Do inferno ao céu

Faz parte da função de uma colunista analisar permanentemente o cenário do clube e explorar da melhor forma, trazendo temas de interesse geral. Em uma época difícil no São Paulo, os últimos meses foram de críticas constantes ao planejamento e elenco. Isso faz parte, assim como o trabalho de reconhecer quando os atletas superam as dificuldades e impressionam.

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Hoje é justo mencionar o trabalho de superação realizado pelo Denis em 2016. Em meio ao caos um novo goleiro surgiu, mostrando uma capacidade incrível de absorver positivamente as críticas e manter o foco no trabalho. Não tivemos, por exemplo, a mesma postura do Bastos.

Há alguns meses escrevi uma coluna onde o criticava e também questionava o porquê de sua permanência frente ao gol do São Paulo depois de tantos episódios infelizes. Tínhamos recém saído da era Ceni e a cobrança em cima dele era enorme.

Em meio a Libertadores, por conta de algumas falhas cometidas e por sua falta de segurança, parecia que uma nuvem negra pairava sobre o seu gol. Tudo estava dando errado. Mas ainda bem que as coisas mudam e o que era uma tempestade virou um dia de sol.

A  confiança que antes faltava, hoje se faz presente.   Nessa atual fase ele passa mais segurança e tem realmente salvado o São Paulo de tomar muitos gols, mantendo ótima média de defesas difíceis. Leva-se tempo para conseguir o apoio da torcida, ainda mais depois de ter que substituir o insubstituível Mito.  É claro que ele tem pontos para melhorar, mas com trabalho e dedicação seu desempenho vai ficar ainda melhor.

Como torcedora, espero que esse trabalho sirva de exemplo para todo o elenco. Afinal, a pressão vinda da torcida sempre irá existir. Cabe aos melhores e mais profissionais, saber absorver as críticas e utilizá-las como motivação para evoluir a cada dia.

Isabelle Guerini – torcedora apaixonada

 

 

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Qual a solução para o São Paulo?

Faz um tempo que toda a situação vivida pelo São Paulo incomoda o torcedor, gerando uma cobrança enorme sobre dirigentes, jogadores e comissão técnica. Toda a fragilidade administrativa dos últimos anos culminou em uma crise financeira que impossibilitou a formação de um elenco ao menos razoável para esse ano. Pra piorar, sabendo dessa dificuldade, não houve um planejamento decente. Vendemos peças fundamentais sem reposição programada. O resultado está aí, uma campanha no Brasileirão sofrível, que põe o torcedor numa posição desconfortável.
Em meio ao turbilhão, o São Paulo trouxe Marco Aurélio Cunha, nome querido pelo torcedor, dando uma esperança de ver as coisas mudarem em 2017. Ao mesmo tempo, trouxe Ricardo Gomes, técnico inicialmente defendido por esta colunista, que não encontra mais argumentos para lutar pela permanência dele no comando tricolor.
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O São Paulo vem, desde 2009, com uma sucessão de erros de planejamento, seguidos de pequenos acertos que hora ou outra nos dão esperança de ver o tricolor brilhar novamente. A situação financeira é nebulosa para o torcedor, que sonha com um elenco forte para 2017, sem saber se o dinheiro disponível pode pagar a conta. O mistério e sigilo nas negociações, prática sempre defendida pela Diretoria, antes nos passava a impressão de que aqueles que comandam o São Paulo sabiam o que estavam fazendo.
Hoje, o que parece é que estão perdidos, e o “mistério” esconde a inércia e incapacidade de colocar os pés no chão e traçar um planejamento claro e objetivo. Gostaria de ver uma comunicação mais clara entre clube e torcedor, mostrando o que de fato acontece, o que é possível para o momento, qual o planejamento de longo prazo, e qual o papel esperado da torcida nesse período. Afinal, estamos aqui para apoiar nas horas boas e ruins, mas para existir apoio faz-se necessária transparência.
Vencida essa etapa, é preciso se concentrar nas quatro linhas. Com o que podemos pagar, o mínimo que se espera é uma comissão garantida para trabalhar num longo prazo com tranquilidade. Se não podemos ter para o momento grandes craques, que ao menos exista organização tática, um excelente trabalho de condicionamento, e aplicação nos fundamentos básicos.
Com a falta de craques se entende a ausência de dribles desconcertantes e passes fantásticos. Mas não se entende erros de passes curtos, cruzamentos, escanteios e até lateral. Não se entende falta de aplicação por parte do elenco e dedicação extra nos jogos. Quando não se tem talento, paga-se com esforço acima da média. É assim que a coisa funciona.
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Ainda há tempo de iniciar um trabalho em 2017 que recupere o São Paulo a médio prazo, devolvendo ao torcedor aquele time que impunha respeito ao adversário. Por hora, é preciso admitir que esse respeito se foi, desaprendemos, e precisamos de humildade e paciência para planejar, trabalhar, e recuperar o tempo perdido. É preciso mais que um reforço, mais que um novo técnico. Precisamos de uma nova forma de administrar os problemas. que promova mudanças significativas, com muita superação. Se desejamos resultados diferentes, não podemos fazer uso das mesmas fórmulas.
Isabelle  Guerini – Torcedora apaixonada
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Crise no São Paulo, ou crise geral?

Em meio a uma crise no São Paulo, o torcedor não sabe ao certo se já chegamos ao fundo do poço, ou se ainda restam algumas surpresas nas rodadas que estão por vir. A Diretoria nos passa “tranquilidade”, ou tenta. Se apegam ao fato de existirem “times piores que o São Paulo”, portanto com maiores chances de rebaixamento. Mesmo sem saber se esse é o fundo do poço, uma pergunta permanece latente na cabeça do torcedor: Onde nós fomos parar?

Gostaria de ousar, levando essa discussão a outro patamar: Onde o futebol brasileiro foi parar? – Essa pergunta surge por diversos motivos. Primeiro, times consagrados e conhecidos por estarem sempre no topo da tabela estão hoje sendo solidários com o tricolor, e dividindo conosco o terror de um possível rebaixamento. São os casos de Cruzeiro e Internacional.

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Além disso, é notável a falta de constância nos times que hoje estão no G4. Mesmo Palmeiras, Flamengo e Atlético Mineiro, times na briga pelo título, possuem fragilidades claras em setores específicos. Ninguém “sobra” no campeonato, ninguém encanta, e isso alerta para algo preocupante. Será que o futebol brasileiro está a cada ano pior? Será que os times de uma forma geral alcançaram uma mediocridade tamanha que nos acostumamos com um baixo nível de espetáculo?

Sabemos que o Brasil já sofre com uma safra modesta de jogadores revelados. Exceto pelo Neymar, nenhum jogador é notadamente a estrela de um grande clube europeu. E se os que hoje estão fora do país refletem o que de melhor temos, o que sobrou para nós, pobres torcedores que acompanham o brasileirão? Anos atrás sobravam os medianos, aqueles que ainda nos davam esperança de um ou outro lance digno de aplauso. Foi aí que sofremos com o assédio dos chineses, árabes e norte americanos, que levaram o que restava, nos deixando com o que temos hoje.

Assim, sobram caneladas e erros de fundamentos básicos, como lançamentos, escanteios, passes com 2 metros ou menos, e se brincar até lateral estão errando. Coitados dos técnicos, que deveriam trabalhar noções táticas mas precisam constantemente exercitar nos jogadores fundamentos que eles já deveriam dominar. E se não trabalham esse lado nos jogadores, sofrem por não conseguir por a tática em prática.

Sonho seria se ao menos existisse mais seriedade na administração dos principais clubes no Brasil, a ponto de conseguirmos segurar nossas poucas revelações por mais tempo, dando aos torcedores um espetáculo que merecemos, mas não vemos faz uns anos. A realidade é outra, e a tendência é que os jovens talentos (mas nem tanto), saiam cedo, deixando por aqui esse festival de mal tratos com a bola. Sorte nossa que hoje existe a TV a cabo, que nos permite acompanhar alguns bons jogos e lembrar que ainda existem aqueles que sabem como tratar a bola como ela merece.

Isabelle Guerini – torcedora apaixonada

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O ano da incerteza

Esse sem dúvida está sendo um ano de provação para todos nós torcedores do São Paulo. Iniciamos o ano com uma enorme descrença no time, que não estava passando por uma boa fase dentro e fora de campo. Quando disputamos a Libertadores começamos a ter fé novamente em um time que surpreendeu a todos. Em algumas partidas, onde faltava técnica sobrava raça, e isso no fim acabou fazendo toda a diferença em nossa campanha da Libertadores.

Sabíamos desde o início da fragilidade do São Paulo, não somente na parte técnica mas também na esfera administrativa e interna do clube. O resultado da Libertadores veio de uma energia que já não tínhamos, veio da superação. O elenco naquele momento estava com os dias contados, e o torcedor estava ciente desde o começo. Saíram jogadores importantes, perdemos nosso Maestro, nossos artilheiros, e um técnico que dividia opiniões (eu particularmente gostava do trabalho dele).

Como era esperado, o rendimento caiu. Foram contratadas algumas peças que aos poucos vão dando uma nova cara para o São Paulo, mas não conseguiram substituir as ausências do Ganso e Calleri de imediato. Normal, é claro que não é do dia para a noite que o entrosamento acontece. O que preocupa é que temos que correr contra o tempo para evitar o temido rebaixamento. O desmanche no meio do ano veio em péssima hora, que sirva de lição para os próximos planejamentos.

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Agora corremos contra o tempo. No começo do Brasileiro perdemos pontos preciosos que hoje nos fazem falta. Na época achávamos que seriam pontos preciosos que nos afastariam do título, quem dera fosse assim. Começamos o campeonato Brasileiro com uma campanha modesta e chegamos no segundo turno com uma campanha muito ruim. Até a última partida estávamos a dois meses sem ganhar um jogo no Morumbi. Junto com essa fase veio um técnico que não foi bem recepcionado pela torcida, mas que temos que apoiar para que desenvolva um bom trabalho. O time precisa entrosar, precisa de confiança, e pra isso necessitamos do que nos falta, tempo.

Agora mais do que nunca precisamos apoiar nosso time. Temos que deixar os problemas internos de lado e torcer para que o São Paulo recupere seu brilho, sua raça e vontade de vencer. Que a cada jogo mais São Paulinos mostrem o poder que uma torcida pode ter sobre o seu time. Juntos somos mais fortes.

Isabelle Guerini – Torcedora apaixonada

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Qual o São Paulo que nós queremos?

A série de resultados ruins pós Libertadores, incluindo os quatro últimos jogos no Morumbi sem vitória e a derrota para o Juventude na estréia da Copa do Brasil, acabaram por expor de vez o São Paulo. Com uma posição incômoda no Brasileirão, o tricolor se posiciona esse ano como time mediano, incomodando profundamente o torcedor.
O torcedor perdeu a paciência com todo mundo, e nessas horas sobra tiro pra todo lado. Chovem críticas à Diretoria, atual e passada, além de cobrança sobre os atletas de liderança no elenco, além daqueles com baixo rendimento na temporada. Líderes como Maicon e Lugano já demonstraram insatisfação com a posição do clube, e prometem empenho nas próximas partidas. A imagem que temos é de um clube desfigurado, que parecia “remendado” na Libertadores, e teve a ferida finalmente exposta após a saída de Calleri, Ganso e Bauza.
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Encarando os fatos, hoje o São Paulo é um clube frágil, fora e dentro de campo. Carece de planejamento de longo prazo, que pode até estar em curso, mas não é apresentado à torcida como deveria. Na verdade, o torcedor aparece como cego em tiroteio, indignado com a situação, sem a menor ideia do que pode ou está sendo feito pelo clube para melhorar. É necessário muito mais que “atitude dentro de campo”. É preciso ter coragem e admitir, não somos mais o São Paulo soberano.
Partindo daí, fica claro que o futebol é cíclico, que essas coisas já aconteceram com os maiores clubes no mundo, e pode ser revertido. Lembremos o Barcelona, que antes do Ronaldinho passou anos como figurante, ou a Seleção da Alemanha, que fez o mesmo até 2014, passando 2 copas atuando como coadjuvante. É preciso por os pés no chão e cobrar de quem decide o futuro do clube planejamento para 5 anos pelo menos. Se é preciso compreensão da torcida nesse período, nós teremos, desde que as coisas sejam claras e exista uma luz no fim do túnel.
Chega de ensaiar grandes saltos pra frustrar o torcedor. Chega de “remendos” no elenco pra gerar falsas esperanças. Não queremos um São Paulo se recuperando no Brasileirão. Queremos um São Paulo redescobrindo a sua essência, se erguendo como gigante e mantendo uma base forte, que possibilite anos de alegria. O torcedor ama o seu clube, e certamente entenderá que num planejamento longo os primeiros anos são sempre apertados, e exigem paciência e sacrifício. Mas pra isso é preciso que alguém tenha coragem, exponha os problemas, proponha soluções, chame a responsabilidade e carregue essa bandeira. Estaremos logo atrás, apoiando como sempre fizemos.
Isabelle Guerini – Torcedora Apaixonada
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Um novo São Paulo

O segundo turno do campeonato brasileiro começa no final de semana contra o Botafogo. O primeiro turno começou em meio à Libertadores e acabamos no meio da tabela. Nosso desempenho não foi um dos melhores. Perdemos pontos que devem fazer falta na reta final do campeonato, assim como jogadores importantes em nosso elenco. Dentre eles as principais perdas foram a de Ganso e Calleri.

Além disso ficamos sem técnico e continuamos assim ainda, por enquanto estamos sob o comando de Jardine, que mudou o esquema tático, e conseguiu arrancar uma vitória sobre o Santa Cruz na última partida. Peças como Lugano e Michel Bastos ficaram de fora, mas devem voltar no jogo do próximo domingo. O desempenho de Michel Bastos caiu desde sua participação na Libertadores, onde fez as pazes com a torcida e a diferença dentro de campo.

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Mas em meio à tudo isso, eis que surgem novas peças em nosso time: Cueva e Chavez. Hoje vou dar destaque aos dois. Confesso que não conhecia os dois jogadores, e fiquei um pouco desconfiada quando foram contratados. Como eram indicações do Bauza, resolvi olhar com mais calma e ver o que eles poderiam oferecer ao tricolor. Cueva deu velocidade ao nosso time, coisa que estava faltando a algum tempo. O São Paulo simplesmente não conseguia chegar no campo adversário, sempre enfrentava muitas dificuldades. Estávamos precisando de alguém capaz de carregar a bola. Chavez chegou ao time falando que gostava de arriscar e chutar a bola. Ele vem fazendo isso e o resultado não poderia ser diferente, em sua estreia fez um golaço de cobertura fora da área que deixou muita gente de queixo caído.

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Outro jogador que vem merecendo destaque é nosso goleiro Denis. Ele já foi muito criticado pela torcida, inclusive por mim em uma de minhas colunas. Um dos pontos que eu mais criticava era o de sua insegurança, que o levava a cometer falhas que acabaram nos prejudicando algumas vezes. Mas o jogo virou e aquela fase vem ficando para trás. Na última partida defendeu um pênalti e está começando a  conquistar a confiança da torcida.

Aos poucos tudo vai se ajeitando, a equipe vai se entrosando e um novo comandante vai chegar para dar a sua cara ao time. Espero que a gente comece o segundo turno com o pé direito, mostrando a verdadeira força que o tricolor tem. Vamos que vamos!

Isabelle Guerini – Torcedora Apaixonada

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Na corda bamba

Em meio a um campeonato, ocupando o meio da tabela, o São Paulo além de ter perdido peças importantes há pouco tempo como Ganso e Calleri, ainda precisa ficar atento a possível saída de Bauza do comando tricolor.

Há tempos nosso time vivia num tremendo rodízio de técnicos que não davam certo. Os resultados não eram os melhores e alguns deles mal tinham tempo de trabalhar. Nunca fui a favor desse troca-troca a não ser em casos extremos, pois quando alguém chega para comandar um time demora um tempo para se entrosar com toda a equipe e começar a ter resultados.

Edgardo Bauza São Paulo (Foto: Erico Leonan / site oficial do SPFC)

Bauza chegou e aos poucos nosso time começou a mostrar mudanças de comportamento em campo que há tempos não presenciávamos. Apesar de muitos torcedores reclamarem, confesso gostar do trabalho dele. Comete erros como qualquer outro comandante, mas acertou em cheio em trazer de volta ao time o espírito de honrar a camisa que veste. Fez jogadores que não mostravam resultados, voltar a jogar futebol e fazer as pazes com a torcida.

Além disso, segurou as pontas com um São Paulo que não contratava os reforços indicados por ele e montou um time com peças improvisadas e vários jogadores emprestados. Tivemos nesse meio tempo muitos problemas com lesões e desfalques, que ele conseguiu contornar, algumas vezes melhores do que outras. Nos levou a semifinal da Libertadores, com um time que ingressou no campeonato desacreditado por todos e nos fez sair de lá como verdadeiros guerreiros.

Espero que ele continue comandando o tricolor. Já tivemos muitas baixas ultimamente e acho que só temos a perder com sua saída.

Isabelle Guerini – Torcedora Apaixonada

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A nova cara do São Paulo

O torcedor não teve muita folga após a eliminação da Libertadores. Logo fomos obrigados a conviver com apreensivos dias entre desmanche no elenco e incertezas nas contratações. Calleri, Kardec e Ganso deram adeus ao Morumbi e deixarão saudades, apesar de não terem feito história pela ausência de títulos conquistados. Entre pressões do técnico e dificuldades financeiras para apresentar boas propostas, coube à Diretoria tricolor alguns malabarismos para finalmente definir o São Paulo do segundo semestre de 2016.

Além da permanência do zagueiro Maicon, o São Paulo fechou com os gringos Cueva, Chávez e Buffarini, além de acertar com o atacante Gilberto e o zagueiro Douglas. Chama a atenção do torcedor a dificuldade que o clube tem para acertar contratos de médio e longo prazo. Graças a ele ainda teremos a “novela Kelvin”, prevista para o fim do ano. É certo que Maicon e Cueva, estes contratados por um período razoável, serão a cara do São Paulo nos próximos anos.

É possível que ainda tenhamos fortes emoções nos próximos dias. Bauza tem sido assediado pela AFA e pode deixar o Maior do Mundo para defender as cores do seu país. Longe dessa torcedora julgar essa escolha, todo técnico sonha em treinar a sua seleção e a saída seria a escolha natural. Se acontecer, é muito provável que o restante do ano seja perdido de vez, já que um novo comando surgirá e precisará de tempo para implantar uma filosofia de trabalho. Tudo o que não queremos e retornar àquela época de testes e erros nas escolhas do comando tricolor.

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Analisando o elenco atual e sonhando com a permanência do Kelvin em 2017, é provável que tenhamos um time no mínimo interessante. Considerando o momento financeiro, e esquecendo por um momento os contratos de curto prazo, as contratações foram equilibradas. Buffarini é conhecido pela solidez na defesa, e traz junto com Mena e Maicon uma segurança nesse aspecto que há tempos era pretendido pelo Bauza. Ao mesmo tempo me pareceu pelos vídeos que analisei um jogador aguerrido, rápido, liso e que chuta ao gol.

Chávez não possui uma média boa na temporada e amargava a reserva no Boca Juniors, mas era banco do Tevez, então vamos aliviar. Ele fez dupla com Calleri por um tempo e se mostra pelos vídeos um jogador rápido, habilidoso, chuta bem e dá combate na saída de bola. Junto com Kelvin, Michel e Cueva é provável que vejamos um ataque rápido e com mais tentativas de chute a gol, uma falha atual.

A chegada do Douglas ainda é um grande ponto de interrogação, assim como era a chegada do Maicon, que deu muito certo. Vamos torcer para que a Diretoria acerte novamente e ele nos surpreenda. Ainda assim, me incomoda esse conformismo do torcedor com a reserva do Lugano. Ídolo e com qualidades inquestionáveis, ele merece um trabalho direcionado para que renda como os demais e assuma a vaga titular. Temos diversos exemplos de zagueiros que fizeram história jogando com idade mais avançada. Gosto muito de vê-lo em campo.

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Vamos aguardar os próximos dias torcendo pela permanência do Bauza, que tem feito um bom trabalho e merece confiança. Vamos apoiar a Diretoria confiando no planejamento de recuperação financeira do clube, que parece estar dando certo. mas é preciso deixar claro que, se tratando de elenco, precisamos de um planejamento de longo prazo. Contratos longos e tempo de trabalho. O torcedor precisa conhecer e se habituar com a cara do São Paulo.

Isabelle Guerini – torcedora apaixonada

cabeçalho isa

 

Respira. Inspira. Não pira!

 Já esperávamos que o duelo de ontem contra o Atlético Nacional fosse ser difícil. Apesar disso, a esperança ainda permanecia acesa em nossos corações. O caminho que trilhamos ao longo desses jogos até enfrentar o time com a melhor campanha do Libertadores foi árduo. Começamos o campeonato  com um São Paulo extremamente desacreditado, praticamente sem time, desmotivado, começando a se reorganizar da bagunça administrativa que culminou na nossa pior crise interna.

Quando Bauza começou a comandar nossa equipe, olhamos com desconfiança, mas aos poucos ele foi mostrando que conseguia desenvolver um bom trabalho com nossos jogadores, principalmente no quesito raça, que estava em falta há tempos no tricolor. Ele foi o responsável por fazer Ganso voltar a brilhar. Pegou um time e formou uma equipe com o que tinha em mãos e sem recurso algum para comprar novas peças. Os jogadores que foram emprestados ao São Paulo fizeram a diferença nessa trajetória. Calleri, Maicon (que agora é nosso), Kelvin foram peças importantíssimas para a nossa classificação. Todos contratos curtos, dentro das possibilidades.

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Crescemos muito durante esse tempo e é uma pena nos despedirmos da Libertadores com um jogo como o de ontem. Não estou aqui desmerecendo time algum, muito pelo contrário. O Atlético mereceu a classificação pois foi superior tecnicamente ao tricolor nas duas partidas, com um time bem entrosado, com passes de qualidade, rápidos e uma marcação que dificultou muito nossa vida. Qualidades de um time que vinha sendo planejado desde a Era Osório em terras colombianas. O que mais me incomoda em relação a eliminação é sofrer em mão de arbitragem, ficamos de mãos atadas. O árbitro do jogo de ontem foi uma vergonha. Fraco, sem critério algum, deixou de marcar um pênalti claro em favor do tricolor, que sim poderia ter mudado a cara da partida. Sem contar nas expulsões no fim sem nexo algum. Não somos o primeiro nem o último time a sair prejudicado em uma partida por causa da arbitragem, mas algo deveria ser feito para aumentar a qualidade de quem apita o jogo.

É claro que não podemos deixar a despedida da Libertadores nos abalar, temos que sair com a cabeça erguida pelo bom trabalho feito até o momento. Hoje somos um time  de guerreiros que não desiste diante das adversidades e luta até o fim. Considero uma campanha vitoriosa, especialmente pelas condições iniciais do São Paulo no ano. Tendo em vista a recepção calorosa que os jogadores receberam no retorno a São Paulo, muitos torcedores pensam da mesma maneira. Mostra que estamos no caminho certo, e devemos continuar apostando na filosofia de trabalho e administração que vem sendo posta em prática. Agora é nos concentrarmos no Brasileiro para que no ano que vem possamos conquistar as Américas.

Isabelle Guerini – Torcedora Apaixonada

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O futebol levou falta

Esperávamos ansiosamente há 49 dias pelo jogo de ontem. Passamos todo esse tempo imaginado como seria e, principalmente esse semana, nós são paulinos não falávamos em outra coisa. O nervosismo tomava conta da gente, afinal não é sempre que curtimos uma semifinal da Libertadores. Essa em especial, teve um gostinho bem diferente, pois nosso time chegou desacreditado no campeonato e saiu como o único brasileiro classificado até o momento, com uma apresentação heroica contra os mineiros.

Começamos a partida colocando muita pressão sobre o Nacional. O time estava com 11 jogadores em campo e com mais de 61 mil torcedores com todo o seu coração empurrando nossos guerreiros. O São Paulo foi um até os 15 minutos do primeiro tempo, marcando em cima, não deixava o time adversário passar do meio-campo. Mantendo a posse de bola e um clima quente com o apoio do torcedor, mantivemos o adversário acuado. Tínhamos o controle, e mal dava pra acreditar que do outro lado estava o bom time do Atlético Nacional. Incrível que, nesses primeiros minutos, Ganso e Kelvin não fizeram tanta falta. Mostra que os maiores talentos são menos necessários num time equilibrado e agressivo. Chegamos ao gol adversário algumas vezes, mas sem sucesso. Talvez, com mais 10 minutos de pressão teríamos aberto o placar.

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De forma inexplicável, a partir daí o São Paulo foi outro. Nosso rendimento caiu, recuamos a marcação dando espaço para o toque de bola do adversário. Não havia mais pressão, havia um jogo morno nos moldes que o Nacional queria. O time perdeu também velocidade de ataque, fatal já que passamos a roubar as bolas com menor frequência, e bem mais atrás. A falta de velocidade e movimentação reduziu o nosso poder de fogo. Deixamos de ser uma ameaça e não demorou muito para o adversário se adaptar e gostar do novo ritmo de jogo. O Atlético Nacional aproveitou a oportunidade e cresceu. Marcou bem nossos jogadores e chegou ao gol, por sorte encontrando sempre uma zaga bem armada.

Voltamos nos segundo tempo bem diferente do primeiro. Não chegamos a dar grande pressão no time adversário, e eles se aproveitaram disso para prender mais a bola e aparecer na partida. Tivemos algumas oportunidades de abrir o placar, mas o problema da finalização ainda assombra o tricolor. Ganso e Kelvin nesse momento fizeram muita falta. O primeiro nos ajudaria a manter a posse de bola no meio-campo e nos daria esperança de ver algum passe mágico. Já a velocidade do Kelvin carregando a bola poderia ter feito a diferença, trazendo a movimentação que precisávamos e tirando o adversário da zona de conforto.

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Para piorar nosso cenário, Maicon que na minha opinião estava sendo o melhor dentro de campo, em uma atitude infantil foi expulso e nesse momento o São Paulo que até então segurava o resultado, se apagou. O time que costumava não se entregar, sentiu a saída do capitão. Ficamos extremamente vulneráveis e tomamos dois gols seguidos, que complicaram nossa situação na Libertadores. Alguns atribuem isso a uma substituição do Bauza, que optou por colocar Hudson em vez do Lugano. É bom lembrar que os dois gols sofridos foram com toque de bola rápido do Nacional, e não de bola alta. Além disso, temos no Hudson uma qualidade maior em desarme e contra ataque comparado ao Lugano. Não acho que perdemos pela substituição, perdemos pelo emocional.

Sabíamos que não seria fácil enfrentar o Atlético Nacional, mas acreditávamos e continuaremos acreditando até o fim. Podemos vencer lá? Podemos. Quem sabe se esse São Paulo dos 15 primeiros minutos aparecer durante os próximos 90. O São Paulo que nos encantou com a postura agressiva, sem deixar o adversário passar do meio campo. Vamos ter que ir pra cima, o que nos deixará numa posição vulnerável. Mas com a marcação “mordida” no início da última partida, temos condições de vencer e conseguir a classificação. Jogar com a técnica e o coração juntos, esquecer a parte física, mostrar que o time azarão da Libertadores não entrega os pontos assim fácil.

Isabelle Guerini – Torcedora Apaixonada

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