PSICOLOGIA NO ESPORTE: FAZ FALTA

psico

Bom dia, Tricolores.

Hoje teremos mais um desafio na Copa Libertadores. O Tricolor já está na Venezuela e a vitória é obrigação se quisermos nos manter vivos na competição. O adversário é o Trujillanos, com pouca tradição em Libertadores e atualmente em quarto lugar no campeonato venezuelano (5 vitórias em 9 jogos).

Bauza planeja deixar Maicon no banco e entrar com Rodrigo Caio na zaga, fazendo dupla com Lugano. Na frente, Kardec entra na vaga de Calleri, que levou o terceiro cartão amarelo, e Carlinhos entra no lugar da Michel Bastos, com dores na coxa direita.

Quem me acompanhou no Twitter após o jogo de domingo sabe que cantei a bola, totalmente previsível, de que haveria reclamações com relação à viagem. Foram 29 horas até chegar a Valera, onde o jogo de mais tarde será disputado. Concordo que não é fácil encarar tal maratona, o próprio Lugano relatou que, nesses casos, acaba não sendo possível treinar, sendo que as tentativas de sanar as falhas acabam se resumindo a conversas.

Aliás, no elenco do São Paulo não há nenhum jogador com a experiência e a clarividência do Lugano. Em entrevista, ele afirmou que “será uma partida onde o aspecto mental terá muito mais importância que o aspecto físico”. Tomara que ele consiga de fato transmitir isso aos demais jogadores porque certamente jogaremos contra nós mesmos.

Desde o início da temporada (e por que não dizer até antes disso) o time do São Paulo tem se mostrado fraco emocionalmente sempre que necessita virar um placar ou quando começa na frente e toma o empate. Ou seja: não sabe lidar com pressão.

Pelo que sei (e se eu estiver errada desde já me desculpo) o SPFC não tem psicólogo do esporte. Não dá pra entender como, em pleno 2016, os dirigentes de um clube tão grande ignoram a importância desse profissional para lidar com as demandas emocionais dos atletas.

Vale lembrar que o psicólogo, assim como qualquer outro profissional, necessita de tempo e sequência com os atletas, realizando um trabalho contínuo que começa na pré-temporada e não somente “apagando incêncios”. Ou seja, deveria existir um acompanhamento psicológico, sendo o psicólogo esportivo parte integrante da comissão técnica.

Fica aí a dica para os dirigentes sãopaulinos. Ignorar o papel fundamental da preparação psicológica dos atletas não combina nadinha com a imagem de clube vanguardista que o São Paulo sempre quis apresentar. Fomos pioneiros na construção de um CT completo e equipado, fomos, por muitos anos, referência no que diz respeito à medicina e fisioterapia esportiva, por que não implantar uma preparação psicológica integrada aos demais processos da equipe?

Talvez seja tarde para esta competição, mas certamente garantiria um time mais forte emocionalmente falando e potencialmente vencedor.

Opinem sobre o assunto também! Vocês acham que a preparação psicológica que só um profissional capacitado poderia realizar faz falta ao time do São Paulo?

Sigam-me lá no Twitter e interajam sobre o assunto: @mandyamaro

Amanda Amaro

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2 pensamentos sobre “PSICOLOGIA NO ESPORTE: FAZ FALTA

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