Pós Jogo, SPFC vs Coritiba: Retornamos à 1985

O placar não foi o mesmo, mas a dor da derrota é exatamente a mesma. Em um longínquo  09 de março de 1985, o SPFC tropeçou para o Coritiba pelo placar mínimo, No Morumbi, em jogo válido pelo segundo turno do Brasileirão daquele ano. Heraldo foi o nome do jogador que marcou o tento.

Ontem, após 32 anos após, revivi a mesma dor, uma derrota para o mesmo time, quando o SPFC tinha plenas condições para vencer.

Não consigo fazer a análise daquela partida, mas lembro-me de estar com meu pai no carro, e pela vaga lembrança que tenho, estávamos indo (ou voltando) do Mc Donald`s.

Os fatos me vêm à memória de um modo meio bagunçado, mas me lembro bem, quando o SPFC tomou o gol. O narrador do rádio gritou pelo feito, sua voz ecoava dentro da minha alma, machucando cada centímetro pelo que passava, deixando uma cicatriz irreversível. Foi, a primeira derrota marcante que presenciei do Mais Querido. Naquele momento, eu descobria que o time que me encantava tanto, iria me machucar pela vida toda, pois, o esporte é de vitórias e derrotas. Também, naquele momento aprendi que o time se chamava Coritiba e não Curitiba. Aprendizado real, do qual jamais nos esquecemos.

Mas, por outro lado, consigo analisar a partida de ontem. O SPFC não foi tão mal. Dominou o primeiro tempo, parece ter cansado e fez um segundo tempo “normal”. Da mesma forma que jogou contra o Grêmio, também no Morumbi. Passes curtos, de lado, com poucas bolas agressivas, etc.

O Tricolor poderia, e deveria, ter matado o jogo ainda nos primeiros 45 minutos de jogo. Não o fez. Muito criticado (em demasia, para meu ponto de vista), o lateral Bruno conseguiu fazer duas excelentes jogadas, a primeira desperdiçada por Marcinho, a outra, por Rodrigo Caio (não foi bem um  DESPERDÍCIO, talvez uma imprecisão). O lateral direito conseguiu dar um apoio bacana, mas, com isso, deixou as costas abertas, espaço que deveria se ocupado por um dos volantes.  Veja-se, não estou aqui exaltando o Bruno, não. Não sou cego, mas, também não posso crucificar um jogador, quando ele não é o maior culpado, mormente, quando ele fez jogadas importantes.

E assim foi o primeiro tempo, com gols desperdiçados pelo Tricolor, o que não afasta os elogios que merece o arqueiro do Coritiba, quem, para mim, foi o melhor jogador deles.

Mas, quem não faz, toma.

O Tricolor não fez. Tomou. Bruno, novamente ele, fez uma penalidade no jogador rival, Rildo. Uma falta infantil, que merece TOTAL reprovação. Bruno tem que se lembrar que não está no campeonato alemão, onde jogadas como essa passam “despercebidas”.

A falta foi totalmente desnecessária e ocorreu. Sem chororô. Foi falta, ele projeta o corpo, braço e perna para impedir a passagem do atacante, acertando-o, inclusive.

Depois disso, o SPFC “morreu”, tomou outro gol e conseguiu diminuir.

Fim de jogo.

Li ontem que Renan teria falhado no segundo gol. Uma bobagem sem tamanho. O goleiro vem representando, mesmo com algumas falhas, e, ontem, não teve culpa no gol.

Agora, mais que nunca, temos que apoiar o clube, ficar com essa vibe de criticar não vai ajudar.

#UnidosPeloSPFC

Aurelio Mendes – @amon78

 

 

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