O futebol levou falta

Esperávamos ansiosamente há 49 dias pelo jogo de ontem. Passamos todo esse tempo imaginado como seria e, principalmente esse semana, nós são paulinos não falávamos em outra coisa. O nervosismo tomava conta da gente, afinal não é sempre que curtimos uma semifinal da Libertadores. Essa em especial, teve um gostinho bem diferente, pois nosso time chegou desacreditado no campeonato e saiu como o único brasileiro classificado até o momento, com uma apresentação heroica contra os mineiros.

Começamos a partida colocando muita pressão sobre o Nacional. O time estava com 11 jogadores em campo e com mais de 61 mil torcedores com todo o seu coração empurrando nossos guerreiros. O São Paulo foi um até os 15 minutos do primeiro tempo, marcando em cima, não deixava o time adversário passar do meio-campo. Mantendo a posse de bola e um clima quente com o apoio do torcedor, mantivemos o adversário acuado. Tínhamos o controle, e mal dava pra acreditar que do outro lado estava o bom time do Atlético Nacional. Incrível que, nesses primeiros minutos, Ganso e Kelvin não fizeram tanta falta. Mostra que os maiores talentos são menos necessários num time equilibrado e agressivo. Chegamos ao gol adversário algumas vezes, mas sem sucesso. Talvez, com mais 10 minutos de pressão teríamos aberto o placar.

esporte-futebol-libertadores-sao-paulo-atletico-nacional-20160706-033-original

De forma inexplicável, a partir daí o São Paulo foi outro. Nosso rendimento caiu, recuamos a marcação dando espaço para o toque de bola do adversário. Não havia mais pressão, havia um jogo morno nos moldes que o Nacional queria. O time perdeu também velocidade de ataque, fatal já que passamos a roubar as bolas com menor frequência, e bem mais atrás. A falta de velocidade e movimentação reduziu o nosso poder de fogo. Deixamos de ser uma ameaça e não demorou muito para o adversário se adaptar e gostar do novo ritmo de jogo. O Atlético Nacional aproveitou a oportunidade e cresceu. Marcou bem nossos jogadores e chegou ao gol, por sorte encontrando sempre uma zaga bem armada.

Voltamos nos segundo tempo bem diferente do primeiro. Não chegamos a dar grande pressão no time adversário, e eles se aproveitaram disso para prender mais a bola e aparecer na partida. Tivemos algumas oportunidades de abrir o placar, mas o problema da finalização ainda assombra o tricolor. Ganso e Kelvin nesse momento fizeram muita falta. O primeiro nos ajudaria a manter a posse de bola no meio-campo e nos daria esperança de ver algum passe mágico. Já a velocidade do Kelvin carregando a bola poderia ter feito a diferença, trazendo a movimentação que precisávamos e tirando o adversário da zona de conforto.

59736603_Maicon-of-Brazil27s-Sao-Paulo-reacts-after-getting-the-red-card-during-their-2016-Copa-Liber

Para piorar nosso cenário, Maicon que na minha opinião estava sendo o melhor dentro de campo, em uma atitude infantil foi expulso e nesse momento o São Paulo que até então segurava o resultado, se apagou. O time que costumava não se entregar, sentiu a saída do capitão. Ficamos extremamente vulneráveis e tomamos dois gols seguidos, que complicaram nossa situação na Libertadores. Alguns atribuem isso a uma substituição do Bauza, que optou por colocar Hudson em vez do Lugano. É bom lembrar que os dois gols sofridos foram com toque de bola rápido do Nacional, e não de bola alta. Além disso, temos no Hudson uma qualidade maior em desarme e contra ataque comparado ao Lugano. Não acho que perdemos pela substituição, perdemos pelo emocional.

Sabíamos que não seria fácil enfrentar o Atlético Nacional, mas acreditávamos e continuaremos acreditando até o fim. Podemos vencer lá? Podemos. Quem sabe se esse São Paulo dos 15 primeiros minutos aparecer durante os próximos 90. O São Paulo que nos encantou com a postura agressiva, sem deixar o adversário passar do meio campo. Vamos ter que ir pra cima, o que nos deixará numa posição vulnerável. Mas com a marcação “mordida” no início da última partida, temos condições de vencer e conseguir a classificação. Jogar com a técnica e o coração juntos, esquecer a parte física, mostrar que o time azarão da Libertadores não entrega os pontos assim fácil.

Isabelle Guerini – Torcedora Apaixonada

cabeçalho isa

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s