Cadê você aí no sofá? E no estádio?

idolos

O SPFC de forma, no mínimo, polêmica fez uma chamada para os torcedores do clube que não comparecem ao estádio. Uma ação que foi polêmica, a qual aproveitarei nesse texto.

Senão vejamos.

Costumo me questionar até que ponto as redes sociais e a internet foram benéficos para os clubes de futebol, precisamente para o SPFC. Isso porque, temos milhões de técnicos de futebol diariamente, comentando minuto-a-minuto, nas redes sociais sobre escalação, sistema tático,  alterações, etc.

Isso impõe uma pressão insuportável para o clube, não há como agradar todos, mesmo porque toda unanimidade é burra.

Mas, esse não é o cerne da questão, o que vejo são verdadeiros especialistas sobre futebol, a ponto de muitos “conhecerem” a grande maioria dos jogadores.

SPFC contratou Maicon. Imediatamente iniciou-se uma discussão: “Ele é excelente”, “jogador dúbio”, “jogador bad boy que gera muitas confusões”, etc.

Videos começaram a pulular na internet com lances do jogador. Me pareceu que havia “especialistas sobre Maicon” nas redes sociais.

O mesmo ocorre com  Cueva. Mormente após ele ter feito um golaço (com patente falha do zagueiro) por sua seleção.

É assim e me parece que sempre será.

Mas, o torcedor de hoje, com pálio nas redes sociais e na internet, meios pelos quais as informações brotam como se fossem coelhos, em kilos de palavras jogadas no ar, deixou de realmente entender o que é o futebol e o SPFC.

Tanto é assim que a grande maioria da torcida é imediatista, quer saber das informações antes mesmo delas serem publicadas e, quando o furo vaza pelo ralo, são os primeiros a questionar quem trouxe a informação.

Por seu turno, um fenômeno está destruindo a história dos clubes, o esquecimento dos ídolos.

Diz nosso hino “suas glórias vêm do passado” e, com base nisso, o Istoé SPFC adotou colunas especiais como o “Dentre os Grandes és o primeiro”, “Nossas glórias vêm do passado”, “O mundo mágico de Oz-elin”, “Almanaque Soberano”, etc. Por seu lado, o #OpiniãoTricolor sempre investe seus programas para resgatar craques e ídolos do passado, já passaram por lá: Rojas, Dario Pereyra, Oscar, entre tantos outros.

Então, o fato é que, os blogs e sites até tentam fazer sua parte, mas a torcida, ao invés de procurar conhecer a história do próprio clube e, por via reflexa do futebol, prefere ficar gastando horas diárias com “furos”, previsões de futuro, numerologia e a cornetagem. Fatos esses que estão fazendo com que o torcedor DESCONHEÇA nossa essência, nossa história.

Se dedicarmos alguns minutos diários para ouvir cada ídolo praticamente esquecido, teremos um conhecimento ímpar e deixaremos de compartilhar asneiras como aquela criada por Milton Neves de que “Vampeta criou o apelido de bambi”.

Além disso, podemos aprender com quem já fez a história, para, assim, opinar de forma consistente sobre quem está com as canetas nas mãos.

Não podemos fazer um compromisso sem compromissados, não há clube grande sem história, não há história sem ídolos.

Não estou a criticar Maicon, Cueva, Kelvin, Lugano, mas o provável fato de que em algumas décadas, quiçá anos, as futuras gerações não saberão que foi o zagueiro que ajudou a resgatar o verdadeiro espírito Tricolor.

cabeçalho Amon

 

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