A humanidade tinha salvação, o futebol

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Olá meus caros amigos leitores torcedores do Mais Querido, todos estamos testemunhando a “evolução do tempo” com a consequente degradação do mundo e da humanidade. Quanto mais a tecnologia avança, maior é a ganância e birra da humanidade. Cada vez mais o dinheiro vai dominando o mundo, escorrendo o mar de sangue e desgraça pelos quatro cantos do mundo.

Políticos corruptos, guerras religiosas, busca pelo poder, ganância, pecado, luxúria, terremotos, vulcões, tsunamis, realmente os exemplos do que foi dito acima são inúmeros, para não dizer, inesgotáveis.

As redes sociais demonstram que as relações estão cada vez mais supérfluas e fugazes, o respeito diminui, e o mundo continua a girar no tic-tac do tempo.

Mas, quando pensamos que está praticamente tudo perdido, surge o futebol, a alegria do esporte, 22 homens entram em campo em busca da vitória, sempre com garra, mas pacífica.  A arquibancada não admite problemas externos, barra as questões políticas, ambientais, culturais e, talvez, sociais. Tudo em troca de gritos gerados por gargantas sedentas, que se situam milimetricamente embaixo de olhos que produzem mais água do que o necessário e que dão o contorno definido pelo caminho que a feição do torcedor estabelece para as gotas de suor.

Risos, raiva, tristeza e alegria ocupam o mesmo lugar, quase que contrariando as leis da física que estabelecem que dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar em um mesmo intervalo de tempo.

O futebol é assim.

Surgiu para emocionar, alegrar e impactar a alma humana, esporte que era destinado aos homens, hoje estão cada vez mais unissex, o que comprovava a fala inicial, a humanidade tinha salvação, o futebol.

Então, lhes pergunto “por que tinha e não “tem””?

A resposta é simples, patente.

Se começarmos “do início”, podemos mencionar as intermináveis discussões entre conhecidos e amigos em redes sociais, nas quais sempre alguém quer fazer prevalecer sua opinião.

Agravando mais, MUITO MAIS, temos as guerras das torcidas, combates esses que podem fazer inveja para as guerras civis, entre elas, mencionamos a Grande Guerra Feudal Russa, Guerra das Duas Rosas, a de Onin, ou ainda, guerra mais conhecidas como a guerra da secessão americana.

Todos exemplos que demonstram que o Homem não evoluiu absolutamente nada, somos todos animais sedentos por ilusões doentias.

E quando achamos que o futebol já está estragado em sua essência com os problemas mencionados, ou com a corrupção que domina a Fifa e a CBF, temos que os clubes passam a adotar condutas fascistas, típicas das grandes guerras, com base no mesmo pensamento de Bonaparte, Hitler ou, porque não, Saddam.

Refiro-me à conduta da Portuguesa Paulista, a Lusinha, que arrumou uma forma descabida de punir um atleta seu, Renan, por ele estar no Morumbi, assistindo a uma partida do seu time do coração, o SPFC.

E a Lusa não é a única, tenho certeza de que se um atleta de determinada equipe estivesse presente em jogo de equipe rival, torcendo por esse time, seria punido da mesma forma, e com aval e a pedido da torcida.

No Mercy.

É a regra. Não há perdão para quem vê jogo alheio.

Até onde eu sei, ver um jogo de futebol não é crime, não é ilícito civil, muito menos trabalhista. Os jogadores assinam contratos de trabalho onde não há qualquer cláusula impeditiva dessa conduta.

Então, não tenho dúvidas, a conduta praticada pelo clube é irregular, foge ao bom senso de demonstra que os envolvidos no futebol não têm cura.

Trata-se de uma arbitrariedade sem tamanho, exatamente como aquela imposta à Sofia pelos alemães nazistas, a obrigando a optar pela morte e salvação de cada um de seus filhos.

É o fim do futebol, ou, ao menos, o começo do fim.

É de se admirar que, ainda com tantos problemas, o futebol ainda encante. Ainda iluda. Ainda empolgue.

É de espantar que pessoas ainda vibram com um golaço, uma caneta bem dada, um drible da vaca ou uma defesa implacável.

Mas, me dei conta, não se pode espantar, nem admirar, nem mesmo desconfiar. Isso é o futebol.

O que posso dizer então,  contrariando-me, a humanidade tem salvação, o futebol.

Aurelio Mendes – @amon78

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