Istoé Entrevista! – Roger Moreira

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Em meados de 1.956, nascia em São Paulo um dos maiores ídolos do rock nacional, Roger Rocha Moreira.
São Paulino praticante e com uma consciência política única, Roger nos mostra a cada dia que não é apenas uma personalidade mundial, mas um cidadão que se preocupa com o futuro do país.
Chegou a trabalhar como personal trainer, cursar arquitetura, mas pelo bem da cultura, optou por liderar a banda Ultraje a Rigor, a qual pode ser vista no talk Show, The Noite, no SBT.
Roger tem medo declarado de avião, prefere se deslocar com auxilio de ônibus.
Por ser Tricolor fanático, Roger faz questão que o Ultraje toque em alguns shows o hino do SPFC em versão rock and roll. Seu fanatismo justifica a utilização do termo ~Tricolor~ nos refrões da música Pelado, no Acústico MTV da banda.
Assim, e com muito orgulho que o IstoéSPFC apresenta para vocês a entrevista exclusiva com esse ídolo Tricolor.

Perguntas:

IstoéSPFC:  Roger, ser superdotado alterou seu modo de vida?  Sua personalidade?

Roger: Bom, certamente. Mas eu não vivo pensando nisso. Eu nem sabia até os 18 anos.

IstoéSPFC: Você estudou arquitetura, mas abandonou. Isso lhe causa algum arrependimento? Você tem vontade de retornar à faculdade?

Roger: Não. Seria legal ser arquiteto formado, mas as decisões que tomei certamente foram melhores. Não tenho a menor vontade de voltar à faculdade.

IstoéSPFC: Como você começou na música? Como surgiu o Ultraje a Rigor?

Roger: Profissionalmente, tocando flauta, em 1977, já que meu pai me impedia de ter uma guitarra. Toco violão desde os 8 anos de idade mais ou menos, sempre gostei de música. O Ultraje surgiu depois de eu ter morado um ano e meio nos EUA, meio como um hobby, que acabou dando certo.

IstoéSPFC:  Em 2012 o Ultraje a Rigor se envolveu  no projeto “O Embate do Século: Ultraje a Rigor vs. Raimundos”. Como surgiu a ideia desse disco? Como foi gravá-lo?

Roger: A idéia surgiu do produtor do disco, Rafael Ramos. baseado em projetos similares no exterior. Foi muito divertido gravar, acho que os Raimundos e nós tivemos abordagens parecidas do rock, em épocas diferentes.

IstoéSPFC: Nos anos 90, Mike Patton deu uma entrevista afirmando para a MTV que o Rock havia morrido. De lá para cá, muitas bandas surgiram e mostraram que essa era uma afirmativa equivocada. Mas, atualmente, parece que o cenário é outro. Enfim, na sua opinião, o rock está morrendo?

Roger: O rock é como o Jazz, não vai morrer. Muita coisa pode entrar em sua mistura, assim como no jazz. Mas, tal como o jazz, pode ficar fora de moda.

IstoéSPFC: O Ultraje a Rigor participou de um cenário musical muito politizado, nos anos 80/90 era comum termos bandas com músicas de protestos. Você acha que falta esse lado político e de conscientização na música nacional? No caso da resposta afirmativa, qual o motivo?

Roger: Sim, falta. O foco hoje é muito egocêntrico, a arte fica em segundo plano. Além disso, não há tanta necessidade já que a censura acabou. Falta idealismo.

IstoéSPFC:  Essa sua conduta politizada vem servindo de exemplo no país. O papel do artista está mudando, deixando apenas de ser aquele proposto originariamente (cantar, atuar, interpretar)?

Roger: Acho que mudou ao contrário. Minha atitude é a mesma dos artistas dos anos 60 e 70. E 80, no Brasil. Num país satisfeito e saudável, preocupar-se apenas com a arte deveria ser o foco. Poucos inclusive associam a palavra artista a seu sentido original, o de fazer arte. É muito narcisismo, até em quem faz política.

IstoéSPFC: Como se discute política dentro do Ultraje? Todos têm visões iguais ou também se tem debates e divisões como, hoje, vemos pelas ruas do país?

 Roger: Sim, estamos todos do mesmo lado, embora com intensidades diferentes. O espectro gira em torno do liberal de centro.

IstoéSPFC: Como o Ultraje a Rigor concilia a agenda entre shows e o Talk Show, “The Noite”?

Roger: Na verdade, desde que o The Noite começou, ainda com o Agora é Tarde, na Band, Eu venho me concentrando mais no programa do que nos shows. É minha realidade agora. As viagens são muito cansativas e meus objetivos são outros.

IstoéSPFC: Como você vê o SPFC atualmente (fora e dentro de campo)?

Roger: Capenga, inconstante. Vitórias assombrosas alternadas com derrotas humilhantes. Difícil.

IstoéSPFC: Se você fosse o presidente do SPFC, o que mudaria no cenário atual? E se você fosse presidente da República?

Roger: Provavelmente precisamos de mais contratações. Se eu fosse presidente da república investiria principalmente em educação de qualidade. A meu ver, a falta dela é a razão de todos os outros males.

IstoéSPFC: Você canta o hino do SPFC hora ou outra em seus shows. A banda é toda São Paulina (O Klein não manda em nada, risos) ou são obrigados?

Roger: Não, cada um torce para um time. Mas só o Kleine leva o futebol a sério. Eu mesmo, não ligo tanto.

IstoéSPFC: Quais são os planos para o Ultraje a Rigor?

Roger: Isso que estamos fazendo. Continuar no programa, que adoramos fazer. Não temos mais ambições artísticas, embora nada impede que eu queira um dia lançar material novo. Acabamos de lançar um disco de versões instrumentais no estilo surf music. Existe apenas na versão digital para download, na Apple, Google, Spotify, etc. Chama-se “Por que Ultraje a rigor – Vol. 2”

IstoéSPFC: Deixe um recado para nossos leitores.

Roger: Saudações tricolores. Queiram-me bem que não lhes custa nada!:)

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