Dinheiro da China: São Paulo encaminha parceria com Hinense.

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Nesse último final de semana, além da venda de todos os ingressos para a semi-final da Libertadores, São Paulo também apareceu com uma novidade gigantesca. No domingo, Francisco Manssur e Vinicius Pinotti, vice-presidente e diretor de marketing, respectivamente, voltaram da China com boas notícias na bagagem. Uma negociação com a estatal Hisense, que envolve patrocínio máster, contratação de reforços e até a exploração do Morumbi.

Confesso que assim como você, eu também não tinha a menor ideia de quem era Hinense. Depois de algumas olhadas no Google, descobri que é uma empresa estatal chinesa de eletrodomésticos e eletrônicos com sede em Qingdao, sendo formada por duas empresas de capital aberto nas bolsas de valores de Xangai e Hong Kong. No futebol a empresa patrocina o Schalke e montou telões da Veltins Arena, na Alemanha. E qual seria o interesse dela no Brasil? Simples! Visibilidade. Recentemente, Hinense, conseguiu da Anatel a aprovação de uma linha de produtos que pode começar a ser vendida no Brasil.

Porém, Hinense só iria entrar como patrocínio máster em 2017. Já que o contrato com a  Prevent Senior tem uma cláusula onde o Tricolor pode por fim no contrato em dezembro desse ano – há quem diga que essa cláusula existe, pois o Tricolor já imaginava que poderia assinar com a empresa chinesa –

Daqui 10 dias termina o contrato com o zagueiro Maicon, e o Porto insiste em R$ 30 milhões pelo zagueirão. Os são-paulinos mais otimistas pensam na possibilidade de a Hisense estrear no Tricolor ajudando com o dinheiro para a compra de Maicon. A chinesa também poderia participar da atualização do Morumbi, garantindo em troca o direito de explorá-lo comercialmente. E a partir do ano que vem, a empresa de eletro-eletrônicos  estamparia sua marca no peito e nas costas da camisa.

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Não duvide de Edgardo Bauza

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Nessa última rodada do Brasileiro, São Paulo enfrentou Cruzeiro em Minas e saiu com a vitória por 1 a 0. Todavia, não é sobre o jogo que gostaria de dissertar hoje e sim sobre as escolhas de Bauza.

Com Paulo Henrique Ganso convocado para Seleção Brasileira, Bauza teve que “se virar nos 30” para encontrar algum jogador para colocar em sua posição. O esperado era que entrasse em campo com Lucas Fernandes (que em Cotia, costumava fazer a função de meia-armador), Rogério (que prefere atuar como meia) ou Daniel. Entretanto, nenhuma dessas opções foi escolhida pelo argentino. Ao contrário, Bauza utilizou de Ytalo, o atacante que veio do Audax. E foi ele quem fez o único gol da partida.

Na 2ª etapa, o sub-20 entrou em campo. Bruno sentiu uma dor muscular e para não forçar, Auro entrou em seu lugar. Para dar novo gás, Centurión saiu para a entrada de Lucas Fernandes. Assim, Ytalo deixou de atuar centralizado e passou a jogar pela esquerda para também ajudar Matheus Reis na marcação. O autor do gol sentiu câimbras e foi a vez de Luiz Araújo, outra jóia de Cotia, estrear. Luiz entrou com a obrigação de fechar a marcação pelo lado esquerdo, dificultando ainda mais o Cruzeiro. O time mineiro tinha maior posse de bola, porém estava muito bem marcado. Denis não fez nenhuma defesa muito difícil em todo decorrer da partida.

Além das escolhas certeiras com a garotada e das táticas escolhidas, outra opção de Bauza muito criticada e hoje em dia compreendida é a insistência em Centurión. O argentino que não é lá o melhor atacante do mundo tem algo que os outros do elenco não tem. Centurion volta para ajudar a defesa, algo essencial para Edgardo Bauza. Já que o treinador espera que Kelvin e Kardec (Calleri) estejam sempre no ataque para receber as bolas lançadas pelos meias.

A vitória tornou o Tricolor o melhor visitante do Campeonato Brasileiro, vencendo duas (Botafogo e agora Cruzeiro) fora de casa. Coincidentemente os dois jogos foram com a maioria da garotada da base. Agora, com 3 pontos de diferença do líder, São Paulo busca o G4, tendo dois jogos em casa, Atlético-PR e Vitória.

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“God of zaga”: Maicon.

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Maicon Pereira Roque, 27 anos, nascido em Barretos, interior de São Paulo. Passou de um mero reforço, para “O CARA” da zaga são-paulina. O zagueiro, que está emprestado pelo Porto para o São Paulo, chegou a “ser jogador” do Atlético-MG, 1 semana antes de assinar c o São Paulo. Até que Gustavo Vieira, dirigente de futebol do tricolor, entrou em contato com o zagueirão, contou das propostas do time paulista e do técnico Bauza. Maicon não pensou duas vezes, desistiu de ir para Minas e veio para o Morumbi.

Com essa decisão, Maicon vem sendo idolatrado pela torcida e não poderia ser diferente. Além de ser um excelente zagueiro, ele sempre está ali quando é necessário uma bronca no time ou até mesmo um apoio. Foi importantíssimo nos jogos da Libertadores, como na fase de grupos, contra o The Stronguest na Bolívia, quando estava 1 a 1 – esse resultado dava a classificação para o Tricolor – e Denis foi expulso, com as 3 substituições já usadas, Maicon pegou as luvas e foi ao gol. E nas duas chances do time adversário, o zagueiro fez ótimo trabalho como goleiro. No último jogo, em Minas, contra o que quase foi seu time. Maicon marcou, de cabeça, o gol que deu a vaga à semi-final para o Tricolor.

Ninguém imaginava que em tão pouco tempo, Maicon viraria ídolo da torcida. Todavia, vendo a vontade do zagueiro de permanecer no clube e a vontade da torcida de que ele permaneça – além de suas boas partidas, a diretoria do São Paulo corre atrás de uma maneira para contratá-lo definitivamente. Seu contrato vai até 30 de junho, para continuar contando com o zagueirão, São Paulo deve envolver jogadores jovens na negociação com Porto. Time português se interessou por uma proposta que incluía a troca por dois jogadores revelados nas categorias de base Inácio e mais um outro defensor. Os portugueses querem Lyanco, enquanto que o clube paulista prefere ceder Lucão. Por conta disso, várias hashtags de apoio a permanência de Maicon já foram levantadas. É comum ver #FicaMaicon nas redes sociais. Esperamos que a negociação, seja concretizada.

“Não beijei, não bati no peito, só por bater (na camisa), tenho um carinho especial pelo São Paulo. Me identifiquei bastante com o clube. Tô muito feliz, minha família adora o São Paulo.” – Maicon, em entrevista para Esporte Espetacular.

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O sangue vermelho, preto e branco vive em Cotia.

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Estava planejando citar aqui um texto motivacional para o jogo de volta em Minas contra o Atlético-MG, mas nesse final de semana, algo me chamou atenção… Com o jogo da Libertadores, Bauza escalou 11 reservas para enfrentar o Botafogo no Rio de Janeiro. O time foi, praticamente, o “Titio” Lugano e a garotada da base. Faziam 4 anos que eu não via a garotada da base, que teve a chance de subir para o profissional, jogarem com tanta alma e força de vontade como foi esse jogo. O último garoto que eu me lembre que dava o sangue pela camisa do São Paulo era Lucas Moura, que hoje está no PSG.
Não estou aqui enaltecendo técnica ou tática, até porque o time que entrou em campo jogou junto pela primeira vez nesse domingo, mas eu quero exaltar os jogadores em si. Lyanco, Matheus Reis e Auro já tiveram bastante chances como titulares, porém por serem novos, sempre acabam sendo banco dos jogadores mais “experientes”. Banguelê fez sua estréia, não jogou muito bem, mas é totalmente compreensível pelo nervosismo de jogo, mas podem apostar, é uma peça de ouro no elenco. Lucas Fernandes é nosso queridinho desde os jogos da copinha, o garoto manda muito bem e mostrou até que pode virar um futuro batedor de falta, quem sabe?! Luiz Araújo, assim como Lucas, também é um queridinho da torcida. Não entrou em campo no final de semana, todavia sabemos bem seu potencial e tua velocidade no passe.
Após o gol de Lucas Fernandes, o garoto de 18 anos foi as lágrimas sendo confortado pelos companheiros. Lucas revelou uma conversa com Alan Kardec antes da cobrança de falta: “O Kardec pegou a bola, também um voto de confiança que ele me deu, ele sabe que eu treino bastante e gosto de bater falta também, e ele falou: ‘Pega a bola e bate que eu sei que você consegue’. Aí eu peguei, com atitude, e pude acertar um belo chute. Depois, ele falou: ‘Eu disse que você ia conseguir’. Espero que meus companheiros depositem o voto de confiança em mim. Vou treinar bastante pra isso, porque não é fácil”, disse o camisa 29, que completou: “Substituir um cobrador de faltas, como o Rogério, mas no dia a dia vou treinar bastante para que eu conquiste este espaço dentro de campo e ser um bom cobrador de faltas. Cotia é, como vocês sabem, uma fábrica de jogadores. Pode confiar em Cotia que a base é boa e a molecada chega e corresponde à altura. Estou feliz demais, a emoção é muito grande”. Além de Kardec outro que motivou os jogadores foi Lugano, e no final ele enalteceu a vitória: “Foi um jogo importante, porque não é fácil para a molecada estrear em torneio assim. Estrear em um clube de elite, como o São Paulo, é difícil. Mas os garotos mostraram que têm qualidade e souberam dar conta do recado. A molecada teve a leitura do peso dessa camisa, por isso temos que dar os parabéns”. Ao final da partida, os jogadores comemoraram como se tivessem ganho um título. Algo que chamou a atenção de muitos.
Vemos, que com a chegada de Maicon, Lugano e a aproximação de jogadores como Ganso, Kardec, Michel Bastos, Thiago Mendes, entre outros, fez com que o peso de vestir a camisa do São Paulo, pesasse demais. O apoio dos “veteranos” a molecada nos deixa confiante para uma nova geração #MadeInCotia como nos velhos tempos, com muito amor pela camisa Tricolor.

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O que mudou no São Paulo?

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Provavelmente isso seja algo que muitos escutam e poucos conseguem explicar: O que mudou no Tricolor? Diretoria? Elenco? Técnico? Torcida? Quais são os pontos que fizeram o São Paulo sair de desacreditado para goleador da Libertadores, tendo o melhor ataque da competição?

  • Presidente.

Após a saída de Aidar, Leco assumiu e eu posso dizer que até então é a melhor gestão. Assim como Juvenal e diferente de Aidar, Leco sabe que para ter um time campeão, não necessita de jogadores caros, mas necessita que a frase “um por todos e todos por um” não seja apenas da boca para fora. O presidente então, começou a ser mais presente nos jogos, nos treinos e passou confiança para os jogadores, fazendo com que o time se tornasse realmente um time.

  • Técnico

Não podemos negar que nos primeiros jogos duvidamos – e muito – da capacidade de Edgardo Bauza, entretanto o técnico vem nos conquistando cada vez mais. Bauza tem seu jeito diferente de agir e de treinar, mas é o jeito de campeão. Vemos com o passar do tempo as mudanças ocorridas na tática do time, além de que vemos também que é um técnico que faz o que tem que fazer. Querem um exemplo? Bauza em nenhum momento “queimou” Reinaldo ou Lucão, porém ele, assim como nós, sabíamos que são jogadores que não possuem potencial para jogar no São Paulo. Assim, Reinaldo foi emprestado para a Ponte Preta, algo que foi comunicado pela imprensa, mas ninguém disse muito sobre. Já Lucão é banco e há quem diga que o São Paulo está tentando o negociar. Outro ponto também foi a persistência em Centúrion, o que fez nós o xingar muito. Com certeza o fato do argentino ter sido comprado por um sócio-torcedor fazia com que Bauza fosse “obrigado” a escalá-lo, mesmo assim, o técnico argentino conseguiu fazer com que o futebol de Centúrion voltasse a ser como era antes.

  • Elenco

O elenco do São Paulo é praticamente o mesmo de 2015, porém com pontos cruciais que foram a aposentadoria de Ceni e a saída de Luis Fabiano. As caras “novas” importantes no time são Lugano, Maicon, Mena e Kelvin. Importantes no sentido de força de vontade. Com a chegada de Maicon e principalmente Lugano, o vestiário passou a ter líderes, eles são os caras que passam força de vontade para os jogadores, mostrando o quão importante e o peso que é vestir a camisa do São Paulo.

  • Comportamento

A mudança no comportamento dos jogadores é algo que ficou claro principalmente na última partida. Jogadores que vinham sendo xingados pela torcida mostraram raça e vontade de vencer, algo que não se via há muito tempo no São Paulo. Além dos nomes citados ultimamente como Ganso, Michel Bastos, Centúrion e Thiago Mendes, outros que mostraram muito essa mudança foram Wesley e Hudson.

  • Torcida

Quando o time corresponde em campo, a torcida vai junto. São Paulo estava deixando muito a desejar, assim a torcida também estava. A partir do momento que o Tricolor mostrou em campo como realmente se joga futebol, a torcida mostrou para todos como se apoia um time. A torcida são-paulina é conhecida por receber o ônibus da delegação Tricolor no Morumbi em dias de jogos, e foi assim que fechou as ruas em volta do estádio nos jogos contra o River (13/04) e contra o Toluca (28/04). O público foi de 51.342 contra o River, e quebrando o próprio recorde de público foram 53.241 contra o Toluca.

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O que esperar do São Paulo na Libertadores?

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Não é só os comentaristas que “pagaram língua” ao darem certeza que o São Paulo seria eliminado logo na fase de grupos da Libertadores, muito rivais e até mesmo torcedores não acreditavam no Tricolor. Porém, uma coisa é certa, quando o assunto é São Paulo, Bauza e Libertadores; não duvide!

O última jogo, contra o The Strongest, em La Paz, demonstrou que o grupo está mais unido do que nunca e almeja essa taça tanto quanto nós. Os jogadores tiraram força de onde não tinham para correr e marcar, onde parecia que eles pensavam em fazer algo, mas o corpo já não respondia mais. No final da partida, mesmo com toda aquela confusão e a expulsão sem nexo algum de Calleri, os jogadores vibraram no vestiário, provocaram o adversário, que havia nos provocado quando venceram de nós aqui, e deixaram claro que não estão nessa para brincar.

Nossa próxima “guerra” é contra o Toluca. O time mexicano passou em 1º no grupo do Grêmio com 13 pontos, é um time forte, não tem tradição internacional como o São Paulo, mas é muito bom com a bola no pé. A primeira partida é quinta-feira (28/04) às 21h45 no Morumbi. Adivinhem? Casa lotada. Os ingressos começaram a ser vendidos sexta para ST e a partir de domingo abriu venda online para todos torcedores. Nessa segunda abriu a venda nas bilheterias e já estão esgotadas todas arquibancadas. Até então são cerca de 33 mil ingressos vendidos.

Infelizmente, como já esperávamos, São Paulo recorreu pela injustiça sofrida por Calleri, entretanto a Conmebol confirmou a punição para o argentino. Além dele, Denis também não jogará, já que também foi expulso. No lugar dele, provavelmente entrará Renan Ribeiro.

Sem Calleri, mas com casa cheia. São Paulo vai à luta por essa Libertadores, não sabemos se será na técnica, na garra ou na raça, mas vai. Tricolor está disposto a ir atrás dos seus sonhos, junto conosco.

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Aguenta coração! Começa a semana do futuro são-paulino.

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Para o desespero, ou alívio, do torcedor são-paulino a semana da decisão do futuro do São Paulo, chegou. E como nós nos acostumamos o Tricolor continua com a mania de nos deixar ainda mais tensos, foi o que aconteceu após a eliminação no Paulista contra o Audax.

Por algum motivo ainda não explicado, Bauza decidiu ir com o time titular para o jogo contra  o Audax. Claro que nós, torcedores, queríamos vencer e não queríamos de jeito nenhum ser goleado como fomos, mas Libertadores é e era prioridade. Além do mais o time claramente demonstrou cansaço na segunda etapa, ao ponto de não correr, não marcar, não se movimentar em campo, apenas assistir o adversário jogar. Será que se o time reserva ou misto tivesse em campo, teria sido diferente? Será que não gostariam de ter oportunidade para ser um possível titular na Libertadores?

Após o terceiro gol do Audax, Bauza tirou Michel, Kelvin e Hudson, colocando Kardec, Centurión e Wesley, respectivamente. Um time que no papel parece ser ofensivo, mas se tu assiste os jogos do São Paulo, tu sabe que esse time é mais defensivo do que ofensivo. A ideia original então, era ser eliminado? Não é uma coisa que gostamos de pensar, mas é o que pareceu ser.

Agora sem se preocupar com clássico na semi-final do Campeonato Paulista, o São Paulo tem um jogo de vida ou morte em La Paz. Quinta-feira (21/04), o Tricolor vai à Bolívia enfrentar o The Strongest pela última partida da Fase de Grupos da Libertadores. Para se classificar o São Paulo só não pode perder. Um empate e, obviamente, uma vitória dão a classificação para o time brasileiro. O Tricolor ainda tem a chance de se classificar na liderança, mas para isso precisa vencer e também torcer para um tropeço do River em casa, contra o “saco de pancadas” do grupo, Trujillanos.

O que resta para nós torcedores é que independentemente de ter sido proposital ou não, é torcer para que o São Paulo esqueça a eliminação no Paulista e foque totalmente no jogo de quinta e jogue como jogou contra o River, com garra, força, como São Paulo FC!

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Morumbi vai ferver: uma final adiantada.

 

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Fila de domingo para a compra dos ingressos para São Paulo x River

Após uma boa partida – inacreditável, assim podemos dizer – contra o Trujillanos na Libertadores, além de animar o desempenho do Tricolor na competição, também animou os torcedores. O fato dessa partida ter tido apenas 18 mil torcedores fez com que o São Paulo ironizasse a própria torcida, com slogan de “torcedor de sofá” e uma das imagens da comemoração de Calleri. Entretanto, com o futebol apresentado nas últimas partidas é totalmente compreensível o fato de não ter tido um bom público (mesmo que com público de 18 mil nas Arenas seria considerado “cheio”). Já com esse último jogo, vendo a empolgação dos torcedores e com a partida contra o River sendo o último jogo, dessa fase, no Morumbi, o São Paulo se aproveitou para chamar os torcedores e a provocação, deu certo.

Da mesma forma que foi a venda dos ingressos para a despedida de Rogério Ceni, Tricolor começou desde quinta vendendo pela internet para ST. Cada dia abria as compras para um determinado plano. No domingo, o clube abriu a venda para todo o público. Nessa manhã de segunda-feira, as bilheterias abriram às 10h e já havia uma fila enorme ao redor do Morumbi. Até então foram cerca de 34 mil ingressos vendidos. Todas arquibancadas esgotadas, no domingo já havia esgotado a azul e amarela. Ainda há ingressos para térreo (P17), cadeira amarela e laranja. O preço dos ingressos vão de R$ 30 a 180.

Para se classificar para a próxima fase, o Tricolor depende apenas dele mesmo. Se ganhar os 2 últimos jogos (contra o River em casa e o The Strongest fora) não depende de nenhum outro resultado para se classificar. Enquanto o São Paulo enfrenta o River, The Strongest vai até a Venezuela jogar contra o Trujillianos, para o Tricolor seria interessante um tropeço da equipe boliviana. Entretanto, o essencial é o São Paulo fazer sua parte e não se preocupar com os outros resultados. Um passo de cada vez, primeiro se preocupar em vencer o River aqui, com a casa cheia e a torcida apoiando os 90 min.

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Os cobradores de pênaltis nada oficiais.

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Após a aposentadoria de Ceni, outra coisa que se perguntava além de quem seria o novo capitão do time era quem seria o novo cobrador de pênalti – ou até mesmo de faltas – oficial. Fazem 4 meses e essa pergunta ainda está sem resposta.
Nos últimos jogos de 6 pênaltis sofridos, apenas 1 foi convertido. A “zica” dos pênaltis começou em fevereiro, na 1ª Fase da Libertadores contra o César Vallejo, Michel Bastos perdeu. No Paulista contra o São Bernardo foi a vez de Calleri isolar. Ganso também quis participar da “festa dos pênaltis perdidos” e perdeu contra o Trujillanos pela Libertadores. Contra o Linense, Michel perdeu novamente. E nesse sábado foi a vez do zagueiro Maicon bater e o goleiro do Oeste, Leandro Santos defender. Além dos desperdícios de pênaltis, as cobranças de faltas estão cada vez piores, até mesmo Ganso que vinha sendo o cobrador desde o ano passado, não anda fazendo boas cobranças.
Quando questionados sobre batedor oficial todos jogadores dizem que não há consenso e que é decidido na hora, entretanto após a partida contra o Oeste onde Maicon perdeu o pênalti e depois fez o gol da vitória do Tricolor, Ganso reclamou dizendo que o zagueiro havia “furado fila” de batedores. Já Maicon chegou a dizer que todos haviam treinado pênalti. Se todos estão bem treinados, como conseguem bater recorde de pênaltis perdidos? Será que a pressão é a desculpa, até mesmo no Paulista? Se é em jogo de Libertadores chega a ser “normal” culpar a pressão, o nervosismo, mas em Campeonato Paulista estando praticamente certo na próxima fase chega até mesmo a ser bizarro.
Se realmente há uma ordem de cobradores combinada nos treinos que ela seja seguida nos jogos, mas que todos treinem mais. Não queremos desculpas, queremos resultados. Nesse último jogo conseguimos reverter a situação, mas pênalti perdido é algo que pode influenciar – e muito – no resultado de um jogo na Libertadores. Como contra o Trujillanos, o Tricolor poderia ter saído com vitória da Venezuela caso tivesse convertido o pênalti (a partida terminou em 1 a 1).

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Os atacantes que não atacam.

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De uns jogos para cá, percebemos a grande dificuldade dos nossos atacantes de fazerem sua única e mais importante função: marcar gols.

Tricolor tem vários atacantes com diferentes táticas, Calleri, Kardec, Centurión (meia-atacante) e Kelvin além de Wilder e Rogério que estão lesionados. O argentino Calleri chegou do Boca dando orgulho aos são-paulinos, os dois primeiros jogos ele já marcou gols. Entretanto, assim como Centurión, vem deixando a desejar. Os dois são jogadores considerados “fominha”. Tentam de toda maneira armar as jogadas sozinhos, tentam driblar e marcar o gol, sem passar a bola, na maioria das vezes, perdem a bola e acabam construindo um contra-ataque perigoso para o adversário. Centurión está sendo utilizado como meia-armador, cobrindo Ganso, todavia, assim como Calleri, perde muita bola ao tentar “fazer tudo sozinho”. Kardec é um jogador que não sabemos bem o que pensar sobre. Erra muito passe de bola, mas tem força de vontade. Estava há um tempo sem marcar gol, agora que marcou no SanSão quem sabe volte a ser o atacante de 2015.

Kelvin e Wilder são jogadores que talvez nenhum são-paulino tenha opnião formada sobre eles, já que jogam muito pouco e quando jogam, não aparecem muito. A entrada de Kelvin na partida de ontem deu uma mudada no jeito do São Paulo jogar. Kelvin é novo e é atacante de velocidade, algo que o Tricolor necessita – e muito -. Assim como Rogério, Neymar do Nordeste, amado pelos torcedores. Rogério não tem muita qualidade técnica, mas tua força de vontade e tua raça fez com o que o torcedor o exalte. Agora que ele está lesionado (estiramento no músculo posterior), talvez abra o caminho para Kelvin. Falta apenas Bauza dar chance para jogadores como ele.

Na partida contra o Santos, Kardec marcou seu 1º gol do ano, o atacante estava há 4 meses sem balançar as redes. Já na partida anterior, contra o Botafogo – SP, quem marcou foi Calleri, que estava desde fevereiro sem marcar. Antes quem estava marcando os gols da partida do Tricolor eram Ganso (meia) e Rodrigo Caio (zagueiro). Esperamos que esses últimos jogos marque um recomeço dos jogadores, que além dos atacantes voltarem a marcar, os jogadores em geral, mostraram maior força de vontade em vencer. E para jogar no São Paulo FC, o mínimo é honrar a camisa dentro de campo.

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