Sem criatividade, inofensivo e vacilante, SPFC perde para o Grêmio

Centurión foi a síntese do futebol inoperante do SPFC contra o Grêmio

Centurión foi a síntese do futebol inoperante do SPFC contra o Grêmio

O jogo foi feio. O São Paulo, ainda mais. Acuado, com um buraco no meio-campo e sem capacidade criativa, que deixou o ataque no isolamento, o São Paulo segurou a pressão até os 7 minutos do segundo tempo, quando o Grêmio pegou a bola na linha central, avançou livre, Bolaños tabelou com Maicon, que recebeu na meia-lua, bateu cruzado, Denis rebateu e a bola sobrou no jeito para Douglas enfiar o pé, estufar a rede e marcar o gol da partida.

O Grêmio, desde os minutos iniciais, povoou o meio-campo, jogou livre no setor, impedindo qualquer tentativa do São Paulo fazer a bola chegar ao ataque. Matou o jogo ali, no centro.

Thiago Mendes e Wesley não marcavam, nem criavam. Com isso Gilberto ficou isolado no ataque. As poucas jogadas do São Paulo rumo à meta gremista aconteceram pelas pontas, com Michel Bastos, principalmente em uma jogada aos 35/1T, quando recebeu a bola na esquerda, avançou, abriu para Cueva, que viu o avanço do camisa 7, colocou-o na frente do gol, mas na hora da batida foi travado por Geromel.

Pela ponta esquerda, Centurión, em meio a um São Paulo deprimente, novamente foi o destaque negativo da equipe. Nas poucas, parcas e ralas bolas que chegaram aos seus pés, o afobado argentino enroscava-se com a redonda e as jogadas não davam em nada. Patón só o sacou do time aos 33 do segundo tempo, quando o Tricolor paulista há tempos parecia jogar com um jogador a menos.

A insistência de Patón com Centurión, ainda mais com a existência do bom garoto Luiz Araújo, não encontra explicações no péssimo futebol apresentado pelo argentino, nem no horóscopo, nem na metafísica. Centurión, titular, nem Freud explica…

Denis, outra vez muito bem na partida, que já havia defendido dois chutaços de fora da área no primeiro minutos, reflexo do vazio do meio-campo do Tricolor paulista. O primeiro tempo terminou simbolicamente aos 47, com mais um chute, de Bolanõs, em que Denis voou e espalmou.

2º TEMPO

Bauza não alterou o São Paulo para o segundo tempo. O Grêmio também não alterou a pressão imposta aos paulistas na primeira etapa. O gol parecia mesmo questão de tempo, e veio logo aos 7, em jogada que sintetiza o São Paulo, vazio no meio, que dava liberdade para o adversário avançar tranquilamente, construir jogadas, chegar ao gol.

Tabela de Bolanõs com Maicon (ex-SPFC), que bateu cruzado na entrada da área, Denis – sem culpa – rebateu e a bola sobrou açucarada para Douglas encher o pé.

Merecido. Não que o Grêmio tenha praticado um bonito futebol, longe disso, mas ao menos foi o time que buscou, a todo o momento, jogar bola.

Além do vácuo no meio-campo, a jogada do gol gremista contou com o vacilo-luxuoso de Mena, outro que, há tempos, vem construindo avenidas pela esquerda. Na partida de hoje, inaugurou mais uma, agora, em Porto Alegre e ainda conseguiu o feito de ser expulso.

Depois de abrir o placar no comecinho do segundo tempo, o Grêmio seguiu impondo seu ritmo e sua pressão. Em contrapartida, o São Paulo manteve-se na defensiva, sem poder de reação, sem poder de articulação, sem criatividade em uma tarde de futebol inofensivo e vacilante. O São Paulo, distante do título, precisará de contratações consistentes para almejar, ao menos, uma vaga na Libertadores-17.

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