Rogério Ceni, seu trabalho é um M1CO

Nação tricolor,

Rogério Ceni, na verdade, não é técnico. Ele é uma máquina de estatísticas ambulante, que nas horas vagas “treina” um clube que já foi a maior do Brasil e do Mundo: o São Paulo Futebol Clube. Hoje, nosso tricolor caminha para um abismo sem fim; e a culpa disso também é do torcedor.

Na fatídica noite de ontem (11), o São Paulo foi eliminado para o “poderosíssimo” Defensa y Justicia em pleno Morumbi. No estádio, o time também perdeu para Cruzeiro e Corinthians. Foram 3 eliminações em menos de um mês de “trabalho” de Rogério Ceni. Não bastasse só o futebol vergonhoso, pífio, sem vontade nenhuma que o time apresenta, o torcedor ainda tem que ter paciência para ouvir Ceni dizer que o importante não são as eliminações, e sim as estatísticas que ele insiste em frisar em suas coletivas: 70% de posse de bola pra lá, 400 passes certos pra cá, melhor ataque do Paulistão e blá-blá-blá. Ainda há torcedores que insistem em dizer que o São Paulo está em “reconstrução”. Essa reconstrução é tão longa que me parece obra do governo.

O São Paulo parou no tempo. E não foi só a instituição, o torcedor também. Nos últimos dez anos, o Tricolor conquistou três títulos (isso mesmo, três – dois campeonatos brasileiros, em 2007 e 2008, e a Copa Sul-Americana em 2012). Enquanto os maiores rivais se reergueram de rebaixamentos, construindo estádios, ganhando títulos, o torcedor são-paulino virou as costas para o futuro para contemplar o que foi conquistado no passado. O hino do clube faz total sentido agora: “as suas glórias vêm do passado”.

O principal argumento, ou até falácia do torcedor é dizer “tenho três libertadores, três mundiais, nunca fui rebaixado”. Legal. Vamos colocar as libertadores, os mundiais e os ‘não-rebaixamentos’ em campo. Se o São Paulo vencer o jogo, o argumento é válido. Caso contrário, é hora de entender que o time não é mais o mesmo. Não é o São Paulo de glórias, de conquistas. Não é mais o todo Soberano.

O “papai Ceni” está sendo bancado no São Paulo somente pela sua idolatria como goleiro. Eu duvido que qualquer técnico no Brasil continuaria no cargo após três eliminações. O pior não é a permanência de Ceni no cargo, e sim sua arrogância e prepotência em achar que ele possui uma ótima equipe, que todos os adversários são inferiores ao time que ele comanda. O torcedor precisa entender que nenhum jogador é maior que a instituição. Os três volantes continuarão. A posse de bola de 70% continuará. Porém, uma coisa foi embora e não continuou: o respeito pelo SPFC.

Só há um modo de Rogério Ceni provar que ainda continua ídolo após sua aposentadoria: repensar seu trabalho, sua filosofia e entender que o que está fazendo não é bom. Sua aventura como técnico, para mim, já deveria ser encerrada para preservar o que ele foi dentro de campo. Que ele continue falando de suas preciosas estatísticas, mas que seja fora do São Paulo.

 

 

cabecalhoJoao spfcf

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