Esperança em Três Cores

Queria agradecer muito pela repercussão do meu primeiro texto aqui no IstoÉSPFC. Foram inúmeras visitas ao site, comentários no meu Twitter, algumas discussões em grupos de Whatsapp. Fico muito feliz que o texto tenha despertado em você algum tipo de reação, seja favorável ou não. Meu grande objetivo é contribuir para que seu pensamento seja formado, conhecendo todos os lados da moeda.

Muitas coisas aconteceram de lá pra cá, não é mesmo? E, incomum ao que vinha rolando no clube, mais coisas positivas do que negativas. A melhor delas: SOMOS SEMIFINALISTAS DA AMÉRICA PELA DÉCIMA VEZ!!! Orgulhe-se torcedor tricolor. É um grande feito, ainda mais depois de superar um bom time Mexicano, o Toluca, com uma atuação de gala no infernal Morumbi e, depois disso, contrariando a grande maioria das projeções, passando por um fortíssimo Atlético Mineiro em pleno Horto.

Vou picar os assuntos em subitens, ok?

Quartas de Final – Teste para Cardíacos, Amigo.

Que quartas de final, ein? O primeiro embate foi, digamos, pouco empolgante, apesar de um lindíssimo Morumbi, lotado, com uma energia incrível. O Morumbi tem se mostrado o grande diferencial são-paulino. As mais de 60.000 vozes carregam o time, tornam os jogadores maiores, com muito mais vontades, incansáveis. Um jogo pegado, truncado, de poucas chances de gol, mas com um São Paulo melhor. As poucas chances que ocorreram foram do lado Tricolor. Denis não fez defesas, apenas um susto em um gol bem anulado de Lucas Pratto. O Tricolor rondou mais as traves do Vitor. Uma cabeceada raspando do Calleri, em outro lance, Hudson, por centímetros não faz o gol em bola desviada por Ganso de cabeça. Quando o jogo caminhava para o zero a zero, o contestado Wesley, que faz um ano muito bom e entrou bem demais nesse jogo, sofre falta. Ele mesmo, perfeitamente, cobra, para um jogador desviar de cabeça e explodir o Templo Sacrossanto. Um jogador que era dito como carta fora do baralho. Um jogador execrado por muitos, descartado. Um jogador, ainda bem, sabiamente isolado, e em um belíssimo planejamento da diretoria tricolor, recuperado, pouco a pouco, e mesmo contundido, entrou no segundo tempo daquele jogo, para desviar a bola de cabeça e contribuir demais para a classificação tricolor: Michel Bastos.

O Lance do gol retrata bem como o futebol deve ser tratado: Conscientemente. Por emoção, talvez o batedor e cabeceador lá não estariam mais. Ainda bem que a razão prevaleceu.

O segundo jogo, ao contrário do primeiro, eletrizante. Em 14 minutos 3 gols, dois do adversário e um do Tricolor. Dele, que talvez mais merecesse o tento: Maicon. Que zagueiro temos em casa, amigos. Garra, técnica, vontade de vencer, compromisso. Bela e grata surpresa, desconhecido por nós, ainda bem, não pelo Gustavo, que, surpreendentemente, além de trazê-lo tirou-o exatamente do rival Atlético Mineiro. Cartada de mestre. Quase 100 minutos de taquicardia, tensão absurda, emoção a flor da pele. Contra um sonoro “Eu Acredito”, o clube da Fé. E não há nada mais forte que a fé de um São-Paulino. Passamos, merecidamente. 

Bauza

Talvez o maior acerto do Gustavo. Vale lembrar que nosso executivo trouxe, além do treinador, Mena, Lugano, Kelvin, Calleri e Maicon (Kieza também). Todos, sem exceção, de enorme importância para o elenco. Temos 4 titulares e um jogador que transcende as quatro linhas.

Bauza me impressiona. Não só por ter o time e o elenco nas mãos, coisa dificílima em tempos recentes. Não só por ter dado um padrão de jogo ao time, independente de quem atue. Não só por ter trazido de volta um incrível Paulo Henrique Ganso. Não só por não se alterar, por não perder o foco, por ser um cara centrado. Bauza, me parece, sabe o que vai acontecer. Bauza deu ao time, ao grupo, um sentimento são-paulino. Bauza deu consciência, não só tática, mas individual também aos jogadores. Quem acreditaria que, ano passado, ou em qualquer ano anterior, o time fosse reagir tão bem a dois gols tomados fora de casa em jogo decisivo? Bauza trabalhou todas as hipóteses para o jogo no Horto. Sair ganhando, perdendo de um ou de dois. Bauza traz a arquibancada para dentro das 4 linhas. Bauza agiganta seus jogadores. Bauza fez transcender um sentimento tricolor que uniu Presidência, Diretoria, Funcionários, Elenco e Torcida, todos juntos, dentro de um Morumbi imbatível. O treinador merecer todos os méritos.

Leco

O presidente surpreende positivamente até aqui. Tomou conta do São Paulo Futebol Clube. No seu estilo, pouco centralizador, de diálogo, de dividir responsabilidades, mas de se impor quando necessário. Bela entrevista ontem (24/05/2016) no Bola Da Vez da ESPN. Fico com a impressão que o São Paulo vai achando seu caminho novamente, aos poucos, sabendo o que é prioridade para a situação que o clube enfrenta. Leco fez suas mudanças, rompeu com o Sr. Abílio Diniz, demitiu o CEO (esse era um assunto a ser melhor explicado na entrevista), opinou incisivamente sobre as punições de Carlos Miguel Aidar e Ataíde Gil Guerreiro, demitiu Milton Cruz, trocou Ataíde de cadeira, Trouxe Luís Cunha, Pintado, definiu claramente as funções de cada um, além da de Gustavo, agora respaldado e com a confiança necessária. Recebe a oposição, discute os assuntos, aparentemente pondo o São Paulo em primeiro lugar. Claro que comente seus erros. Política é complicado, acomodações se fazem necessárias ainda mais em um clube que o ego das pessoas é tão inflado.

Futuro

Que a gente siga sem nenhum favoritismo. Que a gente siga sendo o azarão, o pior brasileiro da Libertadores, eliminado na primeira fase, depois nas oitavas, depois nas quartas. Tenho convicção que seguiremos um time aguerrido, que devolverá sempre na mesma moeda o que receber do adversário, um time que não abaixa a cabeça, que luta, que se impõe e que se preciso, morrerá em campo. Um time que para ser batido terá tirado sangue e suor do adversário. Um time que honrará a história e a tradição do São Paulo

Nosso adversário nas semi, o Atlético (mais um) Nacional da Colombia, ex time do Profe Osório, apesar de ter uma perspectiva de perder jogadores é muito forte e sim é o favorito. Precisamos do Morumbi como nunca. Precisamos do primeiro jogo demais. Precisamos de cada um de você, torcedor. 66.000 nas arquibancadas, 18 milhões espalhados pelo Brasil, com toda a enérgica focada e direcionada ao Morumbi. Alías, aqui vai uma dica: se você pretende ir ao jogo e não é sócio torcedor, vire agora. Termine de ler o texto e se associe. Não sobrará ingressos para quem não for sócio. A venda esgotará antes de ser aberta ao torcedor não sócio. Não bobeie.

Estreamos bem no campeonato brasileiro ganhando fora de casa do Botafogo. Depois, perdemos no Morumbi, embora não merecermos a derrota. Hoje temos um jogo difícil contra o Coritiba, fora de casa, com um time diferente, mas que me inspira toda confiança. Bauza acerta de novo em poupar e curar os jogadores combalidos. Há clássico no final de semana e, no frigir dos ovos, o jogo que importa, e o da semifinal da Libertadores.

Reforços e Negociações

Imagino a cabeça do Gustavo nesse momento. Aliás, como vibrou nosso executivo com a classificação na Libertadores, ein? Não é segredo que nos conhecemos. Troquei mensagens com ele logo depois do jogo, ele lá no vestiário do Independência, respondeu meus parabéns falando em amor e carinho pelo Tricolor. E pensar que teve gente que divulgou que ele era Corinthiano… Que vergonha, viu.

Gustavo tem que manter Maicon, em uma negociação dificílima. Maicon se identificou com o São Paulo, mas, com suas atuações e postura, se valorizou. O Clube possui situação financeira difícil, e, vejo com acerto, não querer abrir mão totalmente de “jovens minas de ouro”. O jogador quer ficar e sabemos que isso pesa muito em negociações no futebol. O Porto, seu clube, joga muito duro. Há que se ter muita paciência para acertar todos os movimentos nessa negociação que será um jogo de xadrez.

Além disso, o time precisa de mais um zagueiro, com qualidade para jogar. Há a necessidade de repor Calleri, caso ele vá embora. Um lateral, direito, seria bem-vindo. Um volante marcador também. Será que teremos um tricolor diferente nas semifinais da Libertadores? Será que chega um “Amoroso” da vez? Gustavo vive o São Paulo, trabalha demais pelo clube. Montou o time desse ano sem, praticamente, por a mão no bolso. Se eu tivesse que apostar, apostaria em um tricolor reforçado para o decorrer do ano.

É isso gente, eram muitos assuntos e tentei discorrer sobre todos eles. Quero a opinião de vocês. É o que mais importa para mim. Vamos debater, sigam-me no Twitter e expressem sua opinião. Meu twitter é o @guna004. Vamos em frente com essa grande vibração, gente. Muito obrigado a todos. Beijos nas meninas e abraços nos rapazes.

 

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7 pensamentos sobre “Esperança em Três Cores

  1. Sensacional Guna.
    Texto completo, passa por todas as águas sem impedir que o leitor dê um precioso mergulho.
    Honrado com sua presença na equipe, pois só nos enriquece.

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  2. Muito bom o texto Daniel, espero que o nosso tricolor continue sendo o azarão, e que a força de uns junto ao talento de outros surpreenda esta mídia vendida!

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