O SPFC terá uma partida duríssima, mas a boa fase é favorável e os 3 pontos, a meta.

(Texto originalmente escrito para o SPFC.NET)

Hoje, o SPFC irá entrar em campo contra o time do Grêmio, em Porto Alegre. Por ter um rival de qualidade e jogar fora de casa, o SPFC enfrentará uma partida duríssima, mas a boa fase é favorável e os 3 pontos é a meta.

Claro que não se pode subestimar o time gaúcho, principalmente pelos feitos recentes, mas, o SPFC está em uma crescente, melhorando a cada partida e se superando dentro de campo. Contra o corinthians, por exemplo, o time voou. Sobrou em campo, só não fazendo um placar mais elástico em virtude da cautela que é própria do técnico Aguirre.

O Tricolor deverá entrar em campo com Sidão; Militão, Anderson Martins, Arboleda e Reinaldo; Hudson, Liziero e Nenê; João Rojas, Diego Souza e Everton.

A escalação é um pouco mais ousada do que, por exemplo, aquela utilizada contra o Flamengo. Naquela oportunidade, o Tricolor entrou em campo com um falso 4,3,3, sendo, na verdade, o 4,2,1,3. Por outro lado, o SPFC deverá entrar hoje, segundo a provável escalação, com o mesmo sistema tático, com possível (raríssima) variação para o 4,1,2,3, caso o Liziero jogue mais a vontade. Não seria o ideal, ter essa variação, que fique claro, mas, como Liziero é mais ágil e ser menos fixo que Jucilei, ele poderá ser o elemento surpresa.

Mas, é bom destacar, para que isso ocorra, os laterais terão que ficar mais adstritos na cobertura, sendo os responsáveis pelas laterais e pelo meio, para cobrir eventuais buracos que surgirão.

Outra possível variação, será colocar o Diego Souza mais próximo do Nenê, o que favoreceria a inversão de bola e triangulação, com a abertura de espaços para um ingresso mais célere e inteligente.

O time está encaixado e entrosado, mesmo diante a mínima variação que ocorreu na escalação. O SPFC não entra como favorito, mas iniciará o jogo de “igual para igual”.

 

Aurelio Mendes – @amon78

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Por que a contratação de Kaká não é bem vista por alguns?

O SPFC está carente de ídolos. Faz tempo que não há um jogador que entre e se torne inquestionável dentro do Morumbi. A fase não ajuda, a situação financeira muito menos.

Mas, a não renovação de Kaká com seu clube atual, gerou esperanças em alguns torcedores e em parte da diretoria que sonham em ver novamente o jogador vestindo o manto tricolor.

Ocorre que, se por um lado há os otimistas com a eventual contratação, por outro, há quem queira Kaká longe do SPFC.

Entre esses, citamos aqueles que veem no jogador, um investimento do qual não se verá retorno, pois Kaká possui uma idade avançada. Ainda, há a argumentação, bem plausível, de que um clube do tamanho do SPFC não pode viver de ídolos do passado, como Lugano e Kaká. Sou adepto desse entendimento, em partes.

O SPFC é gigante e, de fato, tem que lutar para evoluir, para continuar na construção de sua história, o que só pode ser feito com a criação de novos ídolos e com mais títulos. Ficar olhando para nomes do passado, não é algo que me atrai.

Entretanto, como toda boa regra há exceções. E essa oportunidade, me parece ser uma.

Kaká, quando retornou ao SPFC, deu uma nova “cara” para o futebol de Ganso. Os dois, talvez, tenham sido os responsáveis pelo melhor futebol jogado pelo clube nos últimos anos. De lá para cá, não encontramos o verdadeiro SPFC em campo.

Sendo assim, creio que Kaká poderia formar um meio de campo dos sonhos, ainda que um pouco tardio, para qualquer time nacional. Imaginem Jucilei (enquanto aqui está), Petros, Hernanes e Kaká. Que quarteto senhores.

Posso arriscar-me a dizer que, com a composição acima, o SPFC irá iniciar a retomada do bom e velho futebol Tricolor.

Mas, não se pode negar que, MUITOS oposicionistas, sejam eles conselheiros, sócio-torcedores, “torcedores de rede social”, entre outros, não querem  Kaká no Morumbi por um único motivo. O eventual sucesso de Leco dentro das quatro linhas.

Isso porque, é óbvio que Kaká em campo poderá significar o fim de inúmeros motivos de críticas ao time e, por corolário, em um fortalecimento na administração do Leco. Fato esse que SERÁ prejudicial aos interesses, na maior parte das vezes, obscuros desses oposicionistas.

O fato deixa claro sobre quem ama o SPFC. Para mim, por exemplo, pouco importa quem seja o presidente do clube, desde que seja um cara honesto, administre o clube sabendo que é um mero representante eleito e que consiga bons frutos dentro de campo. Assim, torcer para o insucesso do time, questionando uma boa contratação, apenas para tentar “impedir” que o Leco consiga sair da atual situação do clube, é demonstrar que o SPFC não é o que há de mais importante,  colocando-o em segundo plano.

Uma oposição decente é aquela que mostra o que há de errado, mas que colabora para que o clube se dê bem. Sem envolver questões de egos e birras.

Aurelio Mendes – @amon78

Leco fica ou não fica, eis a questão

O ano não está sendo dos melhores para o SPFC, eis que é – provavelmente – o pior ano dentro de campo da história do clube. Diante esse quadro, a torcida do São Paulo vem sendo bem atuante. Todo tipo de torcedor, se podemos fazer essa distinção, está de algum modo, se manifestando. Para tanto, está ocorrendo a criação de movimentos, de união, de torcedores em busca de um objetivo comum.

Um deles, o Unidos Pelo SPFC, movimento ao qual somos integrantes, visa o apoio incondicional ao time, com manifestações através de vídeos, imagens e mensagens de apoio e incentivo.

Outros movimentos surgiram.

Mas, o fato é que, alguns deles, pretendem a saída do Leco, seja de que modo for, por renúncia, impedimento, etc.

Particularmente, creio que Leco apenas sairá se renunciar. Mesmo que o pior ocorra, a queda para a segunda divisão ocorra, não haveria motivos para o impedimento, eis que tal instituto deve ser usado única e tão-somente para casos específicos, como a prática de ilegalidades, o que – até agora – não se tem provas.

O impedimento é instrumento de um Estado Democrático de Direito, mas, como tal, deve ser usado nos extremos limites do Ordenamento Jurídico e não para acalmar e satisfazer intuitos subjetivos e egos alheios, como o que temos visto como justificativa não só para o clube, mas no país como um todo.

Sabe-se que a má gestão, ainda mais quando avaliada de um modo subjetivo, não justifica o impedimento.

Dessa forma, sem a comprovação cabal de que ilegalidades foram praticadas dentro do SPFC, não há motivos para o impedimento almejado. Então, podemos apostar, Leco ficará no comando até o final de seu mandato, quando, ainda poderá eleger eventual candidato.

Aurelio Mendes – @amon78

SPFC e Under Armour podem rescindir o contrato

A fornecedora de camisa do SPFC, Under Armour, pretende reduzir os valores contratuais estabelecidos quando da contratação.

O contrato é válido até dezembro de 2019, mas, a Under Armour visa diminuir os valores acertados, sob pena de rescindir o pacto.

A notícia, publicada no GloboEsporte, dá conta de que a empresa e o clube discutem novas cláusulas desde maio. Caso, o SPFC não aceite a redução, poderá haver uma negociação sobre o valor da multa rescisória, proporcional ao tempo restante do vínculo.

A empresa tenta respaldar sua intenção na situação econômica do país e o momento do Tricolor no futebol, fatores esses que agem de forma negativa em relação ao momento da pactuação.

Mas, o fato é que a empresa, Uner Armour, já teria descumprindo cláusula contratual, a de exclusividade no futebol nacional. Esse descumprimento, parece ter tido o aval do clube, embora, até hoje, não se tenha uma justificativa plausível.

O SPFC terá que agir rápido, pois caso ocorra mesmo a rescisão contratual, precisará ter no gatilho, empresas que podem passar a fornecer o material para o clube. O que, não pode ficar para a última hora.

Aurelio Mendes – @amon78

 

Pós Jogo, SPFC vs Coritiba: Retornamos à 1985

O placar não foi o mesmo, mas a dor da derrota é exatamente a mesma. Em um longínquo  09 de março de 1985, o SPFC tropeçou para o Coritiba pelo placar mínimo, No Morumbi, em jogo válido pelo segundo turno do Brasileirão daquele ano. Heraldo foi o nome do jogador que marcou o tento.

Ontem, após 32 anos após, revivi a mesma dor, uma derrota para o mesmo time, quando o SPFC tinha plenas condições para vencer.

Não consigo fazer a análise daquela partida, mas lembro-me de estar com meu pai no carro, e pela vaga lembrança que tenho, estávamos indo (ou voltando) do Mc Donald`s.

Os fatos me vêm à memória de um modo meio bagunçado, mas me lembro bem, quando o SPFC tomou o gol. O narrador do rádio gritou pelo feito, sua voz ecoava dentro da minha alma, machucando cada centímetro pelo que passava, deixando uma cicatriz irreversível. Foi, a primeira derrota marcante que presenciei do Mais Querido. Naquele momento, eu descobria que o time que me encantava tanto, iria me machucar pela vida toda, pois, o esporte é de vitórias e derrotas. Também, naquele momento aprendi que o time se chamava Coritiba e não Curitiba. Aprendizado real, do qual jamais nos esquecemos.

Mas, por outro lado, consigo analisar a partida de ontem. O SPFC não foi tão mal. Dominou o primeiro tempo, parece ter cansado e fez um segundo tempo “normal”. Da mesma forma que jogou contra o Grêmio, também no Morumbi. Passes curtos, de lado, com poucas bolas agressivas, etc.

O Tricolor poderia, e deveria, ter matado o jogo ainda nos primeiros 45 minutos de jogo. Não o fez. Muito criticado (em demasia, para meu ponto de vista), o lateral Bruno conseguiu fazer duas excelentes jogadas, a primeira desperdiçada por Marcinho, a outra, por Rodrigo Caio (não foi bem um  DESPERDÍCIO, talvez uma imprecisão). O lateral direito conseguiu dar um apoio bacana, mas, com isso, deixou as costas abertas, espaço que deveria se ocupado por um dos volantes.  Veja-se, não estou aqui exaltando o Bruno, não. Não sou cego, mas, também não posso crucificar um jogador, quando ele não é o maior culpado, mormente, quando ele fez jogadas importantes.

E assim foi o primeiro tempo, com gols desperdiçados pelo Tricolor, o que não afasta os elogios que merece o arqueiro do Coritiba, quem, para mim, foi o melhor jogador deles.

Mas, quem não faz, toma.

O Tricolor não fez. Tomou. Bruno, novamente ele, fez uma penalidade no jogador rival, Rildo. Uma falta infantil, que merece TOTAL reprovação. Bruno tem que se lembrar que não está no campeonato alemão, onde jogadas como essa passam “despercebidas”.

A falta foi totalmente desnecessária e ocorreu. Sem chororô. Foi falta, ele projeta o corpo, braço e perna para impedir a passagem do atacante, acertando-o, inclusive.

Depois disso, o SPFC “morreu”, tomou outro gol e conseguiu diminuir.

Fim de jogo.

Li ontem que Renan teria falhado no segundo gol. Uma bobagem sem tamanho. O goleiro vem representando, mesmo com algumas falhas, e, ontem, não teve culpa no gol.

Agora, mais que nunca, temos que apoiar o clube, ficar com essa vibe de criticar não vai ajudar.

#UnidosPeloSPFC

Aurelio Mendes – @amon78

 

 

1 milhão de usuários #VamosSPFC

 

Já estamos acostumados a dar show com a nossa torcida, certo Nação Tricolor?? Mas, você sabia que quando você se inscreve, curte, compartilha no canal do São Paulo no YouTube, você ajudar o clube financeiramente? Não sabia? Agora você sabe, acesse o link e se inscreva:

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Após a inscrição, pressione o botão do sino para que você seja avisado toda vez que o SÃO PAULO coloqar aquele vídeo que você tanto espera.

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Atualmente temos : 501.616 torcedores nesse canal. Nossa torcida não gosta de números baixos não é mesmo??

Nossa 1° Meta: 1 Milhão de usuários.

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Vamos chegar a 1 milhão de usuários, só conseguiremos com a sua ajuda e com seu amor.

Hoje o futebol chora, RIP Waldir Peres

Hoje o futebol chora, lá se vai mais um herói

Perder um ídolo, aí como dói.

Um jogador eternizado pelas glórias, milagres e conquistas.

Seus méritos são extensos, a perder de vista

Waldir Peres, poucos foram como ele

O espaço embaixo das traves, era dele

SPFC de grandes ídolos arqueiros

Peres grande campeão, jamais foi pipoqueiro

Goleiro cujo nome o antecedia

Pegava tudo, não importava o dia

Não foi artilheiro, não foi armador, muito menos zagueiro

Mesmo assim, é um ídolo, jogando como goleiro

Foi um exemplo para inúmeras crianças

Não importava a fase, ele nos dava esperança

Sabíamos que no gol, tínhamos um jogador inquestionável

Em um tempo em que o clube ainda não era descartável

No qual os jogadores honravam a camisa, não pensavam no dinheiro

O importante era realizar o sonho, Waldir se consagrou como goleiro

Ceni e Zetti são tidos como os melhores, mas sem Waldir, a história teria outra escrita

Podem duvidar, sei bem do que estou falando, Waldir guardava o gol, como o soldado, a guarita

E lá se foi mais um jogador,

Que tristeza, é muita dor

Mas, tenho certeza, Waldir é eterno, será lembrado até os fins dos dias

Foi um dos grandes ídolos do Tricolor, por isso lhe escrevi essa pequena poesia.

RIP.

Aurelio Mendes – @amon78

A culpa é de quem – III

Olá meus caros amigos leitores e torcedores do Mais Querido, entendo ser preciso vir nesse espaço para esclarecer alguns fatos e colocar meu ponto de vista sobre a atual fase do SPFC. Claro que não estou contente com a situação, nenhum de nós está, mas, também, entendo que ser 100% emotivo, colocar a razão de lado, ou, pior, ser massa de manobra não pode fazer parte da rotina dos São Paulinos.

Se o futebol e o SPFC são importantes, claro, são. Poder-se-ia dizer que são vitais. Mas, também, temos que destacar que eles são as coisas mais importantes das menos importantes ou ainda, as coisas menos importantes dentre as mais importantes. Se você questiona essas frases com tantos “importantes”, é porque não vive uma vida repleta, pois não há no mundo nada como a família, amigos verdadeiros, consciência tranquila e um bom emprego.

Feito esse aparte, vamos ao cerne da questão.

Já escrevi, aqui mesmo no IstoéSPFC, textos sobre nomear um ou outro culpado pela situação do clube ou, ainda, sobre os erros mortais que o clube vem praticando ao longo dos últimos anos.

Em um desses textos, escrevi:

“Então, lançando mão de um dos maiores poetas da rua, Marcelo D2, eu te perguntou: A culpa é de quem?

Diria o cantor:

O país tá uma merda e a culpa é de quem?
A culpa é de quem, eles roubam no planalto e não pensam em ninguém
Manipulam as leis e vem com papo furado”

E ainda:

“Não vou ficar calado porque está tudo errado
Políticos cruzam os braços e o país está uma merda”

De fato, não irei ficar calado.

Mas, destaco, não é porque critico Leco, Ataíde e companhia que preciso concordar com algumas pessoas da oposição.”

Certamente esse trecho demonstra, derrubando o que muitos dizem, ainda que INDIRETAMENTE, que sou “pau mandado”, “hiena” ou, ainda, “chapa branca”. Pois, estou mencionando ninguém menos que nosso presidente Leco.

Então, porque entendo que não se pode, nem deve, nomear um culpado, seja ele Ceni, Denis, Bruno, Leco, ou qualquer outro?

A resposta é simples e patente, pelo fato de que TODOS são culpados, não da mesma forma e grau, mas TODOS possuem sua parcela de culpa.

A diretoria falha, e muito, ao deixar que empresários dominem os bastidores, na contratação de nomes duvidosos e – muitas vezes – machucados, por ser amador na direção do clube e por não sustentar o que fala, nem o que promete.

Empresários são culpados, mas estão “na sua”. Isso porque, eles buscam única e exclusivamente, o lucro no futebol. Como certos blogueiros e pessoas ativas nas redes sociais, os quais deveriam formar opinião, mas usam um poderoso instrumento para tornarem-se massas de manobra.

Como disse, o empresariado visa o lucro, então, nesse ponto, a diretoria deve agir. Colocar limites e mostrar quem está no comando, o que deveria estar.

Os técnicos, coitados, talvez sejam os “menos culpados”. Assumem cada bucha. Foi assim com Ricardo Gomes, Muricy, Bauza, Osório, Jardini, Rogério Ceni, Pintado, etc.

Todos foram contratados para aliviar o sofrimento da nação de coração de cinco pontas, mas – postos em uma cruz, como se fossem Judas, sucumbiram em benefício exclusivo da diretoria.

A propósito, Leco pecou, e feio, com o Ceni. Falar que deu todas as condições para que o M1to trabalhasse é uma piada de mau gosto. Como fizeram com Osório, e não aprenderam, venderam o time do SPFC e deixaram o técnico na mão. Ceni possuía uma proposta inovadora, que seria de difícil implantação por sua natureza, mas, TUDO piorou quando a diretoria, na ânsia de recompor as contas, vendeu vários jogadores.

A culpa também é dos jogadores. Ao analisarmos, apenas o período do Ceni, grande parte das derrotas saiu de falhas individuais, Maicon, Rodrigo Caio, Renan, etc. A partir daqui, eu te pergunto: que culpa tem o técnico sobre falhas individuais?

NENHUMA.

 A diretoria e o técnico, nesse ponto, são culpados por não exigirem e cobrarem mais dos jogadores. Daqueles mesmos que se negam a voltar, a marcar, a jogar bola.Os caras ganham uma fortuna para errarem passes de meio metro?

Não podem.

Mas, não sou dono da verdade e se você pensa diferente e apoia e incentiva invasão de CT, agressão à jogador, siga em frente, mas – depois – assuma o que fez e não se esconda atrás de desculpas como “o SPFC abriu o portão”.

Não é assim que as coisas devem funcionar.

Devemos, claro, cobrar e exigir. Mas, do modo certo, tumultuar e criar “pitis” nada mais é do que chancelar atos do torcedor nutella.

A cobrança deverá sempre ser realizada, mas dentro do que é legal e razoável.

Eu uso esse espaço para elogiar, criticar e cornetar, sempre dentro do que acho plausível, mas, destaco não deixarei de apoiar o Mais Querido, o que é MUITO mais importante nesse momento.

Aurelio Mendes – @amon78

 

Mito sempre, Mico jamais

Olá meus caros amigos leitores e torcedores do Mais Querido, ontem o SPFC demitiu um dos maiores, senão o maior, ídolo do clube, Rogério Ceni. O que, para mim, foi um erro, algo que beira a mediocridade.

Todos sabemos que o SPFC não está fazendo uma boa temporada, fomos eliminados de campeonatos importantes e estamos lutando para não cair no Brasileirão. Sim, tenho ciência disso. É algo patente, mas, eu não condeno Ceni, não na medida que muitos culpam.

Rogério Ceni veio com uma proposta diferenciada, queria colocar em campo uma equipe mais compactada, que atuava em maior pressão, diminuindo os espaços, principalmente quando “jogava” sem bola e que fosse mais agressiva e incisiva. No pouco tempo que estudou na Europa, Ceni trouxe uma bagagem que poderia ser ideal, se nossos jogadores não fossem tão limitados e “preguiçosos” (alguns deles).

Ceni, claro, tem muito caminho para trilhar, mas se a diretoria, com base no intuito eleitoral, resolveu trazer um ídolo para dirigir o time, que o deixassem trabalhar. Se por um lado, as inovações de Ceni trouxeram algumas complicações, como – por exemplo-  a limitação física de seus jogadores, certo é que o ambiente interno, as “crises” plantadas pela mídia e a instabilidade do elenco (representada por vendas e compras de jogadores) tornaram essas complicações em verdadeiros problemas.

E, aí que entra a maior crítica, a diretoria furtou de Ceni a possibilidade de trabalhar com um elenco maior e melhor, tudo em prol, mais uma vez, da necessidade de justificar seus próprios erros.

Se Ceni, enquanto jogador, era alguém irretorquível e intocável, como técnico, não possuía o mesmo salvo conduto, ao revés, foi cobrado em demasia por situações que não geraram o mesmo grau de cobrança a técnicos como Osório e Bauza.

Mais uma vez, na história, a proteção destruiu a própria proteção.

Ceni não ficou muito aquém de seus antecessores, os quais não foram poucos, eis que o SPFC teve mais que uma dezena de técnico desde 2012. É muita instabilidade técnica para um clube do tamanho do Tricolor.

Não estou aqui para defender Ceni acima de qualquer coisa ou para praticar o denominado “Cenismo”. Quem me conhece, sabe, sempre critiquei o jogador quando havia motivo. Se ele falhava, eu criticava, sem me ater ao “ele tem crédito”. Então, isso já justifica meu ponto de vista, estou defendendo o que testemunhei, um técnico inovador que fora ABANDONADO pelo clube no momento mais importante.

Não me esquecerei que vi, com Ceni, um time com uma proposta diferenciada. O que não via há anos.

Ceni será Mito sempre, Mico jamais. Ele não foi tão ruim como muitos estão falando. Cortaram um sintoma, não o problema. Mas, quem sabe estou errado e, com Dorival, o SPFC passe a voar em campo. O que duvido.

Aurelio Mendes – @amon78

 

 

O SPFC do Brasil: a similitude gritante da política do clube

Antes de qualquer coisa, esclareço, não tenho vínculos com ninguém da diretoria do SPFC, nada. Sou apenas mais um torcedor entre tantos outros milhares que sofrem diariamente com o clube, sempre com a esperança, que jamais pode morrer, de que dias melhores virão. Também esclareço, não tenho nada contra ninguém que está na oposição e que encampa, expressa ou tacitamente, campanha contra a situação.

Feita a breve observação, passo a entrar no cerne do texto.

Ocorre que vejo nas redes sociais, grupos de whats, nos encontros com amigos que muita gente quer que Leco saia da direção do clube. Não só ele, mas praticamente toda diretoria. Para esse pessoal, a situação nada mais é do que um câncer no organismo SPFC e que, se não for “curado”, irá corroer as veias internas até que o clube dê seu último suspiro.

Mas, essa não é uma verdade.

Assim como no Brasil, a política do clube se demonstra podre, pobre e suja. Claro que, dos dois lados (oposição e situação) há pessoas boas, do bem, assim como ocorre em âmbito nacional, mas esses, infelizmente, perdem muita força a cada novo dia.

Se você está entre os que acham que a saída do Leco, por si só, irá resolver os problemas do clube (que são inúmeros), reflita um pouco mais. Nas últimas eleições tivemos chapas concorrentes (situação e oposição). Após o término das eleições, tivemos pessoas que simplesmente “pularam o muro”, ou seja, mudaram de lado para assumir determinado cargo na chapa vencedora. O que se quer dizer é que, se o concorrente era tão ruim, o que mudou para que a pessoa “pulasse o muro”?

No meu ponto de vista, a única razão para isso ocorrer é preencher o sentimento e a vontade de ocupar um cargo na diretoria, fato que dá “status” e, creiam, dinheiro.

E isso tudo não ocorre “às escondidas”, mas as claras. Mantendo um paralelo com a política nacional, é mais ou menos, como ocorreu com a aliança política “Maluf” e “Marta Suplicy”, após os dois encamparem uma “briga” política bem delineada.

Então, não estou aqui para formar ou mudar opinião de ninguém, apenas pretendo instigar a reflexão de cada um dos leitores. Independentemente do mérito da questão, creio que a saída do Leco acabaria sendo um “revival” do que ocorreu com Dilma e Temer. Ela caiu para o vice assumir. A realidade é que o vice está envolvido em vários problemas e o povo se cala, não por apoiar a corrupção, mas porque o objetivo maior já foi alcançado.

A solução para a política do clube, eu não tenho. Provavelmente ninguém a tem. Mas, uma coisa é certa, MUITA coisa tem que mudar, mas na forma simplista de um #ForaLeco.

Aurelio Mendes – @amon78