Cascudo Mas com Algo a Mais.

Bauza

No dia 1 de abril de 2016 eu escrevi uma coluna questionando o nosso treinador. Naquele momento Bauza insistia muito em algumas peças que não estavam rendendo dentro de campo aquilo que poderiam justificar a escalação.

Deixei bem claro que não era o momento para a troca de Paton. Era nítido que o nosso técnico tinha “a cara” da Libertadores. Cobrei veementemente para que essas peças fossem substituídas pois enxergava potencial nesse grupo.

Nunca deixei de frequentar o Morumbi, esse Estádio faz parte da minha vida, da minha criação como ser humano. Mas reparava constantemente na arquibancada um torcedor desacreditado, insatisfeito e com o orgulho atingido.

Mudanças ocorreram, fora e dentro de campo, e após um jogo dramático na altitude, classificamos para as oitavas de final.

Chegamos! E chegamos com muita força!

Força que faz parte dessa camisa de três cores, que enverga varal. Força essa que vem junto com o sacrossanto Morumbi, força essa que vem junto com a paixão do torcedor pela Libertadores, força essa que vem junto com o sangue Argentino, Uruguaio e São Paulino! Uma mistura fatal!

Bauza soube ganhar o grupo lá na altitude, fez as mudanças necessárias e arriscadas (deixou Ganso no banco), recuperou jogadores importantes e transformou um time apático e inseguro em um grupo cascudo, seguro e com qualidade.

O São Paulo F.C jogo a jogo vem quebrando todos os tabus possíveis, mas inimagináveis em 2015.

Mas dentre todos os tabus o que mais me satisfaz é o de grupo unido e guerreiro dentro de campo. Dá muito mais prazer de ir ao Morumbi sabendo que vou encontrar isso em campo.

SPFC

Foi gratificante ver o Maicon e o Rogério discutirem na saída de campo após uma VITÓRIA em um clássico. Foi lindo ver o nosso treinador dizer que GOSTOU disso. Tem que ser assim! Isso mostra que estamos no caminho certo, HÁ CHEIRO DE TÍTULO NO AR!

Que esses jogos do Brasileirão continuem sendo encarados como primordiais para o sucesso na semifinal da Libertadores, o caminho é esse mas infelizmente não podemos esquecer de recuperar fisicamente esse grupo.

Paton treina e conversa com o elenco jogo a jogo do brasileirão, não há metas dessa vez. Tudo é feito em cima de cada jogo.

Mas é óbvio que se respira Libertadores dentro do Morumbi. Bauza e sua comissão técnica sabem disso, vivem isso e passam isso diariamente a esse grupo cascudo mas com algo a mais dessa vez.

Obrigado e saudações tricolores.

Dr1: Torcedor São Paulino que tiver condições, seja ST. Atingimos a marca de 100.000! Isso é espetacular e tudo indica que não teremos venda de ingresso da semifinal para o torcedor comum.

Dr2: Seja bem vindo Christian Cueva!!!

 

 

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EL MORUMBI TE MATA!

 

Respiramos futebol, e por mais que o futebol brasileiro esteja em decadência, continuamos respiramos futebol.

E se o futebol está em nossas vidas, a Libertadores da América está na alma do torcedor São Paulino. Essa paixão surgiu em 1992 com Telê Santana, Raí e Cia. Foram três finais consecutivas, um bicampeonato da américa e do mundo. Um divisor de aguas na história do SPFC. Um divisor de águas na história do futebol brasileiro.

Depois de 1994, foram 10 anos de abstinência.

Quando o time se classificou para a Libertadores de 2004, imediatamente me tornei sócio torcedor. Imaginava a loucura que seria para comprar os ingressos. E não errei. Os três primeiros jogos da fase de grupo no Morumbi tiveram uma média de público de 50 mil torcedores. O tricampeonato não demorou e veio em 2005.

Ao todo foram 18 participações, três títulos (92-93-05) e um amor doentio por essa competição.

Só uma paixão como essa do torcedor São Paulino é capaz de mudar a postura de um time, é capaz de dar alma a ele, é capaz até de reviver alguns bons jogadores. E foi isso que assistimos ontem. Raça, união, vibração, intensidade, técnica e quatro gols de jogadores que vinham sendo criticados pela imprensa esportiva e parte da torcida.

Antes do jogo começar, a imprensa esportiva sem cor, e muitos sem cérebros, enalteciam o adversário a ser enfrentado. Li algo como “time chato”, “time difícil”, “favorito a passar para a próxima fase”, “2×1 Toluca” e etc.

Depois do jogo: “time fraco”, “lutaria para não cair para a série A2 do Paulista”, “Preferem o campeonato mexicano que a libertadores” e etc.

Que mundo vivem esses “profissionais” da imprensa esportiva?

Não conhecem a história recente do SPFC nesta competição?

Que postura patife é essa?

Respeitem essa história!

Respeitem essa camisa!

E digo mais, vai ser duro ganhar do SPFC dentro do Morumbi, nessas condições, nesse campeonato.

Dr1: O maior reforço do ano chama-se Estádio Cicero Pompeu de Toledo – Morumbi. #ElMorumbiTeMata!!!

Dr2: Bauza achou seu time, deixem ele trabalhar.

Dr3: Me preocupa e muito a qualidade dos árbitros da Commebol.

Dr4: Cunha e Pintado também fazem um bom trabalho.

Enfim um time… com alma.

spfc

Quarta feira, 13/04/2016, o SPFC vai a campo enfrentar o River Plate da Argentina pela fase de grupo da Libertadores da América 2016.

O Morumbi recebe os dois gigantes da América do Sul a altura, com um público de 51 mil pessoas. Recorde de público na competição.

O atual campeão da Libertadores entre em campo em uma situação muito mais confortável na tabela, líder de seu grupo. Já o time de Paton, mesmo com sinais de evolução, oscila muito no ano e sabe que uma derrota decretaria sua eliminação no torneio.

Jogo de gigantes, jogo pegado,  com a cara da Libertadores.

E quando a bola rola, não poderia ser diferente. Muita luta em campo e três pontos importantíssimos para o Tricolor do Morumbi.

Sobre o jogo: pude observar um SPFC aguerrido em campo e consistente em todos os setores. Bauza finalmente parece ter encontrado seu time.

Não gosto de falar individualmente de cada jogador mas hoje vou abri algumas exceções.

Que partidaça fizeram Bruno, Maicon, João Schmitd, Hudson, Ganso e Calleri. Bruno fez sua melhor partida com a camisa tricolor, Hudson parecia ter encarnado Pintado, o camisa 25 correu demais, um monstro! João Schmitd melhorou muito a qualidade de saída de bola do time, tem passe melhor que a dupla que vai jogar na Bolívia. Calleri mostrou a garra de sempre e foi matador. Paulo Henrique GANSO, correu muito, lutou, marcou, deu assistência (mesmo sem querer vale), deu chapéu, driblou, arrancou, regeu o meio de campo com maestria. Que o SPFC renove logo com esse Gênio da camisa 10 e que isso ocorra antes da convocação para a Seleção Brasileira.

Não vou falar de detalhes do jogo, como também não vou falar sobre quem não foi bem pois vivemos uma semana cheia de decisões, chegou o momento de apoiar, incentivar.

Mas quero falar do espírito que os jogadores levaram para campo na última quarta feira. Finalmente o torcedor pode ver alma, garra, união, enfim um SPFC que o torcedor espera, que Paton procurava, um time digno de vestir a nossa camisa.

Jogar a última partida em La Paz não será nada fácil, mesmo precisando de um empate, será o ponto mais difícil de ser conquistado. Bauza tem a difícil missão de jogar três decisões em 9 dias, sendo o terceiro jogo numa altitude desumana. Se tudo der certo, quatro jogos. Eu não pensaria duas vezes em escalar os reservas em Osasco. Ótima oportunidade para os jogadores mostrarem quem tem condições de permanecer nesse elenco. Obrigação é classificar mesmo com os suplentes.

Quanto ao jogo de quinta feira em La Paz, outra batalha, a mais difícil do ano, mas dessa vez vamos mais fortes e confiantes. Aposto nas duas classificações pois finalmente temos um time… com alma!

Dr.1: Quero elogiar Diego Lugano pela sua humildade, mostrou a todos como um cara de grupo deve se comportar quando não atuar em determinada partida. Além disso poderá cobrar qualquer um que não agir dessa mesma maneira.

Dr.2: Calleri, Maicon, Kelvin e Mena foi o Gustavo quem trouxe, tá ?

Dr.3: Seja bem vindo Guna (@guna004) ao excelente time do Isto é SPFC.

Dr.4: Escalariam os titulares no domingo em Osasco contra o Audax?

Amor a camisa só o torcedor tem.

 

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Antes de iniciar minha coluna, gostaria de agradecer ao pessoal do ISTO É SPFC pelo convite e me apresentar brevemente aos leitores.

Meu nome é Fabio Castello Branco Augusto, nasci São Paulino no dia 15/06/1976, filho de pais São Paulinos, irmão do Guna (o mesmo do opinião tricolor), esposo da Rosana e pai do João.

Joguei futebol, amador e profissional. Tive o privilégio de participar do jogo inaugural do CCT da barra funda em abril de 1988. Sim, joguei no São Paulo Futebol Clube, era capitão do time social. Jogava de volante, n◦5 na camisa, era elogiado pela raça e pela técnica, gostava de fazer gols. Lembro que as pessoas na época diziam que eu gostava dos jogos difíceis, os “clássicos”. Gostava de ganhar, não admitia perder. Aos 13 anos fui chamado para integrar também a equipe do centro de treinamento, na época teria que abandonar a escola ou estudar a noite. Meu pai não permitiu. Meu sonho terminara ali.

Após a negativa de meu pai só me restava estudar. Formei-me médico em 2003, fiz residência em ortopedia e traumatologia. Depois fiz mais um ano de medicina esportiva e cirurgia de joelho. Em 2009, fui acompanhar alguns especialistas de cirurgias de joelho em Chicago, Cleveland e Nova York. Voltei para o Brasil e inaugurei meu consultório em 2010, que permanece aberto até hoje.

Agradecimento e apresentação feitos, vamos falar de SPFC.

Quero falar de atitude, quero falar de alma e dessa vez vou falar só dos jogadores. Esses que tem o privilégio de vestir a camisa mais linda do mundo, camisa que enverga varal.

Jogador de futebol, como todo profissional, tem que gostar do que faz, tem que ter prazer em jogar bola e principalmente, não deveria admitir perder. É lógico que as derrotas acontecerão mais devem servir de aprendizado, devem doer no peito. Se isso não acontecer, dificilmente esse jogador vai evoluir na carreira, será medíocre do inicio ao fim.

No futebol, de hoje, só a vitória importa! Foi-se o tempo que tinha que ganhar e jogar bonito. Futebol Brasileiro hoje é resultado. Um ou outro time vai jogar bem.

Um grupo vencedor é formado por vários fatores, mas principalmente por jogadores tem o mesmo e único objetivo de vida: GANHAR! SEREM CAMPEÕES! Eles devem entender que o sucesso e o dinheiro são consequências disso.

Os jogadores atingiram status de intocáveis após a lei Pelé, os clubes viraram reféns deles e de seus empresários. Eles decidem se vão continuar ou não em um clube, o caso Kiesa é apenas mais um dentre vários. Mesmo com as análises feitas pelos dirigentes antes das contratações, ninguém pode previr como um despreparado intelectualmente (jogador) vai agir dentro do clube no dia a dia. Basta aparecer um entrave mais sério que os empresários tiram o jogador de um clube (a pedido do próprio atleta) e colocam em outro, moral da história: mais luvas, mais comissões e mais um clube prejudicado. Infelizmente não são todos os empresários que trabalham de maneira séria visando o melhor para o clube e para o seu cliente.

Estão acabando com os clubes do futebol brasileiro permitindo que essa Lei permaneça em vigor.

O jogador precisa ter a consciência de que o clube é muito importante para a sua carreira, valorizar e aprender a amar a camisa que é responsável pelo seu sucesso e pela independência financeira de sua família. Defendê-la como defenderia um filho. Entender que qualquer vitória é importante, que um título é conquistado diariamente no centro de treinamento. Esse modo de pensar não pode deixar de existir e deve ser levado ao campo. Isso é fundamental, mas para que isso ocorra é necessário caráter, união, atitude e alma.

Via muito isso até o final da década de 90, início da lei Pelé. Não vejo isso nos grupos de jogadores do SPFC há muito tempo, desde 2008. Vi um pouco disso durante a curta passagem de Kaká. Vejo relances disso em alguns jogos. Não sei se falta união, mas faltam alma e atitude nesse grupo. Sem isso ficará difícil se classificar para as oitavas de final da taça libertadores.

Ps1: Sobre o jogo de quarta feira afirmo que a responsabilidade por esse pífio resultado é 100% dos jogadores e do treinador. O time do bairro ganha do Trujillanos na Venezuela.

Ps2: Infelizmente recebi o troféu do CMA.

Ps3: Vamos ver como esses jogadores acomodados do SPFC vão reagir com a troca da diretoria.

Dr. Fábio

cabeçario 960 270