Ceni criou impasse de R$ 5 mi ao SPFC?

Olá meus caros amigos leitores e torcedores do Mais Querido, hoje, dia 20 de março de 2017, o site “globo.com” postou uma notícia cujo título é: “Tricolor busca solução para impasse de R$ 5 mi causado por Ceni”.

Ao ler a matéria, soube que a notícia se refere ao fato de que Rogério Ceni se recusa a utilizar camisa de treino do SPFC com o logo da empresa Corr Plastik  nos jogos da equipe na temporada, obrigação que estaria expressa no contrato entre o clube e a empresa.

Embora a diretoria não trate o tema como uma negativa do técnico, ela foi informada pelo próprio Rogério de que ele preferiria usar roupa social.

O SPFC tenta um acordo com a patrocinadora, deixando com que a empresa colocasse no peito do uniforme principal sua logomarca.

Mas, o centro do texto não  é esse, mas a resposta para a pergunta: Rogério Ceni criou ou não o impasse?

Na letra fria dos textos, podemos concluir que sim, pois “não custaria ao Rogério usar a camisa. Mesmo porque, é empregado do clube, de modo que deve deixar sua vontade de lado e atender os anseios da coletividade.”

Mas, entendo que a questão não reside só nesse aspecto.

Certo é que Ceni é mesmo empregado do SPFC. Também é indubitável que há um contrato firmado entre SPFC e a patrocinadora. Mas, o que há que ser definido é, o SPFC poderia obrigar seus funcionários a utilizar camisa com a logomarca da patrocinadora?

Essa não é a única pergunta que deve ser feita, mas também se o SPFC poderia negociar em nome do Rogério. Sim ou não?

A situação é complexa, ainda mais se levarmos em consideração o fato de não termos os contratos em mãos.  Mas, isso não nos proíbe de opinar.

Comumente nenhuma empresa obriga que o clube faça com que seus técnicos utilizem suas marcas. Luxemburgo, um dos precursores do terno, é um exemplo disso.

Mas, no caso, há uma especificidade: a “marca” Rogério Ceni, o M1to, o maior goleiro-artilheiro.

Se por um lado está a obrigação do empregado em cumprir com o que determina o seu empregador, o clube, por outro temos, em Rogério Ceni, um nome, uma marca que, hoje, é autônoma no mercado.

Vocês já se perguntaram o quanto vale o nome do Rogério?  Em ter um produto vinculado a essa santidade do esporte?

Então, de acordo com o caso em concreto, creio que o SPFC NÃO poderia exigir que Rogério utilizasse camisa com o patrocínio.

Se essa opinião está certa, só os contratos irão dizer, mas que não há como “culpar” Rogério como pretende o site, não há.

Aurelio Mendes – @amon78

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