Mito sempre, Mico jamais

Olá meus caros amigos leitores e torcedores do Mais Querido, ontem o SPFC demitiu um dos maiores, senão o maior, ídolo do clube, Rogério Ceni. O que, para mim, foi um erro, algo que beira a mediocridade.

Todos sabemos que o SPFC não está fazendo uma boa temporada, fomos eliminados de campeonatos importantes e estamos lutando para não cair no Brasileirão. Sim, tenho ciência disso. É algo patente, mas, eu não condeno Ceni, não na medida que muitos culpam.

Rogério Ceni veio com uma proposta diferenciada, queria colocar em campo uma equipe mais compactada, que atuava em maior pressão, diminuindo os espaços, principalmente quando “jogava” sem bola e que fosse mais agressiva e incisiva. No pouco tempo que estudou na Europa, Ceni trouxe uma bagagem que poderia ser ideal, se nossos jogadores não fossem tão limitados e “preguiçosos” (alguns deles).

Ceni, claro, tem muito caminho para trilhar, mas se a diretoria, com base no intuito eleitoral, resolveu trazer um ídolo para dirigir o time, que o deixassem trabalhar. Se por um lado, as inovações de Ceni trouxeram algumas complicações, como – por exemplo-  a limitação física de seus jogadores, certo é que o ambiente interno, as “crises” plantadas pela mídia e a instabilidade do elenco (representada por vendas e compras de jogadores) tornaram essas complicações em verdadeiros problemas.

E, aí que entra a maior crítica, a diretoria furtou de Ceni a possibilidade de trabalhar com um elenco maior e melhor, tudo em prol, mais uma vez, da necessidade de justificar seus próprios erros.

Se Ceni, enquanto jogador, era alguém irretorquível e intocável, como técnico, não possuía o mesmo salvo conduto, ao revés, foi cobrado em demasia por situações que não geraram o mesmo grau de cobrança a técnicos como Osório e Bauza.

Mais uma vez, na história, a proteção destruiu a própria proteção.

Ceni não ficou muito aquém de seus antecessores, os quais não foram poucos, eis que o SPFC teve mais que uma dezena de técnico desde 2012. É muita instabilidade técnica para um clube do tamanho do Tricolor.

Não estou aqui para defender Ceni acima de qualquer coisa ou para praticar o denominado “Cenismo”. Quem me conhece, sabe, sempre critiquei o jogador quando havia motivo. Se ele falhava, eu criticava, sem me ater ao “ele tem crédito”. Então, isso já justifica meu ponto de vista, estou defendendo o que testemunhei, um técnico inovador que fora ABANDONADO pelo clube no momento mais importante.

Não me esquecerei que vi, com Ceni, um time com uma proposta diferenciada. O que não via há anos.

Ceni será Mito sempre, Mico jamais. Ele não foi tão ruim como muitos estão falando. Cortaram um sintoma, não o problema. Mas, quem sabe estou errado e, com Dorival, o SPFC passe a voar em campo. O que duvido.

Aurelio Mendes – @amon78

 

 

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