Birdman, … o #SPFC ou (A Inespesperada Virtude da Ignorância)

Birdman, … o #SPFC ou (A Inespesperada Virtude da Ignorância)

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Birdman é uma comédia de humor negro que conta a história de um ator – famoso por interpretar um icônico super-herói – enquanto ele faz de tudo para montar uma peça na Broadway. Às vésperas da estreia, ele passa a lutar com seu ego de forma psicótica e paranoica, tentando recuperar sua família, carreira e Ele Mesmo.

O filme foi muito premiado porque o tema é apropriado, moderno e pertinente aos dias de hoje. É uma deliciosa oportunidade de reflexão pessoal, de como planejamos nossa vida, o que esperamos dela, e acima de tudo, o quê realizamos da mesma.  A vida é causa e efeito, sempre!

Todos nós, de certa forma, vivemos “Momentos Birdman”. Nem tudo que planejamos tornam-se realidade e cada um reage de uma maneira diferente diante dos fracassos e frustrações. Estamos vivendo o “Momento Birdman” do #SPFC.

Toda soberania, supremacia, liderança, referência, idolatria e até mesmo, nossa história intacta e ilibada estão em questionamentos. E no passado.  

Deixamos mesmo de ser maiores? Passamos a reagir como pequenos? Perdemos a capacidade criativa e de se reinventar? Onde anda nossa alma e espírito vencedor? Nossas conquistas foram mesmo fruto do talento de nossos jogadores e comissão técnica? Até que ponto houve mérito das Diretorias e Presidência nas conquistas? Ou foi tudo uma consequência de nossos “poucos” fatores positivos que superavam os “muitos” fatores negativos dos adversários?

Será que nossos adversários souberam ler melhor a tendência do futuro e quando este chegou estão mais preparados do que nós? Ou somos frutos da falência generalizada da estressada gestão do futebol brasileiro?

No filme, num determinado momento, o ator/diretor Riggan Thomson (Michel Keaton) precisa recorrer em cima da hora a um ator coadjuvante (vivido pelo Edward Norton), e teme que este não consiga “decorar” o texto a toque de caixa e ser criativo o bastante para não comprometer a estreia em poucos dias. Na verdade era salvar ou afundar a peça. A destreza e talento do jovem ator coadjuvante atropela a experiência do ultrapassado ator/roteirista e diretor principal do evento (apogeu de sua carreira). Ou seja, o conflito da nova geração, muito mais voltada ao resultado (a estreia) e à criatividade (o improviso) ultrapassa a estética teatral e a essência da tradição solicitada e representada pela velha geração.

A briga de egos começa a atrapalhar o andamento da companhia, e os bastidores passam a pesar e a refletir as falhas do “homem Thomsom”. Não mais como ator, diretor e administrador, mas como pai, marido e amante. O colapso é iminente, e o final é trágico.

O #SPFC de hoje não é diferente.

Uma nova geração mais moderna e engajada aos modelos de administração mais vencedores do mundo clama por mudança e profissionalismo. Essa nova geração sabe que o caminho da vitória é consequência do planejamento bem sucedido da interface clube-social e Futebol.

O clube-social não vive sem o Futebol, mas este vive até melhor sem o outro. Portanto não é uma via de duas mãos.

Não é possível que o futuro da força mantenedora dessa relação, que é o Futebol, dependa exclusivamente de pessoas que não vivem, não compreendem e não conseguem e nem podem, ter visão para empreender nesta área. Quem hoje no #SPFC conhece, fez estágio ou trabalhou em “Gestão do Negócio” chamado Futebol?

O modelo de gestão do #SPFC há tempos vem espelhando-se no que fomos e no que nos levou à liderança, mas que os alicerces estão corroídos e desabando. Ou seja, ficou no passado. Olhando somente o que fomos, acabamos pensando muito pequeno, e não é mais isso que o público quer, não é mais o passado que se vende, e sim a interação, a criatividade, o improviso, as vitórias e o espetáculo como um verdadeiro entretenimento.

O Momento Birdman do #SPFC já está no grau da esquizofrenia e talvez da bipolaridade do personagem Thomson, onde ele não consegue livrar-se da sua outra face retrógrada que o prende ao passado, às glórias e às suas conquistas. Esse outro Eu, suga tudo que os novos tempos podem propor de avanço, pois se agarra ao passado, como se este fosse o modelo que precisa prevalecer no futuro.

Esse conflito leva o personagem à loucura e ao suicídio.

Tentando unir o passado da estética “shakespearneana” ao moderno formato de Reality Show, Thomson procura se matar no palco, ao vivo, pretendendo dar um final apoteótico ao público sedento por “realidade”, mas acaba inexplicavelmente sabotando o momento e errando o tiro final que era para ser fatal, mas foi de raspão.  É aplaudido de pé, vira sucesso de crítica, por ter metaforicamente “dado a vida” pelo personagem. Porém, a realidade dos dias subsequentes não pode ser como a da estreia, ele não poderá morrer a cada apresentação, e sabendo disso, Thomson sobrevive de forma melancólica e à maneira obsessiva do passado, do seu Eu psicótico. Enxergando a realidade, de não ter conseguido promover o que precisa para alcançar o sucesso, Thomson desgarra-se do Eu Birdman, e busca a liberdade de tudo, voando para a vida, ou para a morte.

Como no filme, o #SPFC precisará escolher, entre o Novo, a Liberdade e ao voo para a vida. Ou ficar agarrado ao seu outro Eu,… o do ostracismo, do passado e da “A Inespesperada Virtude da Ignorância…” e voar para a morte.

Não existe outro caminho, que não seja o da mudança do Estatuto, transformação do clube em empresa e da profissionalização. Siga os bons, tudo na vida é causa e efeito!

#AdaptOrDie    

#FreedomTricolor  por @trihexale

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