Qual a solução para o São Paulo?

Faz um tempo que toda a situação vivida pelo São Paulo incomoda o torcedor, gerando uma cobrança enorme sobre dirigentes, jogadores e comissão técnica. Toda a fragilidade administrativa dos últimos anos culminou em uma crise financeira que impossibilitou a formação de um elenco ao menos razoável para esse ano. Pra piorar, sabendo dessa dificuldade, não houve um planejamento decente. Vendemos peças fundamentais sem reposição programada. O resultado está aí, uma campanha no Brasileirão sofrível, que põe o torcedor numa posição desconfortável.
Em meio ao turbilhão, o São Paulo trouxe Marco Aurélio Cunha, nome querido pelo torcedor, dando uma esperança de ver as coisas mudarem em 2017. Ao mesmo tempo, trouxe Ricardo Gomes, técnico inicialmente defendido por esta colunista, que não encontra mais argumentos para lutar pela permanência dele no comando tricolor.
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O São Paulo vem, desde 2009, com uma sucessão de erros de planejamento, seguidos de pequenos acertos que hora ou outra nos dão esperança de ver o tricolor brilhar novamente. A situação financeira é nebulosa para o torcedor, que sonha com um elenco forte para 2017, sem saber se o dinheiro disponível pode pagar a conta. O mistério e sigilo nas negociações, prática sempre defendida pela Diretoria, antes nos passava a impressão de que aqueles que comandam o São Paulo sabiam o que estavam fazendo.
Hoje, o que parece é que estão perdidos, e o “mistério” esconde a inércia e incapacidade de colocar os pés no chão e traçar um planejamento claro e objetivo. Gostaria de ver uma comunicação mais clara entre clube e torcedor, mostrando o que de fato acontece, o que é possível para o momento, qual o planejamento de longo prazo, e qual o papel esperado da torcida nesse período. Afinal, estamos aqui para apoiar nas horas boas e ruins, mas para existir apoio faz-se necessária transparência.
Vencida essa etapa, é preciso se concentrar nas quatro linhas. Com o que podemos pagar, o mínimo que se espera é uma comissão garantida para trabalhar num longo prazo com tranquilidade. Se não podemos ter para o momento grandes craques, que ao menos exista organização tática, um excelente trabalho de condicionamento, e aplicação nos fundamentos básicos.
Com a falta de craques se entende a ausência de dribles desconcertantes e passes fantásticos. Mas não se entende erros de passes curtos, cruzamentos, escanteios e até lateral. Não se entende falta de aplicação por parte do elenco e dedicação extra nos jogos. Quando não se tem talento, paga-se com esforço acima da média. É assim que a coisa funciona.
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Ainda há tempo de iniciar um trabalho em 2017 que recupere o São Paulo a médio prazo, devolvendo ao torcedor aquele time que impunha respeito ao adversário. Por hora, é preciso admitir que esse respeito se foi, desaprendemos, e precisamos de humildade e paciência para planejar, trabalhar, e recuperar o tempo perdido. É preciso mais que um reforço, mais que um novo técnico. Precisamos de uma nova forma de administrar os problemas. que promova mudanças significativas, com muita superação. Se desejamos resultados diferentes, não podemos fazer uso das mesmas fórmulas.
Isabelle  Guerini – Torcedora apaixonada
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