Se o SPFC fosse uma empresa, como seria?

malos-resultados  Saudações tricolores!

Meu nome é Thaís Cachuté Paradella e é com muito orgulho que aceitei o convite do IstoéSPFC para escrever sobre o tricolor aos domingos.

Esta é minha primeira coluna no IstoéSPFC e desta forma, gostaria de convidar o leitor a uma reflexão: se o SPFC fosse uma empresa, puramente uma empresa, como seria? Como estaria?

Bem, para que possamos entender e refletir sobre isso, vamos nos atualizar sobre a situação/panorama real do SPFC hoje:

  1. O SPFC vem de apresentações no mínimo questionáveis. Ontem o time ganhou do ‘poderoso’ Oeste por 2×1 em pleno Morumbi. Duvido que você, são-paulino, não pensou por um momento que poderíamos perder esse jogo. O SPFC em campo, geralmente, aparenta ser um ‘catado’ de jogadores. Não há jogada ensaiada, não há jogadas de profundidade, ultrapassagens, até escanteios são extremamente mal-batidos. Ou seja, apresentações pífias. A zaga não é confiável e o ataque deixa muito a desejar;
  2. Alguns jogadores simplesmente somem em campo. Ou pior, quando estão escalados é um arrepio a cada vez que eles chegam perto da bola. Vide nosso lateral;
  3. Nosso técnico também não tem apresentado um trabalho fenomenal. Claro que não é tudo culpa dele, afinal o plantel deixa muito a desejar, mas Bauza irrita qualquer um com sua teimosia com alguns jogadores e um esquema tático muitas vezes inexplicável.

Bem, após este breve resumo do panorama atual do tricolor, se o SPFC fosse uma empresa, o que estaria acontecendo?

Uma empresa busca lucros, no caso do SPFC, vamos colocar que esta empresa busque resultados positivos. Assim sendo, no quesito ‘produtividade’, o SPFC está deixando muito a desejar. Jogadores são todos funcionários da mesma empresa e o técnico Bauza pode ser considerado um dos chefes.

Parece bobo pensar assim, mas esta simples organização já mostra alguns sérios problemas no SPFC, aqui listados:

  1. jogadores fazendo panelinha: me perdoe, mas como assim jogadores profissionais se juntam para derrubar técnico ou criam um clima ruim? ‘Ah, mas isso é super comum no futebol!’. Não deveria ser. Se a empresa apresenta bons resultados, geralmente os jogadores tem maior visibilidade, maior retorno financeiro com patrocinadores, ou seja, todos ganham. Se pensarem que estão todos no mesmo esquema e pertencendo à mesma empresa, é de extrema burrice deixar de apresentar um ótimo futebol para terem outro técnico. Aliás, em qualquer empresa, funcionários que fazem isso já teriam sido identificados e afastados, afinal criar um clima ruim dentro da empresa não resolve os problemas. Esses funcionários/jogadores tem que ser identificados e afastados do grupo.
  2. falta de treinamento específico: quando vemos um jogo do SPFC, é incrível como o time aparenta ser mal/pouco/nem treinado. Falta fundamento. Falta o básico. E aí entra a comissão técnica. Uma empresa tem que levantar em que pontos ela está falhando. No tricolor, qualquer torcedor sabe que pênaltis a favor são um terror para qualquer são-paulino. De 6 pênaltis esse ano, perdemos 5. Ou seja, a empresa tem que notar que pênalti tem sido um problema gigantesco. Assim, deveria fazer um treinamento, levantando a porcentagem de acerto de pênalti de cada jogador. Os melhores seriam selecionados e treinariam pênaltis especificamente. Pênalti é treino, não tem outra desculpa. ‘Ah, mas o emocional…’. Então cabe à comissão técnica levantar, além dos melhores (ou menos piores) batedores, aqueles que também apresentam melhor equilibro emocional. Além do treinamento de pênaltis, é inadmissível que o SPFC não consiga cobrar um escanteio corretamente. E isso vem acontecendo. Como uma empresa, o levantamento dos pontos fracos do time e suas soluções com treinamento adequado é fundamental. Aqui entra também a finalização de atacantes, que ultimamente tem sido pavorosa, bem como chutes de fora da área. Tudo isso tem que ser treinado.
  3. falta de um esquema tático correto: cada funcionário tem seu papel em uma empresa. Desde o rapaz que limpa os escritórios, até o diretor, passando pela moça do restaurante… Enfim, todos tem sua importância. No time, deveria ser a mesma coisa. A zaga tem que entender que se não se posicionar corretamente, a bola vai estourar no Denis. O meio campo tem que entender que se não marcar corretamente, dá o contra-ataque para o outro time. E mesmo que contemos com peças fracas (me desculpe, mas não acho Denis um goleiro à altura do que o SPFC precisa e acho que Rodrigo Caio não vai ser um bom zagueiro nunquinha!), não tem como só depositar a culpa em uma única peça, quando as demais não exercem a função que deveriam. Não tem como culpar só o diretor da empresa, quando o setor de manutenção simplesmente não faz o que deveria fazer.

E como resolver tudo isso? A primeira coisa que o SPFC deveria fazer é afastar alguns jogadores, reunir os demais e apresentar metas a curto prazo. É difícil cobrar produtividade, em qualquer empresa é, mas se isso não for cobrado, cada jogo será um tortura e as vitórias virão muito mais em quesito ‘sorte’ do que ‘planejamento’.

Após deixar claro quais são os critérios adotados pela empresa, treinamento específico deve acontecer. Nítido que está faltando isso. Acredito que jogadores da base poderiam ser melhor utilizados. Muitas vezes, um funcionário novo, que ainda não foi ‘contaminado’ pelo ambiente da empresa, traz um pouco de ânimo para quem está ali. E não existe nada melhor do que um pouco de competição interna. Se alguns jogadores perceberem que, se não se esforçarem não irão jogar (e aí critico a diretoria do SPFC, por não colocar quesitos de produtividade em seus contratos com os jogadores, por ex., a cada X partidas como titulares, o jogador teria direito a um bonus), talvez isso ajudasse.

Além disso, a diretoria dessa empresa chamada SPFC está precisando (urgente!) se renovar. Nomes como Ataíde, Gustavo, não poderiam nem passar perto de qualquer cargo gerencial. O estrago que fizeram (e ainda fazem) é muito grande. Mas infelizmente o presidente da empresa não percebe isso.

E pra finalizar, empresa busca lucro. No caso do SPFC, a empresa deveria buscar títulos (ou pelo menos vitórias). Na atual situação, com elenco rachado, desanimado, sem treinamento aparente, tudo uma bagunça, fica difícil esta empresa se manter competitiva no mercado. E o desafio de terça é grande. Além disso, logo logo vem o Brasileirão. Se continuar assim, esta empresa é capaz de ficar fora do mercado antes mesmo que a gente imagina, com a série B logo ali. Está na hora de levantar essa empresa!

Thaís C Paradella.

Crédito da imagem: mercadoestrategia.com

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Um pensamento sobre “Se o SPFC fosse uma empresa, como seria?

  1. Parabéns Thaís, pela estreia e consciência do texto. Fez uma varredura quase que geral na situação do SPFC, indicando pontos precisam que precisam ser melhorados.
    Sensacional

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