The Dark Side of the Moon – Pink Floyd – 1973 – Back InTime Tricolor by Paulinho Heavy

The Dark Side of the Moon – Pink Floyd – 1973

 Back InTime Tricolor by Paulinho Heavy

Galera,

Antes de mais nada, gostaria de dizer que me sinto muito lisonjeado em ser convidado para fazer parte do Isto É SPFC. Possuidor de uma extensa ficha corrida e serviços prestados em prol de todos os assuntos pertinentes ao bom e velho rock’n roll, ao São Paulo Futebol Clube, etc.  É uma honra e um prazer poder, mais uma vez, dividir e compartilhar impressões pessoais e informações coletadas ao longo dos tempos, não só no futebol. Afinal, rock’n roll é cultura, são paulino gosta e não ocupa espaço. Vamos lá…

floyd spfc

Após o lançamento de alguns álbuns de relativo sucesso de vendas e crítica, com o nome e a carreira já consolidada em meio aos monstros sagrados do rock progressivo nos turbulentos, lisérgicos e criativos anos 70, os executivos da gravadora EMI esfregavam as mãos e faziam planos para mais um lançamento do Pink Floyd.

Entretanto, jamais poderiam prever, que extrapolando todas as expectativas mais otimistas, teriam em seu catálogo, um dos quatro maiores campeões de vendas da indústria fonográfica de todos os tempos. Nada mais, nada menos que o emblemático e instigante “The Dark Side of the Moon”.

 Ao adentrarem os estúdios Abbey Road no meio do ano de 1972, com apenas alguns temas instrumentais que sobraram de trabalhos anteriores, Roger Waters (Baixo/Voz), David Gilmour(Guitarra/Voz), Rick Wrigth (Teclados/Voz) e Nick Mason (Bateria) acabaram desenvolvendo um repertório dotado de uma atmosfera densa e com uma sonoridade única e inovadora, tendo como fio condutor, todas as neuroses sofridas pela alma humana.

Temas como alienação (Breathe), ansiedade (Time), isolamento (Us and Them), ambição (Money) e insanidade, está sendo retratada como a única alternativa para a fuga da realidade (Brain Damage) e tendo como principal fonte de inspiração, o espectro de seu ex-guitarrista e fundador da banda, Syd Barret que havia sido afastado por problemas psicológicos causados pelo uso maciço de drogas.

Com a supervisão de mixagem a cargo de Chris Thomas e contando a valorosa participação de Alan Parsons como engenheiro de som, a banda pode exercitar com liberdade e sem censura, de toda a sua criatividade e virtuosismo necessários para tornar o álbum, uma verdadeira obra de arte sonora (apesar de ter sido gravado em módicos 16 canais), tornando-se indispensável em qualquer coleção de audiófilos mais exigentes.

Utilizando-se mais uma vez, do sistema de som Quadraphonic, que permitia agregar a percepção sonora de profundidade à lateralidade já conhecida e proporcionada pelo som Stereo, algo semelhante ao Surround Sound tão difundido e celebrado nos dias de hoje, o Pink Floyd incorporou de forma brilhante e pioneira, efeitos sonoros e mensagens subliminares, realçando ou dando a devida dramaticidade ao contexto da obra, criando-se assim, uma inovadora perspectiva de percepção sonora, que a partir de então, tornou-se um referencial sendo amplamente utilizado em todos os segmentos artísticos da área musical até os dias de hoje.

Desde março de 1973, data de lançamento deste trabalho, The Dark Side of the Moon continua atual e arregimentando novas gerações de fãs e surpreendendo com os seus números, recordes e lendas. Foram mais 40 milhões de cópias vendidas ao redor do mundo e é o único a constar no Guiness Book of World Records, o famoso livro de recordes mundiais, como o álbum de maior permanência na história fonográfica a figurar por 591 semanas (11 anos e 4 meses) ininterruptos na lista dos 200 mais vendidos da revista Billboard e 741 semanas (15 anos e 4 meses) oscilando entre entradas e saídas desta lista.

 Por ocasião da comemoração dos 20 anos (1993) e 30 anos(2.003) do The Dark Side of the Moon, foram lançadas edições comemorativas com as capas ligeiramente rejuvenescidas da originalmente criada pelo estúdio Hipgnosis e que fora aprovada de forma unânime, dentre as várias concebidas e apresentadas aos quatro componentes da banda, por ocasião da escolha da planificação visual do trabalho, em apenas dois minutos. Coincidências a parte, uma chama a atenção pelo inusitado.

Recentemente, algum maluco descobriu que The Dark Side Of the Moon sincroniza milimetricamente e de forma assustadora, do começo ao fim, como trilha sonora do filme O Mágico de Oz (1939) instaurando-se uma polêmica em nível mundial difundida através de fãs-clubes, grupos de discussões e sites especializados (The Dark Side Of Oz  http://www.everwonder.com/david/wizardofoz/#conclusion) que explicam com riqueza de detalhes, em como proceder para obter o resultado desejado, além de tecerem comentários sobre as cenas do filme em sintonia com as músicas e letras  do álbum. Para visualizar o filme, basta procurar no You Tube a versão integral

O fato é que a banda, adotando uma inteligente estratégia de marketing, nunca se pronunciou a respeito, fomentando ainda mais, dúvidas relativas ao assunto. Vale a pena conferir. E para finalizar nossa viagem da  Back in Time deste mês, deixo aqui a última frase ouvida em fade-out do The Dark Side of The Moon. O resto, é puro silencio :

“There is no dark side of the moon really. Matter of fact it’s all dark.” …

Te vejo no Morumbi.

Um abração, Paulinho “Still Alive and Well” Heavy – É NOISE !!!

P.S.: quer assistir o jogo em pé? Ok, você pode, mas procure os degraus mais altos da arquibancada e respeite o tricolor que quer assistí-lo sentado.

Ficha Técnica

01 – Speak to me (Mason)

02 – Breathe (In the air) (Waters-Gilmour-Wright)

03 – On the run (Gilmour-Waters)

04 – Time (Mason-Waters-Wright)

05 – The great gig in the sky (Wright)

06 – Money (Waters)

07 – Us and them (Waters-Wright)

08 – Any color you like (Gilmour-Mason-Wright)

09 – Brain Damage (Waters)

10 – Eclipse (Waters)

Produzido por Pink Floyd

Gravado no Abbey Road Studios,Londres

Entre Junho de 1972 e Janeiro de 1973

Engenheiro – Alan Parsons

Assistente – Peter James

Supervisão de mixagem – Chris Thomas

Saxofone em “Us and Them” e “Money” – Dick Parry

Solo vocal em “The Great Gig In the Sky – Clare Torry

Backing Vocals – Doris Troy,Leslie Duncan,Liza Strike,Barry St.John

Paulinho Heavy foi apresentador do Som Pop/Tv Cultura,vocalista do Inox, produtor musical ,idealizador e fundador da Metal Tricolor,a primeira torcida roqueira do país e principal responsável pelo lançamento do Iron Maiden no Brasil entre outros. Siga o Paulinho Heavy no Twitter @Paulinho Heavy

 

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