Crise no São Paulo, ou crise geral?

Em meio a uma crise no São Paulo, o torcedor não sabe ao certo se já chegamos ao fundo do poço, ou se ainda restam algumas surpresas nas rodadas que estão por vir. A Diretoria nos passa “tranquilidade”, ou tenta. Se apegam ao fato de existirem “times piores que o São Paulo”, portanto com maiores chances de rebaixamento. Mesmo sem saber se esse é o fundo do poço, uma pergunta permanece latente na cabeça do torcedor: Onde nós fomos parar?

Gostaria de ousar, levando essa discussão a outro patamar: Onde o futebol brasileiro foi parar? – Essa pergunta surge por diversos motivos. Primeiro, times consagrados e conhecidos por estarem sempre no topo da tabela estão hoje sendo solidários com o tricolor, e dividindo conosco o terror de um possível rebaixamento. São os casos de Cruzeiro e Internacional.

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Além disso, é notável a falta de constância nos times que hoje estão no G4. Mesmo Palmeiras, Flamengo e Atlético Mineiro, times na briga pelo título, possuem fragilidades claras em setores específicos. Ninguém “sobra” no campeonato, ninguém encanta, e isso alerta para algo preocupante. Será que o futebol brasileiro está a cada ano pior? Será que os times de uma forma geral alcançaram uma mediocridade tamanha que nos acostumamos com um baixo nível de espetáculo?

Sabemos que o Brasil já sofre com uma safra modesta de jogadores revelados. Exceto pelo Neymar, nenhum jogador é notadamente a estrela de um grande clube europeu. E se os que hoje estão fora do país refletem o que de melhor temos, o que sobrou para nós, pobres torcedores que acompanham o brasileirão? Anos atrás sobravam os medianos, aqueles que ainda nos davam esperança de um ou outro lance digno de aplauso. Foi aí que sofremos com o assédio dos chineses, árabes e norte americanos, que levaram o que restava, nos deixando com o que temos hoje.

Assim, sobram caneladas e erros de fundamentos básicos, como lançamentos, escanteios, passes com 2 metros ou menos, e se brincar até lateral estão errando. Coitados dos técnicos, que deveriam trabalhar noções táticas mas precisam constantemente exercitar nos jogadores fundamentos que eles já deveriam dominar. E se não trabalham esse lado nos jogadores, sofrem por não conseguir por a tática em prática.

Sonho seria se ao menos existisse mais seriedade na administração dos principais clubes no Brasil, a ponto de conseguirmos segurar nossas poucas revelações por mais tempo, dando aos torcedores um espetáculo que merecemos, mas não vemos faz uns anos. A realidade é outra, e a tendência é que os jovens talentos (mas nem tanto), saiam cedo, deixando por aqui esse festival de mal tratos com a bola. Sorte nossa que hoje existe a TV a cabo, que nos permite acompanhar alguns bons jogos e lembrar que ainda existem aqueles que sabem como tratar a bola como ela merece.

Isabelle Guerini – torcedora apaixonada

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