O futebol é o mesmo de sempre, mas falta algo.

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Olá meus caros amigos leitores torcedores do Mais Querido, a cada novo dia vejo que é comum os torcedores se manifestarem de forma nostálgica acerca do nosso glorioso time.

Atletas do passado são lembrados a cada segundo, alguns – inclusive – são desejados pela torcida para que vistam a camisa atual e possam nos representar de forma escorreita e dar exemplo para a “molecada” que sobe da base e que está se profissionalizando.

Ocorre que, nesses debates, sempre fico com o pé atrás, não por ser indeciso ou “Maria vai com as outras”, mas por acreditar que novos atletas podem – de fato- vestir a camisa do SPFC sem maiores problemas, pois são tecnicamente comparáveis aos atletas do passado.

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Podemos fazer um exercício rápido.

Pensem no seu time favorito de todos os tempos. Não! Não é para você montar um time, mas para você escolher uma determinada equipe.

Por exemplo, para mim, o melhor time de todos os tempos foi aquele de 1.985 e 1.986; para muitos o time do Telê de 1.992, para outros, o de 1.993, etc.

Então, com o time eleito, analise jogador por jogador e verá que pelo menos um deles é mais fraco que um atleta do elenco atual.

E qual o propósito desse exercício?

Demonstrar para vocês, leitores, que nenhum time é perfeito, sempre há uma(s) peça(s) que fragiliza o conjunto. Isso nada mais comprova que há jogadores do futebol moderno que tem mais técnica do que atletas do passado.

Ok, isso é o óbvio ululante. Então esse texto não serviu para nada?

Não é isso.

Agora é a hora de uma outra pergunta: se o futebol tem atletas hoje melhores ou iguais àqueles do passado, por qual razão não se vê mais aquele futebol mágico, empolgante?

A resposta é simples: pelo fato de faltar amor, orgulho e honra dos jogadores em relação com os clubes.

Isso pelo simples fato de que a Lei Pelé veio para favorecer o jogador e ferrar com os clubes e, até hoje, nada foi feito para mudar esse cenário.

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Os jogadores atuais pensam muito em jogar na Europa para cada vez mais receberem maiores salários.

O dinheiro e o poder ditam as regras do esporte.

Não há mais aquela bravura com orgulho e suor em campo.

O verde do campo não é mais formado por grama, mas por grana, representada por dólares ou euros.

Os jogadores gostam do estrelato, da mídia, da badalação.

A garra e o orgulho em disputar uma bola e procurar a vitória já não mais existe. Então, para quem vê uma partida de futebol, tem a nítida impressão de que está vendo um monte de robôs ou semoventes, cada vez mais capacitados fisicamente, correndo atrás da bola.

Não há emoção, feeling, sentimento.

O futebol de hoje é a ópera sem som, o caderno sem letra, a poesia desconexa e sem rima, o quadro sem tinta, o coração sem vida.

E os envolvidos não percebem que cabe exclusivamente à eles a pintura dessa tela em branco, sem sentimento, sem brilho. Cabe unicamente à eles.

Então que eles despertem de seus confortáveis sonhos de cinema, para colocarem os pés no chão, sujá-los de lama e terra e, enfim, jogar para valer.

No fim do arco iris há o pote de ouro, mas só lá no fim.

Aurelio Mendes – @amon78

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