IstoÉ Entrevista Banda Planta & Raiz

Muitas vezes nos apegamos a pequenos gestos para formar e eternizar uma opinião, isso faz parte do nosso dia a dia. O que poucos sabem ou percebem é que, é possível transformar o dia de qualquer pessoa em um dia especial.

Quem conhece a turma da Banda Planta & Raiz sabe bem do que estamos falando. A banda não tem fãs, tem amigos! O carisma e humildade desta galera os tornam especiais, os tornam exemplos a serem seguidos. E nada melhor do que conhecer um pouco mais sobre essa Banda que marcou muito a história do nosso Tricolor e, que possuem um talento musical indiscutível!

Acompanhem na integra a bela entrevista cedida gentilmente pela Banda Planta & Raiz.

101433pm_contratantes_logomarcaplantaeraiz

 

IstoéSPFC: A Banda surgiu em 1998, como foi esse período entre o surgimento e o sucesso da banda?

Esse período emergente de 1998 até o final de 2001 quando assinamos o contrato de 4 disco com o produtor musical Rick Bonadio. Digo porque foi o período dos ensaios na garagem e primeiros bares e casas noturnas de São Paulo. O sucesso veio com o tempo com uma agenda insaciável trabalhando bastante.

IstoéSPFC: Como foi representar a cidade de São Paulo no primeiro Festival Nacional de Reggae?

Vínhamos de uma cena emergente de reggae onde durante todo o ano de 2000, nos apresentávamos todas as sextas feiras na quadra da escola de samba Tom Maior e isso fez com que o reggae tomasse uma outra proporção devido ao público que formava.

Em 2001, logo em maio veio o convite, creio que fazendo jus ao ano anterior onde tocávamos praticamente de quinta à domingo nos quatro cantos da cidade, pra fazer parte não só como única banda de São Paulo a participar mas como sendo a primeira apresentação do palco principal. Foi muito importante pois fortaleceu também o grupo pelas excursões no interior do Estado sempre muito importante para nós.
IstoéSPFC: Qual cd da banda vocês consideram o mais especial?

São vários pois períodos diferentes os fazem serem especiais em cada época. Do primeiro “Que Brota da Terra”, passando pelos aos vivos com as participações do Chorão, Edi Rock, o duplo “Bora Viver & De Sol à Sol” que foi o primeiro a ser gravado por nós no nosso estúdio.

IstoéSPFC: Como foi a experiencia de fazer shows no Japão? como essa históriainternacional de shows começou?

Nossa história internacional de shows começou em 2011 na Austrália, foram dois shows por lá! Um em Sydney e outro em Coolangatta na Gold Coast.

Já no Japão foram duas viagens até agora. Nós fazemos os shows para os brasileiros que vivem lá. Digamos que 90% do público seja de brasileiros.

Agora estamos indo pra Dublin na Irlanda. Será a primeira vez na Europa e estamos confiantes de que tudo ocorrerá bem.

 

IMG-20160601-WA0031

Arte de Aurélio Mendes – Homenagem para a galera do Planta & Raiz


IstoéSPFC: O que falta para o Zeider se tornar São Paulino? rs

Isso é difícil de acontecer. O Zeider é uma pessoa generosa e humilde daqueles torcedores que gostam de ver o futebol arte.


IstoéSPFC: Vocês são reconhecidos por serem humildes e por estarem sempre muito próximos dos seus fãs. Vocês costumam ser reconhecidos quando vão ao Morumbi?

Sim é possível, é uma relação amistosa e respeitosa! Um gesto, um aceno ou uma foto. Eu já vi no Morumbi torcedores tricolores com a camisa estampada do Planta & Raiz.


IstoéSPFC: Qual foi a importância do Chorão na carreira da Banda?

Mostra um gesto de humildade por parte de um ícone, um gigante da música fazer uma participação com a gente. Um dia, um ensaio em estúdio antes da participação no DVD e um registo eterno.
IstoéSPFC: A musica “Goleiro Matador” continua sendo um hino para a  torcida tricolor. Como surgiu a ideia da musica, e quem foi o principal responsável pela sua criação? 

Devido ao ano arrebatador de 2005 onde ganhamos o paulista, a libertadores e o mundial. Surgiu através da nossa divulgadora na época que tinha surgido a pauta no Globo Esporte e fui muito legal! E falar de São Paulo era falar do Rogério! Fizemos esta homenagem na hora e momento certo. Com ela fizemos os principais programas esportivos da época.


IstoéSPFC: Assumir o lugar de um ídolo como Rogerio Ceni não é fácil. Na opinião de vocês Denis irá se firmar, na posição como titular do São Paulo?

Com certeza! Não é de hoje que ele está no São Paulo e tem todo o nosso apoio.


IstoéSPFC: Quais são seus maiores ídolos do São Paulo? 

Somos da era Telê! O que vimos jogando e virando ídolos. Respeitando sempre os que vieram antes também.


IstoéSPFC: Vocês tem alguma história marcante que envolva o SPFC? 

A apresentação do Luís Fabiano que participamos. Recordo as luzes do Morumbi se apagando deixando somente a do palco enquanto tocávamos a música pro Rogério. A torcida veio abaixo.


IstoéSPFC: Vocês acreditam no titulo da libertadores neste ano? Qual jogador do atual elenco vocês consideram peça chave para a conquista desta libertadores?

O time provou em casa que é possível sim!!! A peça chave chama se torcedor. Outra peça é o técnico e o jogador é o Calleri.


IstoéSPFC: A gravação do DVD de 15 anos da banda foi no mesmo local onde a banda começou sua carreira, ou seja na Vila Madalena. O que esse bairro representa para vocês?

Sim, foi no exato local onde a banda começou a carreira. A Vila Madalena tem a nossa identidade, as primeiras baladas, os primeiros shows. Um bairro importante para a cena cultural da cidade.


IstoéSPFC: Quais são seus próximos passos, e desejos? Vem cd novo por ai?

Nosso desejo é continuar trabalhando, excursando pelo país e mundo afora. No momento estamos formando um repertório de músicas novas para um novo cd.


IstoéSPFC: Deixem um recado para a galera São paulina e do nosso site IstoéSPFC!

Obrigado pessoal do site IstoéSPFC por abrir o espaço para nós contarmos um pouco da história do Planta & Raiz. Galera são paulina vamos rezar bastante para o time da fé conquistar o tão sonhado tetra da libertadores e mundial! Um abraço

Com a exceção do vocalista Zeider que é Santista, todos os outros integrantes da banda são São Paulinos. Fernandinho, Franja, Samambaia e Juliano.meu ip

 

Não deixem de acompanhar o trabalho da banda, acesse agora o site http://www.bandaplantaeraiz.com.br/

 

O goleiro matador, bate a falta faz o gol…

cabeçalho Furia

Crime e Castigo, Uma Crônica da Soberania Tricolor!

“Crime e Castigo” de Dostoievski foi publicado em 1866 e talvez nunca tenha tido seu conteúdo tão necessário quanto agora para explicar o comportamento e as casualidades dos seres humanos como nos dias de hoje. 

A Uma Crônica da Soberania Tricolor” traça uma adaptação da história do protagonista da trama, um jovem estudante que comete um crime, com o que vivenciamos em diversos cenários de nossa vida cotidiana. Considerando o nível de delitos e intensidade de ações, encontramos “Crime e Castigo” no nosso trabalho, nas escolas, no nosso convívio, na política de nossa cidade ou país. Podemos ainda transportar os conceitos e consequências da história que se passa no final do séc. XIX, na trajetória recente de diversos personagens da política da nossa paixão, o #SPFC, explicando ações e atitudes de nossos líderes, através da semelhança de comportamento do protagonista da obra de Dostoiévski.

O romance se baseia numa visão sobre religião e existencialismo com um foco predominante no tema de atingir salvação por sofrimento. O personagem principal, “Raskólnikov”, apesar de ex-estudante de Direito, é um homem extremamente pobre e que vive angustiado pela sombra de fazer algo importante. Ele divide os indivíduos em ordinários e extraordinários, numa tentativa de explicar a quebra das regras em prol do avanço humano. Seguindo esse preceito, o personagem planeja e concretiza, em meio a uma luta com sua consciência, a morte de uma agiota. 

Parte 1) – O Crime: Uma série de acusações fizeram da gestão Carlos Miguel Aidar a mais desastrosa da história do clube, que não pode e não deve ser esquecida. Independente do julgamento de valor, do ressarcimento dos prejuízos à instituição, da penitência dos acusados, o primordial é que culminou na inédita decisão do Conselho Deliberativo pela “Expulsão” do órgão de dois dos mais influentes personagens da vida política do clube, o próprio ex-presidente e renunciante Carlos Miguel Aidar e seu fiel escudeiro, o Super VP, Ataíde Gil Guerreiro. 

Os mesmos foram cassados por decisão da maioria dos conselheiros. Tudo pautado por uma sequência de acusações de delitos, desde irresponsabilidade administrativa, tentativa de assassinato, realização de negócios financeiramente inexplicáveis, até o direcionamento de benefícios em contratos advocatícios e comissionamentos. Para dar um ar de “romance” à nossa adaptação, ainda temos uma terceira personagem, executora e decisiva. Cinira Maturana, uma paixão antiga do ex-presidente protagonista, aparece como namorada e “pessoa de confiança” do gabinete, tornando-se cumplice da maioria das ações de um plano de poder arquitetado desde antes da famigerada e mais disputada eleição do clube. 

CMA nomeou Ataíde e Cinira como pessoas de sua maior confiança e interrompeu a interferência de terceiros, mesmo que estes possuíssem mais poder que seus comparsas. Abaixo da tríade, outros súditos faziam a base de sustentação do plano de poder formando um anteparo rígido de defesa e ocultação das principais escusas ações. Quem interferia na condução do plano, era implacavelmente afastado. Diante deste cenário, o crime cometido foi a tentativa de implantar um Plano de Soberania, que nada mais era que uma ação macro de construção de uma máquina de alimentação de benefícios ao “rei soberano” e seus asseclas.

O crime de CMA foi trazer a promiscuidade admirativa ao clube, e junto com ela, pessoas de sua confiança para enraizar essa forma pouco convencional de vida. Ou seja, a partir da forma do plano de ação exposto, quem se propôs a mergulhar junto, não pode ser desmembrado do contexto.

Parte 2) – O Julgamento: Ambos foram derrubados pelo Conselho de Ética, que assim afirmava em seu documento de parecer: “não endossam acordos espúrios e não aceitam a retórica enganosa auto defensiva, o raciocínio fraudulento, a publicidade mentirosa. A economia, a ética e a moral foram despedaçadas”. 

Após a análise de todos os contratos e atos da administração CMA, não importam mais o peso relativo das ações “A economia, a ética e a moral foram despedaçadas”, e uma história de quase oitenta anos foi manchada, por “pessoas”, tornando o julgamento um detalhe para o afastamento de todo mal.

No Conselho Deliberativo e também no de Ética, órgãos fiscalizadores, equilibrados e orientadores, não é preciso que o ato seja flagrante, basta que a intenção e índole sejam.

Ali, deve ser punido até mesmo o crime da alma”. 

Os verdadeiros donos do clube são seus associados e torcedores que  possuem como capital “a história” escrita por homens extraordinários, e isto deve ser preservado implacavelmente para as futuras gerações. Cabe aos homens presentes, orientar a nova escrita no caminho das conquistas, da prosperidade econômica, da probidade administrativa e responsabilidade social. No caso, flagrante, os três personagens estão inseridos em cada etapa do processo, portanto, não podem ser desmembrados.

CMA, Ataíde e Cinira são uma unidade, uma força maciça de ideia, planejamento, razão, e execução. 

Parte 3) – O Castigo: Na obra de Dostoievski, antes de fugir da cena do crime, Raskólnikov também comete, a contragosto, levado apenas pela situação de surpresa, o assassinato de Lizavieta, irmã da velha agiota, pois ela havia aparecido no local inopinadamente. Raskólnikov rouba algumas joias, mas não chega a usufruir desse ganho e, sentindo-se arrependido, enterra-as sob uma pedra. Após tal fato e seus desfechos, o romance relata de maneira detalhista os dramas psicológicos sofridos pelo autor do homicídio que por fim confessa o crime que cometera.

Diante disso, dessa etapa da obra, onde o personagem principal comete outro crime para ocultar o primeiro, e mesmo assim, ainda rouba, apesar de não ser ladrão e de não usufruir deste ganho, o faz apenas para conceder-lhe um álibi à cena do fato, cabe-me a pensar que é crime também efetuar crimes entre si. O crime entre os comparsas não deixa de ser crime, é “o crime de alma, é o crime de intenção, é o crime de quem vive angustiado pela sombra de fazer algo importante, como se isso justificasse a sua má intenção. Este foi o crime de Ataíde. O crime dos indivíduos ordinários, que não mede consequência do peso de sua atitude e que se sobrepõe a qualquer conceito de ética e moral. Os dois parceiros chegaram juntos ao poder, e dependiam um do outro mutuamente, mas um dos lados resolveu se rebelar apenas quando grande parte do plano de poder foi descoberto. 

Portanto é inaceitável defender um dos lados de acusação, e/ou questionarem a decisão emitida pela maioria do Conselho Deliberativo, essa sim, uma decisão SOBERANA.

Ao acolher um dos acusados à sua diretoria, como fez com Ataíde, o Presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, passa a ser parte integrante deste contexto, pois ridiculariza e desrespeita a ação do órgão fiscalizador, fere a ética da casa que ele mesmo tão bem presidiu. Agindo dessa forma, Leco passa a agir como Raskólnikov, tentando “enterrar” as joias roubadas, colocando-as sob uma pedra soberana e intocável. Como se enterrar o crime, vá apagar a intenção, o ato, e “o crime da alma”.

“No decorrer da história, Raskólnikov, visto o fato, o tamanho do crime que ele cometera e as pessoas que sabiam e desconfiavam do ocorrido, mais parecia que não eram as pessoas que o importunavam, mas a sua consciência que sufocava, esfacelava seu íntimo. Mostras de que ele não fazia parte do grupo dos extraordinários, indivíduos nos quais ele considerava capazes de cometer quaisquer crimes, ou infringir regras sem culpa alguma. Por fim, Raskólnikov  é preso e sua pena foi de passar oito anos em uma cadeia na Sibéria”. 

O que se espera do desfecho de um crime, ou delito por menor que seja, é a justiça, o castigo e a punição. Nenhum dos dois ex-amigos cumprirão pena na Sibéria, mas serão torturados pela consciência e solidão que acompanha os acusados. A sociedade sempre vai encará-los com desconfiança e desprezo. Não há mais confiabilidade, ambos não fazem parte dos indivíduos extraordinários.

Por todo envolvimento profissional e fraternal dos acusados, Ataíde e Carlos Miguel, são a mesma moeda, separados por lados opostos, moeda esta que deverá ser esquecida na gaveta da rica história do São Paulo Futebol Clube. E Leco, não tem o direito de jogar “cara ou coroa” com essa moeda que custou muito caro para todos os são-paulinos.

@trihexale

Nota: Os detalhes do envolvimento total do Ataíde, juntamente com o CMA e Cinira, e que foi base de decisão para o conselho de ética você vê aqui:

http://espn.uol.com.br/noticia/596629_em-expulsao-conselho-diz-que-ataide-combinou-comissao-com-cinira?utm_content=buffer43c63&utm_medium=social&utm_source=twitter.com&utm_c

Fiódor Dostoiévski: O autor ficou conhecido por inspirar pensamentos filosóficos, sociológicos e psicológicos que influenciou nada mais e nada menos que: Nietzsche, Sartre, Freud, Orwell, dentre outros. Os flagrantes traços autobiográficos, como a adoração pela mãe, o vício do jogo (O Jogador) e a fidelidade psicológica, bem como os traços estilísticos do autor, colocaram esta obra, entre as maiores da história da literatura universal e, certamente, junto com Os Irmãos Karamazov, garantiram a Dostoiévski a posição de maior escritor russo da história em conjunto com Lev Tolstoy.

cabeçalho Trihexale

O São Paulo está voltando a ser São Paulo?

Quanto tempo que não víamos a nossa torcida tão animada e feliz? Fazia muito tempo mesmo, acabaram as brigas na diretoria, nossos jogadores entenderam o valor de jogar nesse time e vestir essa camisa, olhem a diferença de comportamento:
rib3490                             8503
Hoje eu não colocaria nenhum jogador como uma simples moeda de troca acho que você também não, né?  Antes tínhamos:

  • Centurion
  • Wesley
  • Michel
  • Rodrigo Caio
  • Bruno
  • Carlinhos
  • Thiago Mendes

Entre outros, seja pela qualidade ou pela falta de vontade, hoje temos um elenco com gana, fazendo de tudo para o time ter uma vitória, e isso é incrível, é de encher os olhos, por que há muito tempo não tínhamos algo assim. Talvez, desde o Lucas
Vocês concordam?

Claro, precisamos nos reforçar para o Brasileiro, mas hoje temos um elenco. Outro ponto positivo, foram a contratação de Pintado e a chegada de Cunha para ser o homem forte do futebol. Ambos já estão fazendo a diferença, no nosso vestiário eles passam seriedade, profissionalismo e confiança aos nossos jogadores. É maravilhoso ver um trabalho assim, vamos longe tenho certeza!

Temos que Parabenizar a nossa torcida que tem lotado a nossa casa, fazendo não apenas um caldeirão, porque isso é muito pouco, mas o verdadeiro inferno no Morumbi.
Assim, podemos dizer que temos um estádio infernal quando o Morumbi está lotado. Já temos o MorumTRI agora queremos o MorumTETRA né Amoroso?

torcedores-do-sao-paulo-fazem-festa-no-morumbi-pela-libertadores-1461895717417_956x500

 

 

cabeçalho taty catarina

Papo de Ganso

o_20160324003452_suspenso_ganso_culpa_obrigacao_de_marcar_por_ausencia_no_classico_de_domingo

Olá, prezados amigos e amigas tricolores. Peço-lhes licença para falar um pouco sobre o clube que amamos. Em minha coluna de estréia, antes de mais nada, quero agradecer a oportunidade de utilizar esse espaço tão renomado entre os torcedores do Tri-mundial.

Coluna de estréia, que aliás, será já reclamando. Sim, teria mil motivos para começar elogiando isso ou aquilo, fazendo uma média e tentando causar uma boa impressão, mas históricamente os caminhos mais fáceis são os menos interessantes.

O papo é sobre PH Ganso. O camisa 10 do SPFC, alvo de especulações sobre renovação e continuidade como o camisa 10 do tricolor. Pois bem, amigos. Que se vá!

E digo isso pelo seu histórico. Sempre um jogador que deixa a impressão de que se pode extrair mais. Mas quanto tempo é necessário em qualquer empresa para perceber que um funcionário não irá render na proporção da expectativa que se criou em volta dele? Por que no futebol é tão diferente assim?

Ganso nunca jogou com gana e a tal famosa raça que faz com que até os menos habilidosos tenham espaço nos corações passionais dos torcedores. Não me recordo de uma boa sequência de 5 jogos. Essa atual deve ser a primeira. 4 ou 6 gols já são suficientes para apagar um histórico de fracassos desde 2012? A mim não, me desculpem os ufanistas que beiram o fetiche por uma caneta aplicada em um rival do argentino River Plate. O SPFC merece mais!! Particularmente, detesto jogador que gera em seus admiradores a frase “ai, ta vendo? Se ele quiser mesmo, ninguém segura”, geralmente gritada após uma boa partida ou lance depois de uma looonga sequência de sonolentas atuações. Parece desculpa robótica, artificial e industrializada – “Se ele quiser mesmo”????? Isso não pode ser argumento para que se defenda um jogador.

A soberba muitas vezes alimentada por uma imprensa que não sabe distinguir um jogador mediano que teve uma ótima fase e o trata como um jogador ótimo que está em má fase colabora muito com a empáfia com que joga Ganso. Más fases não duram 3, 4 anos, ok? Que ele tem melhorado, não discuto. São os 5 jogos de sequência já ditos, mas até quando? Jogar acima do restante do elenco atualmente não é uma tarefa que exija nenhuma genialidade. Muito me assusta que sua melhor fase coincida com uma das piores da história do time do São Paulo, alé de me dar um certo desconforto que tudo isso também seja numa época em que se começa a falar de sua renovação de contrato…

Não, meus amigos, não serei apenas o amargo reclamão de tudo em volta desse jogador. Sei de suas qualidades como atleta disciplinado, aparentemente sem problemas em grupo, sem maiores polêmicas e ultimamente bem participativo. Minha critica é em relação ao seu desempenho geral, desde que chegou como grande promessa e continua a ser tratado como tal. E as vezes fazer criticas a um jogador do time é uma demonstração maior de carinho do que apoiar incondicional e cegamente, no meu modo de ver. Mas, como bom torcedor e sabendo me por em meu lugar, continuo torcendo para uma melhora no geral da equipe e, de preferência, que passe pelo seu camisa 10. E que ele saia de vez do status de promessa, já deu tempo.

Obrigado a você que teve a paciência e curiosidade de acompanhar até aqui. Espero pelo seu comentário e que possamos dialogar sempre, trocando ideias e pontos de vista com o intuíto de aprendermos mais sobre o SPFC e sobre nós mesmos. Abraços!

Uma ida sem volta

Olá Amigos, para quem já conhecia o ISTOÉ SPFC ou ainda venha a conhecer, apresento a vocês uma nova fase deste portal independente e sem ligação a nenhum grupo político do SPFC. Para quem não sabe essa é nossa atual realidade, grupos e blogueiros vendidos e tendenciosos. Tudo para o benefício de grupos políticos dentro do SPFC.

Espero que aproveitem a leitura e, os convido a acompanharem nossas colunas diárias com uma nova equipe completamente reformulada e conhecedora do mundo tricolor.

Eu sou o Fúria, ex-comentarista e colunista da extinta web-radio GDM TRICOLOR. Já escrevi muito sobre o São Paulo Futebol Clube e, agora volto esporadicamente trazendo minha visão sobre nosso tricolor do Morumbi.

 

Uma ida sem volta

lugano1111

A fase não é muito boa, jogadores estão desmotivados, a culpa é do técnico, time sem alma, esse Ganso não merece vestir nosso manto, diretoria incompetente…etc.

Estes são alguns dos discursos mais lidos e comentados por aí. E posso afirmar que é tudo balela.

O grande problema do São Paulo é o São Paulo, um time que se acostumou com glórias e a recente e popular “soberania”. Algo que definitivamente deveria sumir o quanto antes da mente de quem administra esse clube.

O São Paulo é um time falido e não bastasse isso é um time que parou no tempo. A gestão do futebol é fraca e pouco entende do assunto.

Estes dois elementos ao meu ver são os grandes vilões da nossa atual fase. Antigamente era possível com um baixo investimento montar um elenco competitivo que no mínimo iria brigar por cada lance de uma partida. Por que falo isso? – Simples, basta procurar em qualquer região do Brasil clubes que fazem boas campanhas nos estaduais e em copas de tiro curto, como a copa do Brasil por exemplo.

O São Paulo precisa mudar sua administração do futebol o quanto antes e se necessário jogar uma bomba lá, para que não sobre nenhum resquício de incompetência. Precisamos de profissionais que coloquem seu nome na “reta” e que vão até o jogador cobrar postura de um funcionário do clube, o que hoje simplesmente não existe no SPFC.

Os jogadores têm sua parcela de culpa, mas nenhum deles teve uma arma apontada obrigando-os a jogarem pelo SPFC. O bem da verdade é que antes de contratar um jogador o que mais se fala hoje é comissão por futura venda. E o quanto eu como dirigente irei ganhar por “n” cláusulas específicas pela vinda do jogador. Vide o caso do Dória, jogador promissor, mas que infelizmente foi só mais um dos jogadores que vieram fazer uma ponte financeira para os “donos do futebol” no São Paulo.

O assunto dinheiro é o que menos precisa ser falado, pois está na cara de todos o São Paulo está quebrado! O São Paulo não consegue fechar um patrocínio, o São Paulo não consegue ter garantias para se profissionalizar.

 

Que me perdoem os adoradores de Abílio Diniz, mas já deu né? Pare de falar e criticar e comece a agir. Parece mais um menino mimado que gosta de falar para sua mãe que o Joãozinho bateu nele.

O São Paulo é um time que não respira mais futebol, não vemos jogadores batendo mais no peito lutando por um título. Por uma conquista pessoal. Quem aqui não gosta de ser o melhor funcionário de sua empresa? Quem aqui não gosta de realizações pessoais? E porque não coletivas?

Quanto mais culpamos um Ganso um Centurion, mais percebo que só estamos participando dessa palhaçada que é o nosso clube. Completamente despreparado para o futebol.

Chegou a hora de profissionalizar, chegou a hora de colocar novamente o futebol em primeiro lugar, para se contratar um jogador tem que ser feito uma análise histórica desse jogador temos que nos cercar que este jogador irá ao menos cumprir seu papel como jogador de futebol.

Temos que parar de se preocupar se lá na frente esse cara irá valer milhões. Está na hora de profissionalizar a categoria de base e fazer com que se forme jogadores no clube e que irão perder sangue se isso se fizer necessário pelo SPFC.

Essa fórmula deu certo em outros lugares e países, e pode ser facilmente implantada aqui, basta ter profissionais dispostos a isso. Se continuarmos com esse discurso patético de culpa de um e culpa do outro estamos apenas assistindo de camarote a destruição total do SPFC.

Ao contrário de outros clubes eu tenho lá minhas dúvidas caso o Tricolor caia para a série B, e volte a série A com facilidade. Para mim caso isso aconteça é uma passagem de ida sem volta e, também o fim de um tradicional clube paulista cheio de glórias.

 

cabeçalho Furia