase decisiva do Paulista. O tricolor jogou melhor, teve mais oportunidades, mas os gols só saíram na segunda etapa. Gol contra e depois de cabeça de Pratto. O SPFC não toma gols há dois jogos e hoje se apresentou bem. Venceu o jogo, teve inúmeras outras chances de gol. Destaque da partida, diria o volante Jucilei.

Durante a semana muito se divulgou do fato do Linense ‘abrir mão’ do seu mando de campo, fazendo com que as duas partidas fossem no Morumbi. Também acompanhei o jogo do Corinthians ontem, jogo horrível por sinal, em que o chamado ‘time grande’ só ficou na retranca, mas não vi muitas notícias relatando isso. O jogo foi um dos mais chatos que acompanhei nos últimos tempos.

E o tema dessa coluna é exatamente esse: afinal, qual foi realmente a notícia? Não é de hoje que há uma enorme má vontade com o time do SPFC em termos de imprensa. Desde que Rogério Ceni assumiu o comando do time, ‘notícias’ ganham um destaque bizarro: o fato de Rogério ter deixado uma bola passar por suas mãos na beirada do campo… O fato dele não usar uniformes esportivos e preferir usar roupa social nos jogos, o fato do SPFC tomar gols (há duas partidas não toma, aí muda-se o foco, o fato de se fazer poucos gols…). E tudo isso parece que ganha muito mais destaque do que o time em si, o esquema de jogo, o que se tenta mostrar em campo.

Em relação ao Linense, li que o SPFC deveria ‘abrir mão de jogar no Morumbi, não aceitando a reversão do mando de campo’. E não foi torcedor falando isso. Então, vamos aos fatos: o Linense é um clube pequeno. Clubes pequenos (assim como os grandes também) tem uma dependência gigantesca da renda obtida nos jogos. Mas no caso de clubes pequenos essa dependência é ainda maior que nos grandes, pois os contratos de patrocinadores costumam ser menores. O Linense não poderia mandar o jogo de ida em seu estádio, pois esse não comporta o número de torcedores que a fase decisiva do Paulista exige. Ele teria que mandar o jogo fora de casa de qualquer jeito. Ele poderia ter escolhido um estádio do Interior? Sim, poderia. O clube escolheu jogar no Morumbi. O Linense, seu presidente e diretoria escolheram jogar no Morumbi. A idéia era que o jogo de hoje já desse uma rende muito boa, com grande público (lembrando que o SPFC tem se destacado demais pelo público em seus jogos). A rende seria dividida igualmente entre os clubes. Hoje o público não foi bom. Pouco mais de 15mil. Há motivos para isso. Um deles é que estamos no início de mês, muita gente não recebeu seu salário ainda (o que, na crise atual que o Brasil enfrenta, faz com que muitos tenham que ‘escolher’ quais jogos ir, não dá pra ir em todos). Acredito que a segunda partida no Morumbi terá mais que os 15mil torcedores de hoje. Infelizmente, para o Linense hoje, a renda ficou em torno de 70 mil. Certamente menos que o clube espera. Mas o que deve ser chamado atenção é que a decisão do jogo ser no Morumbi foi uma decisão que partiu do Linense, em nada do SPFC tem a ver com isso. Mas não foi esse o tom dado em muitos programas esportivos durante a semana.

Em relação ao time do SPFC, sim é um time em formação. Óbvio que é Rogério começou seu trabalho há pouco tempo. Há muito ainda que melhorar (e há espaço pra essa melhora). Mas se torcedor tem pouca paciência, muitos veículos de comunicação tem menos ainda. O fato da defesa tomar gols em muitos casos ‘ofuscou’ inúmeras vitórias do SPFC, com gols de diferença. No clássico, quando um jogador do SPFC falou algo (independentemente de eu concordar ou não com o que ele tenha dito), boa parte da mídia já disse que houve desrespeito por parte dele em relação ao time adversário…Mas quando o jogador do Corinthians falou, aí tudo bem, sem problemas, faz parte do futebol… Como assim? Porque coisas iguais ganham destaques tão diferentes?

Ontem o Corinthians jogou, nitidamente na defesa. Jogo medonho. Embora alguns bons comentaristas alertaram sobre o fato de como o jogo foi ruim (e foi mesmo!), não vi nenhum lugar alertando para o fato que o Corinthians ontem jogou na retranca. Pura e simples retranca. Por que essa notícia não foi dada? Ou esse lado da notícia não foi apontado?

O que quero dizer é que toda notícia pode ser dada de duas formas. É a história do copo meio cheio, meio vazio. O que tem se tornado incrível é a suprema má-vontade de muitos com as notícias do SPFC. Sempre há um tom pejorativo, sempre há algo negativo, mesmo quando o time joga dentro do esperado, sempre encontra-se algo pra salientar que o time não está em evolução, que deste jeito não irá chegar a lugar algum.

Ninguém sabe se o SPFC será campeão Paulista, ou da Copa do Brasil, assim como os outros times também. O que se faz em qualquer análise são suposições. Do mesmo jeito que inúmeros times, em outros campeonatos, times pequenos, solicitaram reversões de mando de campo. E ninguém ficou pedindo para o outro time ‘não aceitar’, aliás pouco, sequer se falou disso quando aconteceu com Palmeiras ou Santos. Quando outros times, por n motivos, não jogam bem e ficam na retranca, isso é pouquíssimo notado ou falado. Fico imaginando se o SPFC hoje tivesse jogado como o Corinthians ontem. Certamente as manchetes seriam outras.

Hora de começar a rever como as notícias são escritas e divulgadas. Porque nós, torcedores críticos e conscientes, estamos bem cansados das notícias terem um lado só e nunca um lado imparcial. Sempre um lado contra o SPFC. Chega.

Thaís C. Paradella.

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Fonte da foto: Facilidadesblog

Pequena análise do SPFC até agora

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Saudações tricolores!

Hoje o SPFC enfrenta o Santo André, no Morumbi, pelo Campeonato Paulista. Até agora, o tricolor já teve alguns jogos, tanto pelo Paulista, como pela Copa do Brasil e resolvi fazer uma pequena análise do tricolor até agora.

  1. O SPFC é um time com potencial ofensivo: Sim. Quando temos Pratto, Cueva, Chaves, Cícero em campo, o time consegue chegar com certa facilidade ao gol adversário. Há troca de passes, jogadas bem construídas. Não há como negar que o ataque é o setor mais produtivo do time. Chega a dar um belo alívio no torcedor como o SPFC tornou-se um time bem mais ofensivo que nos anos anteriores. Óbvio que isso devido à qualidade de alguns jogadores em campo (cabe citar aqui Pratto, Cueva e Cícero), mas também porque Rogério Ceni certamente tem feito treinamentos. E isso faz toda a diferença. Não é de hoje que sempre disse que time bom em campo, hoje, é time que é bem treinado. E aí que entra o treinador. Rogério passou anos treinando sozinho e sob a tutela de bons (e não tão bons assim) treinadores. Quando assumiu o comando  do time, obviamente, sabia e sabe muito bem a importância dos treinos.
  2. O time ainda toma muitos gols. Sim. A defesa ainda é ponto fraco. Mas aí vemos duas coisas: erros individuais e erros coletivos. Erros individuais, como no penalty cometido por Breno, mas também erros coletivos, pois a zaga é constantemente exposta. Uma zaga exposta, por melhor que seja, ainda sofrerá muitos gols. E a zaga do SPFC não é lá a oitava maravilha do planeta. Por essa razão, o meio- campo, embora mais ofensivo, deve focar um pouco mais na ação defensiva, deixando a zaga mais protegida.
  3. Uma enorme má-vontade de boa parte da imprensa esportiva em descrever o que acontece com o time atualmente. Rogério Ceni nunca foi querido por grande parte da imprensa. E nunca será. Rogério sempre foi o cara que treina duro. Muito. Diferente do que se gosta no Brasil, caras esforçados, que chegam ao topo por esforço, não são nem um pouco valorizados. Geralmente são ditos ‘arrogantes’. Os caras admirados pela imprensa são os caras que fazem piada, que tiram sarro…Os caras sérios não são. Rogério sempre foi sério. Rogério representa tudo que boa parte da imprensa esportiva não gosta. Um cara esforçado, que treina duro, que sempre jogou em único clube (e não foi o clube constantemente defendido e adorado pela imprensa), crítico, bem crítico, inteligente…Não, é tudo que uma gama enorme de jornalistas não gosta. Mas são essas características que o fazem espetacular. O cara que ficou um ano estudando, se preparando pra poder assumir o SPFC. Que trouxe um auxiliar do exterior. Por isso que nos últimos tempos temos encontrado manchetes como ‘SPFC passa sufoco e vence’ (quando o placar foi 4×2… Sufoco?? Sufoco??), enquanto outros times, com  o placar básico de 1×0 tem manchetes como ‘time ganha na raça’… Pois é, são-paulino crítico sofre ao ler algumas matérias esportivas.
  4. Eleição no clube. Ultimamente muitas das manchetes nas redes sociais tem dado atenção à futura eleição no clube. O twitter aliás se tornou palco de muitas vezes briga entre seguidores, uns defendendo o atual presidente, Leco, outros defendendo o antigo presidente, Pimenta. Leco pegou uma bomba no meio da história, com a saída de Aidar e dívidas monstruosas do clube. Está tentando deixar as finanças do clube em dia e ainda fez algumas importantes contratações, como Pratto. ‘Ah, mas teve que vender…’ Sim, teve. Não tem jeito de não vender jogadores jovens hoje. O SPFC tem uma grande dívida. Aliás, qual clube grande não tem? Costumo não me meter em política do clube, justamente porque não pertenço ao conselho, não estou lá, não tenho conhecimento profundo da realidade financeira do clube, mas creio que muitos que também defendem A ou B, igualmente não tem. Gostaria que as redes sociais voltassem à discussão pura e simples do time. E não discussões políticas. Vai ver que é por isso que tenho me mantido um pouco fora do Twitter.

Boa sorte hoje ao SPFC contra o Santo André. Morumbi deve receber um público bom. E pra finalizar, acredito que o Paulista é uma grande chance de levantarmos um título no primeiro semestre. ‘Ah, Paulista não vale’. Todo campeonato vale. Todo. Se a Copa do Brasil é o grande objetivo, vale lembrar que o Paulista também é uma ótima oportunidade de deixarmos o time melhor. E além disso, título é título. Sempre vale.

Thaís C Paradella.

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Crédito da imagem: qualidadenapratica.wordpress.com

Não se muda a história em campo

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Eu tinha 12 anos em 1992. Lembro-me de acordar de madrugada, graças ao meu rádio relógio na  ocasião (sim, eu durmo fácil!). Fui para a sala da minha casa onde tinha TV. Uns minutos depois chegou meu pai: “Você vai assistir mesmo?”, “Sim”, foi a minha resposta. “Então, vou assistir com você”. Meu pai sentou pra assistir junto comigo.

Logo no começo um gol, do melhor jogador deles, ou um dos melhores. Era o amigo do Romário. Stoichkov. Tudo bem, pensei. E virei para o meu pai e disse: ‘De virada é mais gostoso’. Era tanta confiança naquele time que sabia que sairíamos com a vitória. E não deu outra. Primeiro, gol de barriga de Raí. Depois a cobrança de falta magistral. Telê sorrindo. Eu também. E sabe o que foi isso? Foi a decisão de um mundial.

No ano seguinte, outra decisão. Também do mundial. Jogo tenso, lá e cá. Fazia um, empate. Fazia outro, empate. Até aquele gol, estranho, que não dá pra reproduzir, de Muller. E na época pensei: “Acho que ele acabou de xingar o jogador do Milan”, enquanto pulava na comemoração.

Nos dias seguintes vi todos os programas esportivos. Comprei jornais. Meu time era bi-campeão mundial. O SPFC era bi-campeão mundial, assim como foi o Santos de Pelé. Campeão mundial como foi o Grêmio do Renato Gaúcho e o Flamengo de Zico. Só que o SPFC era bi-campeão, igualando-se a marca do time de Pelé. Mal sabia eu que anos depois o SPFC seria tri-mundial. Mas lembro-me nos mínimos detalhes as comemorações, as reportagens, a chegada da taça, etc.

Então essa semana, a chamada ‘Nova Fifa’ (vai lá saber o que é isso. Existia uma ‘Velha Fifa’?) declarou que só reconhece os mundiais a partir de 2000. Só posso rir. O que aconteceu antes de 2000 então não vale? Que piada! Simplesmente apertaram a tecla DEL e eliminaram tudo que houve antes? Ignoraram Pelé, Zico, Telê? ‘Ah, mas não foi a FIFA que organizou…’ Outro argumento pífio. Então, porque o nome FIFA aparecia nas placas de publicidade, ou nos agasalhos? ‘Ah, mas não tinha representantes de outros continentes’. Então, a Copa do Mundo de 1930 e demais anos que não tinha representantes da África também não vale? Que coisa mais ridícula!

A Fifa é uma das entidades mais corruptas do futebol. A quantidade de escândalos que ela está envolvida é incontável. E levar em consideração torneios como o de 2000, que não envolveu o time campeão da Libertadores (o Palmeiras não participou), foi disputado no Brasil, só abre margem pra mais risadas.

Acho que história não se apaga. O que aconteceu, aconteceu. Eu vivi isso. Ninguém me contou. Eu acompanhei isso. Ou seja, mundial é disputado entre o campeão da Libertadores e o campeão da Champions League. Se tem mais ou menos times, esses dois tem que ter. Fim de papo.

Não é uma declaração de uma entidade nem um pouco confiável que vai fazer a história se mudar. Só quem é muito mesquinho que irá concordar com a dona Fifa. E fazer papel de tolo pois essa história foi vivida, com muitas testemunhas e não há declaração alguma que mude isso.

Thaís Cachuté Paradella 

Crédito da imagem: SãoPauloFC.net

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O primeiro título de uma série?

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Saudações tricolores!

Após um período de férias, estou de volta à minha coluna dominical no IstoÉSPFC. E venho justamente comentar o primeiro título da era Ceni treinador: ontem o SPFC levantou o troféu da Flórida Cup, ao vencer o Corinthians nos penalties. O primeiro tempo foi bem chato, mas no segundo tempo o jogo melhorou. Os ânimos também se exaltaram (sim, é São Paulo x Corinthians, nunca serão amiguinhos em campo), expulsões, mas o time conseguiu se postar em campo e ter maior posse de bola. O gol não saiu e o jogo foi decidido nos penalties e Sidão (mais uma vez), garantiu o lado tricolor. Algumas observações são necessárias:

  • A Flórida Cup foi um torneio de pré-temporada, assim, Rogério Ceni conseguiu fazer algumas mudanças no time, justamente pra se observar alguns aspectos;
  • Sidão entrou no segundo tempo de alguns jogos e ficou claro que o goleiro do SPFC é ele. Denis não tem como ser titular, não dá. A diferença entre os dois é muito grande e se o SPFC sagrou-se campeão, se deve sobretudo às atuações do camisa 1 Sidão, que garantiu o título ao defender penalties;
  • O SPFC precisa urgentemente de um centroavante, um camisa 9, um matador. Vejo muitos comentando sobre uma possível volta de Luís Fabiano. Não sou favorável a isso. Sim, o SPFC precisa de um centroavante, isso ficou claro. Mas o que também fica claro é que não podemos continuar nos mesmos erros. Se o tricolor enfrentou temporadas horríveis nos anos anteriores foi justamente porque insistiu em erros que sabíamos que não iriam  dar certo. O melhor exemplo foi Denis. Qualquer torcedor sabia que ele não tinha a menor condição de ser o titular, mas foram dadas chances atrás de chances, mesmo quando ele mostrava não ter a menor qualidade meritocrática de defender o gol, ele continuava titular. E somente agora foi contratado um camisa 1. É o mesmo pensamento com Luís Fabiano. Ele teve a história dele no SPFC, mas embora seja um dos maiores artilheiros do time, ele mesmo nunca esteve como titular atuante em títulos do SPFC, aliás em sua carreira foi assim, pois o mesmo aconteceu no Sevilha. Quando o time espanhol foi campeão, ele não estava em campo. Quando o SPFC ganhou a SulAmericana, ele também não estava. Luís Fabiano também ficou marcado por inúmeras contusões e sua última passavam não foi tão boa assim. Acredito que seria melhor o SPFC buscar outros ares a mais uma vez investir nele;
  • Faltam contratações. É nítido isso. Se Rogério for ter somente esse elenco a trabalhar, vai ter que se esforçar pra fazer o ataque funcionar;
  • Lugano manteve sua história de nunca perder para o Corinthians;
  • Foi um torneio de pré-temporada. Corinthianos, assim como o Torneio Traffic também não foi mundial, esse também não foi. Entendam isso;
  • O SPFC agora mira seus esforços no Campeonato Paulista. Com Santos e Palmeiras na Libertadores, as maiores forças do Paulista caem sobre São Paulo e Corinthians. Acredito que se o clima continuar bom como parece estar, com trabalho, o tricolor conseguirá (por que não?), conseguir o Paulista. O importante é sabermos que o time necessita dessa evolução e que Rogério Ceni está fazendo o melhor que pode com o elenco que tem. Óbvio que nós, torcedores, gostaríamos de ver mais reforços ao time, mas se o elenco é esse, hora de colocar a cabeça pra funcionar e armar o time em um esquema em que um 9 centroavante não seja tão fundamental assim;
  • Luís Araújo recebeu uma proposta. O clube não quer vender. A pergunta fica: será que o clube faz bem? Investir mais no garoto pode ser uma boa estratégia, no entanto, se ele não se destacar, o clube acaba com o prejuízo e no futuro não terá tal proposta novamente. O clube está sem dinheiro, sabemos disso. O problema é, será que uma outra proposta, envolvendo outro jogador em troca e emprestar Luís Araújo não seria mais interessante?
  • Um último assunto: bastante gente comentou sobre como o clube lidou com Michel Bastos. O jogador saiu de graça. Muitas vezes alguém que não está nem um pouco feliz onde trabalha talvez realmente precise de um incentivo, uma conversa. Michel Bastos não foi um grande profissional no SPFC. Se vai se destacar ou não no Palmeiras, ninguém sabe. Claro que um jogador que contamina todo ou grande parte do elenco como ele fez, não é alguém que se quer manter perto, mas concordo que talvez o clube pudesse ter lidado com isso de outra forma, justamente para que o jogador não saísse de graça e o clube também tivesse alguma compensação financeira. Alguns jogadores não dão certo em determinados clubes. Michel Bastos não deu certo no SPFC. Não foi uma boa contratação. No futebol, isso acontece. Cabe o clube agora aprender com isso também.

Esses são os pontos a serem pensados por quem comanda o clube. Óbvio que tudo isso reflete no time em campo, mas acredito que Rogério Ceni, pelo exemplo que é, consegue ter pulso firme e cobrar quando necessário e deixar o clima ideal, para que o SPFC esse ano consiga voltar a levantar mais títulos. Já começamos o ano muito bem.

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PS: Na sexta-feira faleceu o técnico Carlos Alberto Silva, que foi campeão Brasileiro pelo Guarani em 1978, treinou a seleção brasileira na Olimpíada e também passou pelo SPFC, após a Olimpíada de Seul. Que descanse em paz aquele que construiu uma bela história em vários clubes, como o próprio Guarani, Cruzeiro, dentre outros.

Crédito da foto: Terra

2016, um ano para se aprender

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O ano está acabando. Pessoalmente, 2016 foi um ano muito difícil para mim. Foi um ano duro, triste. Dificílimo. Quando converso com as demais pessoas, vejo que 2016 muito mais entristeceu e decepcionou do que alegrou.

O acidente com o avião que transportava a delegação da Chapecoense encerrou de forma muito triste a trajetória de um time que estava em seu ápice. Torcedores de todos os times se uniram e ainda vivem esse luto juntos, mostrando que o futebol é muito mais do que só um esporte, ou só um jogo. E que não haveria necessidade de tantas brigas e jogo político idiota se quem cuidasse do futebol se lembrasse e atuasse priorizando o espetáculo, a paixão e não interesses pessoais. Torcidas e torcedores se uniram. O SPFC hoje entra em campo contra o Santa Cruz usando uma camisa feita especialmente em homenagem aos atletas e jornalistas que tiveram suas vidas encerradas no acidente.

Como lembrar de 2016? Foi um ano difícil para o SPFC também. Pensando especificamente no time, terminamos com a sensação de esperança que Rogério Ceni e sua comissão técnica conseguirão treinar melhor o time (sim, faltou treinamento), organizar melhor os jogadores em campo, melhorar o preparo físico do time… Enfim, apresentar algo bem melhor do que o SPFC apresentou em 2016.

Dizem que a esperança é o move os torcedores. O SPFC é conhecido como o Clube da Fé e mesmo com todo o imbróglio político que assolou o SPFC nesse último ano, os torcedores de bem pensam que 2016 pode ter dado o fim ao SPFC desorganizado, ao time preguiçoso, a jogadores reclamões, justamente porque na beirada do campo, a partir de 2017, teremos o maior jogador que o SPFC já teve, treinando a equipe. Se isso vai dar certo ou não, só o tempo dirá, mas todo são-paulino tem a esperança que dê, pois 2016 foi um ano extremamente difícil, triste, para todos nós. E só a esperança pra nos mover para dias melhores. A esperança, organização, planejamento e treino, tudo que faltou ao tricolor em 2016.

Que 2017 traga outra história… E bem melhor!

Thaís C Paradella.

Crédito da imagem: perfil SaoPauloFC no Twitter

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Uma apresentação que o torcedor merecia há tempos

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Saudações tricolores!

Como não falar do jogo de ontem, 4×0 contra o Corinthians no Morumbi. Foi sensacional, um baile, algo que o São-Paulino merecia demais esse ano.

A rivalidade contra o Corinthians se estende além do jogo em si. Como são-paulinos estamos ‘acostumados’ com mesas redondas terrivelmente tendenciosas, nas quais os resultados obtidos pelo time alvinegro são elevados à glórias inexistentes (o melhor exemplo? Um torneio que virou ‘mundial’ e catapultou o tal time à bi-mundial, com uma única Libertadores, algo que para qualquer um que entende e vive o futebol é completamente inaceitável. Se assim fosse, torneios internacionais, todos, seriam considerados ‘mundiais’ e o próprio SPFC seria muito mais que ‘tri-mundial’, mas não é o que ocorre).

De fato, boa parte da imprensa paulista é corinthiana. Lá, crises são abrandadas, o time pode estar devendo horrores, mas isso nunca é pauta. Se há discussão entre os jogadores ou um clima ruim no vestiário, isso não é explorado. Ao contrário de outros times que o menor problema é aumentado absurdamente. Sempre foi assim e sempre será.

Diz-se que a torcida deles é ‘fiel’. Só que ontem o Morumbi contou com um público de 53mil, vindo o time de uma derrota para um dos últimos colocados do Brasileirão. 53 mil! É um público digno de nota. Mas quase não se fala nisso.

Ontem, Cássio tomou 4 gols. 4 gols em um clássico. Quais serão as matérias amanhã? Se fosse o resultado contrário seriam iguais? Sabemos que não seriam.

Cueva foi o nome do jogo. Será que existirão amanhã matérias mostrando o baile do estrangeiro na defesa corinthiana? E a garotada? Será que veremos matérias sobre os garotos do SPFC?

Ontem o SPFC deu uma amostra de como jogar. Jogou bonito, uma mistura boa com os estrangeiros e os garotos, algo que o torcedor são-paulino já pede há tempos.

Resolvemos 2017? Não.

O time de repente está sensacional? Não

A diretoria mudou? Não.

O técnico ainda não é ideal? Não, não é.

Mas ontem o torcedor são-paulino teve uma apresentação digna. Digna da história do clube, da sua grandeza, do peso da sua camisa. Ontem o torcedor saiu do Morumbi exaltando o time, feliz. E assim que tem que ser.

Em um 2016 tão ruim para todo são-paulino (e em grande parte da população também, esta que vos escreve teve um ano particularmente extremamente ruim), uma vitória maiúscula contra o rival, que recebe todas as benesses da imprensa esportiva, mostra que ainda há esperança no futebol. E que não somos grandes, somos gigantes.

Thaís C Paradella.

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Um time gigante

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Saudações tricolores!

Ontem o SPFC venceu a Ponte Preta por 2×0 no Morumbi e conseguiu se manter longe da possibilidade de rebaixamento. Não foi um primor de jogo, mas nessa altura do campeonato, o que importa mesmo, são os 3 pontos. E a vontade de vencer, ontem, esteve lá.

Wellington retornou. Mas o que também se viu foram alguns detalhes que muitas vezes não são citados nos grandes meios de comunicação jornalística. Ontem, mais de 49mil pessoas estavam no Morumbi. Estádio lotado! E não é nenhuma ‘Arena’, que com 15, 20 mil já parece lotado. Lotar o Morumbi não é fácil. E ontem, mais uma vez, a torcida esteve lá e fez o seu papel. Torcida essa tantas vezes chamada de ‘modinha’, que ‘só vai na boa’, ontem esteve no Morumbi, apoiando o SPFC.

Mais de 49 mil torcedores, apaixonados por essa camisa de três cores, que sabe que somos um time gigante. Um time com um histórico maravilhoso, de seis campeonatos brasileiros, sem asterisco, sem explicação de título dividido. Com três Libertadores e três Mundiais. Com estádio próprio, pago. E que nunca foi rebaixado.

O SPFC tem uma camisa muito pesada. Por isso que o torcedor se revolta quando o rebaixamento foi considerado. O SPFC é gigante, não dá pra pensar em rebaixamento, mas essa foi a realidade tricolor.

Ontem, David Neres foi um dos destaques. Não só pelos cruzamentos e pelo segundo gol, mas também porque pode ali estar nascendo mais um ídolo tricolor. Um garoto bom de bola, vindo de Cotia, que sabe a importância da camisa do SPFC. Garotos, quando bons de bola, tem que ser lançados no time principal. ‘Ah, mas pode queimar o garoto’. Não, acho que garoto que é bom, tem que vir e jogar. Tem que saber que o SPFC é gigante e tem que mostrar o seu valor. Hoje em dia o que mais vemos são garotos que se acham muito melhores do que verdadeiramente são, com uma equipe de empresários/consultores etc etc dizendo a eles como eles são bons. E na hora do campo, não são tudo isso. Então, acho que o SPFC mais do que nunca precisa dos garotos de Cotia. Garotos, como David Neres, bons de bola e que entendam o que é o SPFC.

Claro que não se findaram os problemas! Ricardo Gomes, infelizmente, continua sendo um técnico não a altura do SPFC, na minha opinião. Se 2016 foi um ano pra se esquecer, o planejamento de 2017 tem que ser melhor. A diretoria cometeu inúmeros erros e óbvio que o ideal era que Leco e companhia admitissem que não vem fazendo um bom trabalho. Que alguns literamente ‘pedissem pra sair’ (como Ataíde). Houve grandes erros. Erros que culminaram em muitas apresentações aquém da camisa que ali estava representada.

O campeonato ainda não acabou. Mas acredito que se o SPFC mantiver a mesma ‘pegada’, rebaixamento não é mais realidade. De toda forma, é necessário e urgente que se aprenda com os erros.

Acredito que Rogério Ceni terá participação no cenário tricolor em 2017. Mas talvez um consultor técnico seja melhor do que lançá-lo como técnico. Será que a melhor idéia é lançar um ídolo como Rogério, com um time pouco reforçado e com uma diretoria que não enxerga os inúmeros erros que comete? Não seria melhor preservar sua imagem? Eu acredito que Rogério poderia sim participar, mas não como técnico.

SPFC é um time gigante. É o time brasileiro com maior número de títulos nacionais e internacionais. Títulos válidos, não por fax ou que precisam ser explicados. Está mais do que na hora de quem veste a camisa tricolor entender o gigantismo desse time. Assim como muitos da imprensa também. Somos gigantes!

 

Thaís Cachuté Paradella.

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O mínimo de dignidade era imperativo

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Começo minha coluna de hoje falando que uma das melhores qualidade de qualquer ser humano é reconhecer que algo está além do que ele pode. É reconhecer quando não se ama mais alguém, ter a dignidade de chegar para a pessoa e dizer: ‘olha, não dá mais, vamos nos separar, melhor assim’. Melhor encerrar o relacionamento do que prolongar o sofrimento. É reconhecer quando não se está fazendo um bom trabalho em qualquer coisa, ter a hombridade de dizer: ‘não sou a pessoa certa para tal posição na empresa, não tenho qualificação pra tal’.

O duro que isso anda na contra-mão da arrogância e da soberba, características tão ruins do ser humano. Aquele que se acha superior em tudo, que sabe tudo, que é a pessoa mais indicada pra tudo.

Hoje no SPFC precisávamos de o mínimo de dignidade. Precisávamos que o presidente e de toda a diretoria reconhecessem que vem fazendo um péssimo trabalho. E com isso deixassem os cargos. Simples assim. Não são pessoas que entendem de gestão. Aliás, não tem a mínima qualificação pra estarem onde estão. Contrataram mal, não reconheceram os erros e o time vai barranco abaixo.

A diretoria está perdida há tempos. Mantem uma relação condenável com torcida organizada. Não percebem que as péssimas contratações feitas resultam em um time horroroso em campo. Hora de admitir que não fizeram correto e não sabem o que fazem.

Precisávamos que o técnico Ricardo Gomes admitisse que não tem mais condições de ficar no SPFC. O time em campo não rende, não sabe o que faz. Não se tem comando, não se nota o mínimo de treinamento. Ele também não sabe o que faz. E o resultado se vê em campo.

Precisávamos que alguns jogadores simplesmente saíssem do time, ou fossem pra outros. Não tem condições de estarem no SPFC. Parece que não gostam de estar ali. Afinal, eu imagino você estar em um time que gosta, mas que tudo só dá errado, não era hora de reunir o elenco e dar o máximo? Não há um pacto, não há nada. É só um catado. Um catado de jogadores que não entendem o que é o SPFC. Aliás, parece que não dão a mínima. Não vemos esse máximo em campo. Bem longe disso. Ninguém nunca assume os erros. O discurso é sempre o mesmo. Em campo, vemos os mesmos erros, erros grotescos, um time fraco e desorganizado. Fraco, muito fraco.

Precisávamos de o mínimo de dignidade, de dirigentes, técnico e jogadores, de reconhecerem que não dá, que não estão no lugar certo, que não sabem o que estão fazendo. Estava mais do que na hora desse pessoal que está na diretoria sair, de quem comanda o time também, bem como alguns jogadores.

Mais uma derrota. O SPFC tem que fazer mais 11 pontos se quiser permanecer na série A. O duro que só tem pedreira agora pela frente. E o time não parece que terá qualquer reação. E digo mais, se nada mudar, se as peças que levaram o time a essa situação não tiverem a dignidade de reconhecerem que realmente o trabalho está péssimo, está tudo errado, em 2017 estaremos na série B.

E teremos nossa história manchada eternamente, justamente porque faltou dignidade a quem comanda o SPFC. Faltou humildade pra reconhecerem que não deu certo, que está tudo errado e que talvez seja melhor outras pessoas assumirem o comando, a diretoria e o time. E que com esses jogadores, que aí estão, o time não vai permanecer na série A. Hora urgente de mudanças drásticas. Hora de ter dignidade e reconhecer que o SPFC tem uma história linda, repleta de momentos maravilhosos e uma torcida que não merece o que vem acontecendo. Hora de ter a dignidade de sair de cena e fazer algo pra que o time permaneça na série A. Em nome do São Paulo Futebol Clube, que deve estar bem acima de interesses pessoais e política.

Times fracos nem sempre caem. O time do SPFC hoje é fraco. Resta saber se vai ou não cair. Se nada acontecer, cai.

Thaís C Paradella.

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Goleiro? Técnico? Meio-campo? Tá faltando muita coisa!

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Saudações tricolores!

Jogo contra o Atlético-PR na Baixada. Ali o SPFC não ganha. Mas o Atlético-PR é um time tão bom assim? Não. Mas ali o SPFC não ganha. Hoje não foi diferente. Dava pra ganhar? Dava, ô se dava. Mas não ganhamos. E por que? Os motivos acho que muitos sabem…

O time do SPFC é fraco. Fraquíssimo. Uma vez escutei a frase que ‘quanto mais fraco o time, melhor tem que ser o técnico’. O técnico do SPFC é tão fraco quanto o time. Ricardo Gomes nunca foi bom técnico. Pode ser boa pessoa, ótimo convívio, não é isso que estamos discutindo. Estamos falando quão bom ele é. E bom técnico ele não é. Nunca foi. E se pegar um time fraco como esse do SPFC, não sabe o que fazer. Hoje ficou nítido.

Não temos meio-campo. Isso também está nítido. Não há quem organize as jogadas. Michel Bastos quando volta ao time parece que a engrenagem que já anda a 40km/h tem o freio de mão mais puxado ainda. O jogo foi horrível de se ver, chato…

E aí há Denis…‘Ah, mas ele fez 3 grandes defesas’… Fez. Mas aí em um lance bisonho, toma gol. Acho que o principal que irrita muito o torcedor no caso do Denis é que todo o gol que ele toma tem um que de bisonho, de falha, de erro. Não é só um gol. É sempre um gol estranho de explicar… E horrível para nós são-paulinos vermos.

Denis não passa confiança. Não adianta porque não passa. Ricardo Gomes não passa a menor confiança também. O time é fraco. A única confiança que resta é a do torcedor, que acredita em tudo que o SPFC é, ou foi. Mas esse ano de 2016 é um ano pra esquecer, pra apenas permanecer na série A. Só isso. Dá pra permanecer. O resto é pra esquecer, pra começar 2017 com técnico novo, goleiro novo e espírito novo. O espírito de um time vencedor, que o SPFC já teve, mas esse time atual não tem mais.

Thaís C Paradella.