STA 1 x 2 SPFC: São Paulo vence no Arruda e afasta má fase

Chávez fez dois e abriu as portas do segundo turno para o São Paulo

Chávez fez dois e abriu as portas do segundo turno para o São Paulo

Para enfrentar o Santa Cruz, no Recife, o São Paulo entrou em campo com técnico novo, formação nova e a velha necessidade de recuperar-se no Brasileirão. O Santa, ainda mais necessitado pelos três pontos, desde o início partiu para cima, mas, apesar do volume, praticamente não chegava à meta de um São Paulo bem montado, que apostou no contra-ataque para. E deu certo. Em duas jogadas, a bola sobrou para Chávez, que, com dois gols, abriu as portas para a vitória.

A partida começou muito pegada. Muitas faltas, principalmente do São Paulo, que segurava os ímpetos do Coral pernambucano. Apesar de aparentemente ter mais volume de jogo, o Santa mal chutou em Denis no primeiro tempo. Já o Tricolor Paulista, quando chegava, chegava com perigo, como aos 22/1Tº, em Chávez, na meia-lua, fez o pivô e ajeitou para Hudson que chegou de trás, enfiou o pé, mas o goleiro do coral espalmou para escanteio.

À medida que os minutos passavam o São Paulo crescia gradativamente na partida. Começava a se soltar, até que, aos 38/2Tº, Cueva recebeu na esquerda, viu a passagem de Mena na linha de fundo, o chileno cruzou e Chávez meteu a cabeça na bola para abrir o placar.

VOLANTES MAIS PARTICIPATIVOS

João Schmidt fixou mais fixo à frente da zaga, Thiago Mendes atuou mais pela esquerda e Hudson na direta

João Schmidt fixou mais fixo à frente da zaga, Thiago Mendes atuou mais pela esquerda e Hudson na direta

André Jardine mudou a formação do São Paulo: entrou com 3 volantes. João Schmidt ficou mais à frente da zaga e realizou um bom trabalho de distribuição de bola e marcação. Mais à frente, Thiago Mendes pela esquerda, que fez boas jogadas aproximando-se de Mena e, sem um camisa 10 articulador, Hudson oscilou entre o centro e a meia-direita, marcando e chegando ao ataque em diversos momentos.

Com Schmidt fixo, Thiago Mendes e Hudson, sem deixar de contribuir na marcação, puderam chegar mais ao ataque. Boa mudança de Jardine que, na ausência de um articulador, adiantou seus volantes, assim como preza o futebol moderno.

Ainda que os volantes tenham feito boa partida, a premente a necessidade da diretoria do São Paulo contratar um articulador, uma vez que Cueva está mais para atacante, que parte do meio em velocidade, que um criador.

2º TEMPO

Para o Santa Cruz, perdido por 1, perdido por 10. Pouco importava para um time que jogava diante de sua maravilhosa torcida e rasteja na zona de rebaixamento. Voltou com tudo. Em menos de 10 minutos, duas jogadas perigosas: cobrança de falta na meia-lua e tabela entre Grafite e Keno, que terminou com chutaço de Derley.

Na segunda etapa, o São Paulo era um time espremido na defesa, esperando mais uma bola para um novo contra-ataque, que chegou na medida, aos 18º/2T, quando Kelvin pegou uma bola bem no centro do meio-campo, percebeu que Cueva corria na esquerda, lançou em profundidade, o peruano recebeu, avançou e, dentro da área, tocou para Chávez que, aos trancos e barrancos, trombando com o zagueiros do coral, a bola terminou dentro das redes.

O Santa Cruz sentiu o segundo gol. Cinco minutos depois, aos 23/2ºT, Chávez na ponta esquerda, outra vez trombando, conseguiu interligar uma bola à frente para Cueva, que partiu livre em direção ao gol, mas, cara a cara, bateu para grande defesa de Thiago.

Jardine fez três substituições na segunda etapa: aos 24, tirou Cueva e colocou Luiz Araújo; aos 27, Chávez para dar lugar a Gilberto (que quase nada fez); e, aos 32, Thiago Mendes, exausto, para entrada de Wesley.

Dois minutos depois da última substituição, Arthur, do Santa, avançou pela ponta esquerda, Luiz Araújo esqueceu a bola, deu um tranco no atacante, cometendo pênalti.

O que poderia estar tranquilo não fosse o gol que Cueva perdera, poderia ter se complicado, não fosse mais uma defesaça pontual de Denis, que saltou para evitar o gol de Grafite em cobrança de pênalti. Mais uma vez Denis tem papel decisivo no placar final da partida.

Se o estádio do Santa tem o apelido de Arruda, nada mais apropriado para um goleiro que vem, rodada a rodada, tentando se livrar da zica que se instalou desde o início do ano e quase o tirou do Tricolor Paulista.

Mesmo desperdiçando o pênalti, o Santa seguiu atacando. Não tinha mais nada a perder. E, aos 38/2ºT, vacilo da marcação, Bruno Moraes ganha disputa de bola à frente da área, toca para o bom Keno na meia-lua, o atacante teve tempo para girar e bater com precisão no canto da meta de Denis, que não pode fazer.

A partida poderia ter sido encerrada com um golaço de Wesley, que, aos 48/2ºT, em saída errada do Santa na defesa, pegou a bola no meio, partiu em direção à meta do coral, passou por um, mas na hora de tirar do goleiro e entrar com bola e tudo, tocou forte demais e a bola se perdeu na linha de fundo.

A Chávez para a vitória foi um atacante rompedor, com presença de área, e diante da ausência de um articulador, a maior ocupação numérica, com três volantes, que não se limitaram a marcar, mas também a chegar no ataque e construir jogadas encostando no laterais e em Kelvin na direita.

Denis teve atuação decisiva, em belíssima defesa de pênalti cobrado por Grafite

Denis teve atuação decisiva, em belíssima defesa de pênalti cobrado por Grafite

 

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