Álvaro Pereira e o disse que me disse

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Parte da torcida do São Paulo chega a me espantar pela falta de coerência, pois, para ela, tudo pode para alguns e nada para outros. As medidas e pesos são desiguais dependendo de quem esteja envolvido. Getersons da vida pagam, e sempre pagarão, por isso, mas, para os Álvaros Pereiras, o preço nem sempre é cobrado.

Isso ficou mais uma vez claro após ter sido vazada conversa entre o jogador e representantes de um time rival. No lobby que o jogador estava fazendo para tentar vestir a camisa do outro clube, Álvaro chegou a dizer que queria “f os bambis”. Atitude repugnante e reprovável, ainda mais por ter sido praticada por alguém que dizia ser grato e honrar o Manto Tricolor, o time que – de fato – o colocou na vitrine do futebol.

O fato está comprovado. Em grupos de whats, eu dizia “é verdade, eu recebi um print”. Amigos me pediram cópias, alguns duvidaram, mas, horas depois, apareceram prints da conversa. E aí meus caros, que surge minha indignação: os fãs do jogador, que pouco fez de fato com a camisa do SPFC, acabaram criando teses da “conspiração” em proteção ao jogador, afirmando tratar-se de montagem.

Mas, não era montagem. Tanto não era que Álvaro não mencionou qualquer possibilidade de acionar judicialmente o veículo de comunicação que deu a notícia em primeira mão. Claro que, se fosse uma informação mendaz, a indenização seria pesada, pois MANCHOU de forma irretorquível a imagem de um jogador, pessoa pública, ainda mais com um time que ele dizia amar.

Qualquer perícia poderia comprovar a mendacidade da conversa. A quebra do sigilo telefônico e do aplicativo do jogador, também poderia demonstrar a verdade. Seria fácil.

Mas, ainda assim, há aqueles que querem defender o jogador. Por mim, tudo bem. Nada muda, a não ser o respeito que tinha pela pessoa, a qual, inclusive, sempre me atendeu de forma educada e amistosa.

Pereira pisou na bola. Não adianta se retratar como Neilton fez.

Para mim, não adiantar “matar e pedir desculpas”. O peso é o mesmo. A reprovabilidade da conduta é a mesma, seja ela praticada por Getersons, Neiltons ou Álvaros.

E que eles “sejem” felizes onde estiverem.

Aurelio Mendes – @amon78

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